Diálogo Ciencialist - Thread "Calor específico e física clássica" - Novembro de 2001
To: ciencialist (Msg 11871) From: "Sergio M. M. Taborda" Date: Sat, 10 Nov 2001 12:20:40 -0000 Subject: [ciencialist] Re: Calor especifico e fisica classica
> Olá Sérgio. Olá Alberto, > > Ai sim, há alguma dificuldade da Física clássica em obter > > resultados coerentes com os dados. > Dificuldade sempre há, e não é só com a física clássica, mas também > com a moderna. Quando se fala em ser melhor e ser pior, estamos a referirmos a resultados matemáticos na previsão de medições experimentais. Aquela que apresentar melhores aproximações ganha. Pronto, é simples. É só assim. Classicamente podes explicar tudo. Mas isso não te serve se as contas não te derem a previsão certa. É disto que estamos a falar.De previsões de números. E os números, ainda, não mentem. Queria só dizer isto antes de continuar. >O problema é que criou-se o mito de que não existe uma dificuldade, > mas uma impossibilidade, e isso é bem diferente. E é com isso que > não concordo. Eu tb não. Mas não posso ser indiferente ao facto de novas teorias preverem resultados medidos. O que faz impressão - repudio quase- isso sim, é que lá pq essas teorias funcionam se pensar que o mundo é assim. Essa é a maldição do "físico". São sempre modelos. Mas nós gostamos de achar que se dá certo é porque é assim. Somos maravilhosos e nos amamos a nós mesmos por isso. Quase nos sentimos a decifrar a escrita de Deus. Mas isso é só ego humano, pq na realidade tivemos foi sorte. Portanto, o que devíamos ensinar é que são modelos. Primeiro que tudo, modelos. Para que não fosse estranho depois mudar-se de modelo. Sem haver resistência inútil. Se é melhor, use-se. E melhor significa : Que o erro é menor ,entre o previsto e o medido. E ha toda uma teoria para medir esse erro. A qual tb deveria ser ensinada. etc... >O que estou tentando dizer é o seguinte: Quando alguns físicos, especialmente os > autores de livros didáticos, dizem que é impossível explicar determinado > fenômeno a partir da física clássica, noto que eles apenas estão retratando a > sua ignorância sobre o que seja física clássica e seria muito melhor > que não emitissem opiniões sobre o que desconhecem, ou então que estudassem > um pouquinho mais aquilo que pretendem atacar. Ora nem mais. Mas isso é um erro tão comum que as pessoas passaram a achar que é assim que se faz. Que é mesmo assim. Que "Deus" disse que era assim. Por isso alguns são tão casmurros em mudar de modelo. De teoria. Todas as teorias começam como: "Se supusermos que..." Mas depois ganham vida própria, tentam-se usar onde elas mesmas dizem que não podem, e ai escapam-se... > > Tb nunca ninguém observou a ligação diatômica entre átomo tal como > > a descreves analogamente a um halter. contudo é um modelo útil e > > explicativo como tu próprio usaste > > Portanto, se é um modelo que funciona, qual é o problema? > Problema nenhum, desde que entenda-se tratar-se de um modelo. Não > obstante, como o modelo clássico de vibrações não funciona, e isto está mais > do que comprovado, inventou-se algo para compensar esta dificuldade, o que > resultou na teoria quântica. Ou seja, o modelo associado a uma série de > hipóteses "ad hoc", funciona em determinadas condições a satisfazerem determinados > caprichos. Nada contra. Porém, assumir que o fato de o modelo de > vibrações não funcionar é equivalente ao fato da física clássica não > funcionar... !!! A MQ De Bohr, e a MQ moderna são um pouco diferentes. A de Bohr postula órbitas. A moderna usa o que sabemos: cargas "ligadas" por um potencial electrico. E é ao substituir o valor dele nas fórmulas que se obtêm os resultados. A teoria das funções de onda, pode causar estranheza. Mas não tanta assim se pensarmos matematicamente. É só uma matemática diferente. Não é uma física diferente. Além disso, temos o Hamiltoneano. que é o mesmo tanto clássica como não-classicamente. > Sem dúvida que será "outra coisa", se bem que não "qualquer outra > coisa". Imagine, por exemplo, que você está numa nave espacial, bastante > afastado do sistema solar e em repouso em relação ao Sol. Muito provavelmente > você verá, no decorrer do tempo, o movimento de translação da Terra ao redor > do Sol. Não obstante, se você estiver no plano da eclíptica, terá a > impressão que a Terra vibra em torno de um ponto central, quase que em um MHS e, de > tempos em tempos, atravessa o Sol de lado a lado (eclipses da Terra ou do > Sol, conforme a posição relativa dos dois). Disseste bem: quase. Porque não é. Ma agora tenta olhar "de cima" e verás que o que dizes não é útil. A MQ olha sempre de "cima" (eixo dos z). E tlv por isso veja coisas diferentes. > Pois bem, se a Terra fosse um elétron e o Sol um próton, você > poderia dizer, sob essa visão, que o elétron vibra em torno do núcleo. E poderá > até mesmo encontrar uma equação a descrever essa vibração. Esta equação é > verdadeira, mas retrata uma falsa realidade física, ou melhor, uma realidade > parcial. Essa matemática funciona, mas não está captando toda a realidade. Essa matemática não funciona :-) Pq esse modelo pode ser aperfeiçoado. Para já, pq vibrar em 2D, pq não em 3D? Ao libertar todos os graus e deixar vir o que for, a MQ encontra essa vibração 3D E o vibrar dessa "corda" chamada electrão dá uns "sons" chamados fotões. Cada um com sua freqüência, como o dedilhar de uma guitarra. Vamos medir? Vamos. E vemos que os números dão certo. Os clássicos (incluindo Bohr) não davam (Bohr não estimava todos os níveis possíveis) > Sim, você dirá que essa história de órbitas foi relegada a um > segundo plano, a partir dos trabalhos de Bohr. Não. Ele estabeleceu algo mais importante. A Quantificação. Mas a MQ que lhe seguiu, não precisou postular essa Quantificação. Ela veio imediatamente das contas.Simples até. Simples agora, naquela altura não. E o principio único que a faz diferir da M clássica é o principio de De Broglie, nada mais que isso. Portanto não ha na teoria nenhum pano nem nenhuma gaveta ou tapete. É uma casa sem mobília. Mas quem a usa, aqueles que se mudaram para essa casa, colocaram alguma mobília. E deixaram de ver o que estava naquela parede. E isto é que está mal. A actitude. Não a teoria ou o Modelo. Ele dá boas provas de si mesmo. A compreensão do Átomo e das Moléculas e da Anti-Matéria, nasceu dai. > Mas aí digo também: É verdade, o modelo > utilizado de órbitas *planetárias* mostrou-se incompatível com a > experimentação, mas isso não significa dizer que não existam outras > órbitas possíveis para a translação dos elétrons clássicos, na constituição > do átomo. E isso também não significa dizer que a física clássica não > explica a experiência de Rutherford à luz da teoria de Maxwell (emissão de > radiação). Quem não explica a experiência é o modelo de "órbitas planetárias", > com seu plano da eclíptica, e a obedecer uma equação de forças do tipo da > lei gravitacional. Mas esse não é o único modelo mecânico clássico > disponível!!!! Então que venha outro. Se for tão bom ou melhor que o da MQ , ai sim os pontos serão marcados. Melhor significa: Os números são mais aproximados aos medidos. > Perceba então que até agora nada da física clássica, dentre tudo o > que discuti até aqui, foi negado. A meu ver, o que A EXPERIÊNCIA NEGOU, > até o momento, foram as seguintes afirmações: 1) O campo elétrico do > elétron é idêntico ao campo de uma carga elétrica macroscópica; 2) O elétron > translada em torno do núcleo de um átomo de maneira semelhante ao movimento de > translação de um planeta ao redor do Sol; Talvez não. Não sei. O que sei é que o modelo é Diferente, e portanto não o posso comparar. Empiricamente, sim. Mas ai ... um electrão anda em 3D em torno do núcleo. A Terra faz isso? Então pq todos os planetas estão sob a mesma faixa da eclíptica? O modelo planetário de Bohr era original (obvio eu diria), mas não funciona bem. Funciona parcialmente. O 1º nível é correcto até hoje (raio de bohr). Entre o mau (o antigo antes de Bohr , que no fundo não era nenhum), o de Bohr, e a MQ, é a MQ que mais fielmente produz números iguais aos medidos. E perante esta evidência vou deitá-la fora? Não posso. O único que posso é aprende-la o mais possível e cascar ¾bater na cabeça¾ de quem de afastar um milímetro do que a teoria diz. Nada de fantasmas. Mas ninguém tem a capacidade de fazer isso com todas as teorias. (A menos que a teoria fosse só uma...) E por isso ha sempre os "bons" , os "maus" e os "feios" ... :-) > 3) A emissão ou absorção de > energia por um sólido está acoplada a movimentos vibracionais dos > átomos e moléculas constitutivos destes sólidos. Não obstante, a física > clássica não assume como verdadeira nenhuma dessas hipóteses, como também não as > nega. Quem as nega, salvo maior juízo, é a experimentação. Pois essa > experimentação, salvo também maior juízo, falseia essas hipóteses > secundárias, jamais a física clássica genuinamente newtoniana. Mas afinal o que é a Física genuinamente newtoniana? A que Hamilton usou? A que Lagrange usou? A que Poison usou? A que Newton usou? A que Eisntein usou? A que Plank não pode usar? A que ninguém mais sabe usar? > > >Teríamos então três termos > > > correspondentes à energia cinética e três correspondentes à > > > energia potencial, para cada uma das coordenadas cartesianas > > > consideradas. > > Aqui devo ter perdido alguma coisa. Então, 3 graus pela translação > > (Cinética), 2 pela rotação (cinética) e 1 pela vibração > > (cinética). O de vibração ainda pode ser encarado como uma força elástica e > > dai a um potencial ... mas tu citas 3 graus de energia potencial. A > > energia de rotação é potencial? > Não, não é bem assim. O modelo "que não dá certo" admite apenas o > movimento de vibração. Ora, pode se referir a essa vibração ¾a de uma > partícula com seu centro de massa em torno de uma posição fixa¾ em relação a > três eixos (três graus de liberdade) e, para cada eixo considerado, e a cada > instante considerado, a energia pode estar no estado cinético ou potencial. > Existem então seis graus de liberdade, ou seja, necessitamos considerar três > variáveis relacionadas a v = (vx, vy, vz), a descreverem a energia > cinética e três variáveis relacionadas a r = (x, y, z), a descreverem a > energia potencial. A energia total de um átomo poderia então ser expressa > por seis variáveis: E = (1/2)mvx2 + (1/2)mvy2 + (1/2)mvz2 + (1/2)kx2 + (1/2)ky2 + (1/2)kz2. ahummm...eu só vejo 3 ... x, y, z> É óbvio que você poderia expressá-la apenas utilizando o módulo > de v e de r, mas aí você perderia o caráter direcional da > transferência de energia (absorção) e que é importante para estudos referentes à > eqüipartição, como é o caso. Porque aqueles x,y,e z, não são no mesmo referencial como tu escreves
o de rotação são num ref solidário com o centro de massa, os de cinética são num ref algures, onde quiseres considerar... São 6, portanto. Ok > > Pelo que entendo do resto do texto, isto seria um Postulado do > > Maxwell. Um em que ele assume que a energia se dividiria > > eqüitativamente por todos os graus de liberdade. Sim? > > Se sim, isso não é um teorema matemático(idéia matemática), como > > lhe chamas, mas um principio físico. > > Se é um principio válido, ou não isso é outra história. > Não, existe um teorema matemático a demonstrar que sempre que a > energia puder ser expressa por uma função quadrática de outra variável (por > exemplo, v2, r2, etc), a distribuição de energia dar-se-á eqüitativamente > entre todas as possibilidades. Eu estudei isso há muito tempo e no > momento não disponho da demonstração, que não é simples, por sinal. Não é > difícil verificar isso para a translação, e fisicamente isso está > relacionado à isotropia do espaço; também não é difícil verificar para a rotação. Então está ligado com a conservação do momento (linear e angular) Sim? Engraçado, mas nunca ouvi falar desse teorema... > Por outro lado, se tivermos "halteres de bilhar", formados com duas > bolas e uma haste *rígida*, um destes alteres poderá transferir a sua > energia para um outro sob a forma de rotação (isso é mostrado na figura > anihalter.gif). A imagem é gira.
Fizeste à "mão"? > Perceba também que não há, neste modelo de haste rígida, > a liberdade da ocorrência de transferência de energia sob a forma de > vibração. Não obstante, se a haste fosse elástica, tal e qual uma > mola, deveríamos incluir no sistema a possibilidade da existência de > energia vibracional exactamente ao que eu me referia. > E esse número > relaciona-se aos choques, pelo menos no modelo apresentado. Sem > dúvida, existem outras maneiras de se analisar o modelo, mas não foi isso > que coloquei em discussão. Comprimento de Compton...já ouviste falar? A idéia é clássica: choque de partículas. A matemática é moderna : hipótese de De Broglie... a matemática clássica não daria conta de achar o resultado... > O problema é que se a física clássica conseguir explicar > "o que dizem" que ela não explica, Se os números que ela prevê não forem os que se medem, não há previsão alguma. Por muito que tu entendas o que está a acontecer pensando em bolinhas. O exemplo clássico é o átomo. Podemos imaginar electrões a andar em 3 D num salto constante entre distâncias diferentes em relação ao núcleo. Mas o modelo das bolinhas não ajuda a prever os dados. Ajudou Bohr. O Modelo Planetário do Átomo é um modelo de Bolinhas. Mas ele, restringiu o seu modelo a órbitas coplanares, o que impediu que obtivesse todos os resultados. Porque na experiência aparecem resultados que apenas são interpretados se pensarmos em órbitas 3D. A MQ moderna mostrou onde Bohr errou, mas isso não significa como já ouvi que: Os electrões não andam em volta do núcleo como bolinhas... (ou como mosquitos perto de uma lâmpada) > a teoria quântica acaba se tornando > desnecessária, pois a física clássica, a meu ver, é muito mais > simples, muito mais atraente, muito mais elegante, com potencial de ação > muito maior (não é teoricamente limitada por indeterminações) e muito mais > racional do que a teoria quântica. Essas Indeterminações como tu chamas estão na cabeça de quem as invoca. Mas ha dois aspectos que a MC difere da física moderna. Antes era pensando que a informação era transmitida Instantaneamente. Acreditas mesmo que a informação, seja ela electrica ou outra, se transfere de ponto a ponto com velocidade infinita? Outro ponto era: Se durante um determinado tempo eu dou energia a um sistema, ele deve adquiri-la. Isso levará à alteração do estado do sistema. Possivelmente esse estado será instável, e a energia será reenviada de volta. Se eu lhe der X durante t segundos, ele devolve X durante t segundos. Ou seja, Qualquer que seja o valor da acção (produto Energia x Tempo) o sistema sempre responderá da mesma forma. A experiência mostra que não. Existem acção para as quais o sistema não responde. Então existe uma acção mínima, h, abaixo da qual o sistema não responde. Antes, c=infinito, e h=0 Isto é o que define: Física Clássica. Velocidade Infinita de Transmissão de Informação Acção Mínima Nula Tens algo a declarar? Quero em querer que tu tb não és um Físico clássico. Tb um Newtoniano, mas não um clássico. Tu tb supões velocidade Finita para a transmissão de informação. Quanto à acção, não sei. Tu dirás. Mas basta isto para te excluir da lista de Físicos Clássicos. Como disseste, Plank foi o ultimo
> Ou seja, pela interpretação, e aceitando-se o > teorema da eqüipartição, percebe-se que a energia transferida não > chega a ser captada como energia de rotação. Mas isso é o que seria > esperado pelo modelo de Boltzmann a acoplar-se com a física clássica. > O modelo é anterior à física quântica e explicava muito bem o fenômeno, > ao contrário do que é afirmado pelo Eisberg, pelo Tipler e, pior, pela > quase totalidade dos livros de física básica que existem por aí. Isso é realmente estranho e perigoso. Ainda bem que nunca ouvi falar deles. > > Não. Ele diz e cito : > > "If all molecules were initially not rotating, then they > > would remain so for all time. On the other hand, if they were > > initially rotating, then each molecule would retain its rotation > > independently of all the others, although this rotation > > would exert no observable action" > Eu mudei de questão e parece-me que você não se deu conta disso. Pois
> Sim, mas estamos entrando num outro terreno, também relacionado ao > calor específico, mas creio que de outra natureza. Nesse caso não sei > qual seria a "física clássica" que dizem não funcionar, mas quero crer que seja > algo a se apoiar em algum outro modelo e, certamente, em concordância com as > idéias de Drude e Lorentz. Bom, a Idéia de Drude, não era má. Ele usava Electrões livres. Os seus resultados foram bons em boa maioria. O problema é que o seu modelo era demasiado ideal. Ele esqueceu-se de que os electrões não são livres. (Modelo do Pudim de Passas). Eles estão ligados ao átomo. Então nasce o modelo dos electrões semi-livres. Mas usa-se o Formalismo da MQ. O problema nunca esteve na interpretação, nas idéias, na imaginação, clássica. O problema sempre esteve na matemática, clássica. A matemática moderna, põe os mesmos princípios ao serviço dos mesmos objectivos e obtém melhores resultados. É isto que é a melhor, a Matemática "Quântica" , não a Física Quântica. Por isso, quase que insultar os Físico Clássicos é como cuspir no prato que se comeu. Quem dera a muitos, agora, tem a imaginação e o engenho de alguns "Clássicos". As derivadas foram inventadas por Newton e Leibniz.... se Newton já tivesse no seu tempo a matemática de hoje, tlv a coisa fosse diferentes. E estaríamos muito mais adiantados... > > Sim, e não só. > > Numa molécula diatômica tb existem vibrações desse tipo. > > Ela não é um halter rígido. os centros de massa dos átomos > > aproximam-se e afastam-se com uma certa freqüência. > > A oscilação de vibração é portanto ai importante tb. > Sim, mas o que é essa vibração? É uma vibração física ou seria algum > fenômeno físico de natureza desconhecida e que em determinadas > condições aceitaria uma equação matemática compatível com uma lei senoidal? Qual é a diferença? Não existe a Física que é, e a Física que se observa. Só existe a que se Observa. Aquilo que é, não podemos saber. > Volto a dizer: um movimento circular e uniforme, visto de perfil, simula um > movimento de vibração em torno de um ponto central. Estou a ver onde queres chegar. Isso é o que faz a MQ. Ela mede projecções segundo um eixo. Ela só olha de lado. >Ao fornecer a equação > desta vibração eu estaria simplesmente descrevendo parte de um > movimento mais geral, da mesma maneira que ao dizer que uma partícula tem > spin estou fornecendo apenas parte de um conceito muito mais geral e > desconhecido, ignorado ou proibido pelos físicos modernos. Isso é mais mito que realidade. O que acontece é que só se conhece 1 das 3 projecções. Essa projecção é o Spin. Não é o giro, pq não temos a certeza do que serão as outras 2 projecções. Eu próprio levei tempo a entender isto. Em MQ diz-se que se pode medir Lz e L² Simultaneamente. Ou seja a projecção segundo ZZ e o módulo do vector. Mas daqui o que podemos inferir sobre as projecções Lx e Lz? Nada. Simplesmente nada. Não podemos ter uma direcção. Sabemos que L mede um giro, mas não sabemos o que mede o Spin... O Spin é um operador igual a L, aplicado no centro do electrão em vez de no do atomo. O Spin poderia ser a medida da projecção de um Cone, que nós nunca saberiamos. (pela MQ) O L não é um cone... bom, pensamos que não, por analogia com, mais uma vez, o sistema Solar. Agora, daqui a dizer que "Não é um giro" ..alto ai! Não se prova que não é, nem que é. Simplemente não se sabe. E por isso se diz que não se pode afirmar que é, com rigor cientifico. Para afirmar que é, teríamos de Postular isso. O que poderá ser útil, quem sabe.... Sempre um prazer, [] Sérgio