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To: <ciencialist@egroups.com>
From: "Alberto Mesquita Filho"
Date: Sun, 7 May 2000 08:39:14 -0300
Subject: Re: [ciencialist] GRAVITAÇÃO
-----Mensagem Original-----
De: "neville"
Enviada em: Domingo, 7 de Maio de 2000 01:35
Assunto: [ciencialist] GRAVITAÇÃO
> - um dos aspectos mais intrigantes do efeito gravitacional é que
> diferentemente das demais manifestações da natureza - com a honrosa
> exceção do tempo - é o fato de não mostrar um efeito contrário
> equivalente.
> Se é que eu entendi um pouco, o modelo proposto é de que as partículas que
> apresentam campo gravitacional, na verdade, apresentam algum tipo de
> dipolo[ elétrico, magnético, gravital (?) ou outro desconhecido ] que
> resultaria sempre num efeito macroscópico de atração.
> Esta parte seria fácil de entender através de uma analogia: se
> considerarmos, por exemplo, duas pequenas barras imantadas livres no
> espaço, a força resultante entre elas será sempre de atração, pois sendo
> livres elas automaticamente se ajustariam de forma a ficar com os pólos
> opostos alinhados ( se quiserem um exemplo mais simples ainda, pensem na
> agulha da bússola, que sempre se alinha no sentido da atração do campo)
> Como desconheço se existe uma nomenclatura estabelecida, vou chamar de
> dipolo gravital esse modelo, (seja lá o que isso possa ser); então os
> neutrons, protons e outras partículas seriam esses tais dipolos (tripolos
> e quadripolos quando associados a cargas elétricas) que permitiriam a
> existência de forças atrativas e repulsivas simultâneas no interior dos
> núcleos atômicos.
>
> A pergunta que fica é: como poderia se explicar o processo associativo
> gravitacional neste modelo ? - ou então, se nada dele faz sentido?
Parece-me que você captou bem a msg e eu até estranhei pois quando a escrevi
não percebi que tinha exposto a idéia em detalhes. A minha preocupação de
momento era apenas mostrar que massa e carga podem ser mais complexas do que
se nos aparentam ser. Quanto a sua dúvida, se é que a entendi, ela não só
faz sentido como focaliza o ponto crucial do modelo. Se não houver como
explicar, o modelo vai por água abaixo. Vamos ver se entendi a dúvida.
Um nêutron "em repouso" (figura "neutron.gif"), ou seja, com todas as
suas
partículas interiores oscilando em eixos a passarem pelo centro, gera, em
sua periferia, o que poderia ser chamado campo de um dipolo gravitacional
oscilante, ou seja, alternando temporalmente períodos de atração com
períodos de repulsão. O efeito pode ser melhor percebido com a figura
"dupla.gif", simulando uma dupla de "quarks clássicos" (o nêutron
tem três
desses quarks). Para cada ponto P do espaço, o campo a se manifestar, num
dado instante, seria aquele previsto pelo exame das pequenas bolinhas
(férmions) situadas na reta a unir o ponto P ao centro do nêutron, segundo a
seguinte convenção: se o férmion correspondente estiver fugindo de P (em
direção ao centro do nêutron), o campo seria atrativo; caso contrário,
repulsivo (Justificativa: Princípio de Le Chatelier com uma interpretação
muito semelhante, mas não absolutamente igual, ao "andar no vácuo" do
automobilismo). Corrija-se, a essa imagem, o tempo em que a informação deve
levar para ir do nêutron ao ponto P pois, à semelhança de Newton, não
acredito numa ação à distância não mediada por nada (coisa que entrou na
física pela porta dos fundos, graças aos maus seguidores de Newton).
É de se notar que os férmions, de cada quark clássico descrevem um mhs
(devido a uma repulsão de natureza elétrica e uma aproximação de natureza
magnética) e o conjunto nada mais é do que uma onda propagando-se
circularmente, muito provavelmente auxiliada por interação de tipo magnético
entre férmions vizinhos, interação esta responsável pela aproximação de
férmions opostos.
Poderíamos ainda definir, para esse nêutron "em repouso", um eixo de atração
máxima e que, a cada momento, passaria por dois férmions de um dos quarks
que estivesse em seu ponto de maior energia cinética (centro do mhs) e
dirigindo-se para o centro (atração máxima). Como o nêutron está em repouso
e os férmions, em tais condições, alternam-se, o "eixo de atração máxima"
descreve um giro em torno do nêutron "em repouso". Podemos ainda pensar no
quark considerado para fixar o eixo como sendo aquele que é diferente dos
outros dois.
Pensemos agora no nêutron "girando" no plano do quark considerado para
definir o eixo de atração máxima e de tal maneira que o eixo fique em
repouso no espaço (ou seja, o giro seria acoplado com a oscilação dos férmions).
Agora temos um quadripolo gravitacional estático, com duas regiões opostas
de atração e duas regiões opostas de repulsão. Se este nêutron sofrer um
segundo giro, agora em torno do eixo de atração máxima, a atração se
conservará espacialmente e a repulsão se diluirá em 360 graus. Lembro que
estes giros têm também um efeito do tipo eletromagnético a complicar o
entendimento; porém não é impossível que este efeito facilite a estabilidade
nuclear e/ou de agrupamento de nêutrons.
Não é impossível se pensar, também, em micelas neutrônicas
unidas exatamente pelos polos repulsivos (graças aos efeitos
eletromagnéticos) e diferentemente do que você apresentou acima para os imãs
(aproximação pelos polos atrativos). A repulsão ficaria neste caso
totalmente escondida e a micela seria uma partícula a mostrar apenas um
campo gravitacional atrativo. Não me parece que o núcleo seja formado por
tais micelas mas não creio ser impossível imaginar-se uma estrela de
nêutrons constituída pelas mesmas.
A meu ver, o segredo do núcleo atômico estaria em se conseguir fazer estes
nêutrons e os prótons (cuja estrutura ainda não consegui imaginar por
inteiro) disporem-se em orbitais que teriam por base (ou seja, as órbitas) o
esquema das treze bolas apresentadas pelo Ozelo. E se cada próton acoplar-se
com cada elétron da eletrosfera (ou seja, a eletrosfera seria uma imagem
ampliada de uma protosfera nuclear), a disposição dos elétrons nas camadas
s, p, d e f estaria explicada pelo esquema mostrado em meu Web Site no link
"Uma curiosa coincidência". Perceba que a estrutura cristalina típica (as
treze bolas) seria nada mais, nada menos, que um núcleo de Helio. Ou seja,
não seria difícil imaginar um determinado átomo expulsando, por algum motivo
qualquer, uma de suas partículas alfa mais periféricas.
Como dá para perceber, existem muitos reparos a serem feitos, porém creio
que a saída é por aí: Uma saída genuinamente newtoniana e sem o apelo para
curvaturas do espaço, "spin" que não significa giro, materialização da
energia ou energização da matéria, incertezas ou indeterminações, órbitas
permitidas, luz ondulatória, efeito túnel, vácuo quântico, complementaridade
de Bohr, éter, etc., etc., etc.
> Particularmente, gostaria de ver os gifs animados que o Alberto
> gentilmente se propôs a enviar.
Ainda bem que você entrou na minha. Eu já estava ficando desanimado. Também,
pudera, do jeito que eu fiz a publicidade: "Não vou nem
postar as figuras (gifs animados) só pra ver se algum gaiato tem coragem de
as solicitar.
e
"
> Grato pela atenção.
E grato pela coragem.
[ ]'s
Alberto
http://www.ecientificocultural.com/indice.htm
Mais detalhes sobre o modelo apresentado são discutidos nas threads "Gravitação II" e "A natureza íntima
da matéria"
Conheça o Espaço Científico Cultural