From: Alberto Mesquita Filho Newsgroups: pt.ciencia.geral Subject: Re: Velocidade da luz... Date: 30 Sep 2000 00:00:00 GMT "SMMT" escreveu > > Resta saber a que lógica tu te referes. Qual é a lógica das órbitas > > permitidas de Bohr? > conservação do momento angular. simetria esférica. Se a coisa fosse tão simples assim tais órbitas não seriam adjetivadas pelo termo "permitidas". Seriam simplesmente órbitas. A "permissão" retrata um local onde Bohr assumiu que a teoria eletromagnética pudesse ser desobedecida e desta forma o elétron, ainda que acelerado, poderia não emitir energia radiante. Até hoje não se sabe quem assinou o decreto permissivo :-). Teria sido o Deus aristotélico, aquele que vivia a empurrar os astros (motores divinos principais)? Teria sido o Grande Irmão Orweliano? Teriam sido os demônios de Maxwell? Independentemente de quem o assinou, trata-se de um dos dogmas de fé a caracterizar a seita quântica. > > Qual é a lógica da velocidade da luz de Einstein? > já disse antes . identidade entre a velocidade de grupo da luz e a > velocidade máxiam da propagação da informação. Isto não é lógica, isto é conseqüência da teoria associada a uma lógica adaptativa, pois que constatada "a posteriori". Não há mal algum em se constatar, "a posteriori", uma obediência lógica. As previsões de uma teoria encaixam-se nesta categoria. Não obstante não estou a me referir à lógica das previsões mas dos fundamentos da teoria. A constância da velocidade da luz foi assumida com a finalidade de justificar falácias observadas na comparação entre a física newtoniana e o eletromagnetismo de Maxwell. > > Qual é a lógica da dualidade da MQ? > A logica da natureza. > Um electrão tem de ser condiderado uma particula quando tem > caracteristicas de particula e onda quando tem de onda. Neste caso, seguindo-se a lógica da natureza, um avião deveria ser considerado como um carro antes de levantar vôo. :-) Parece-me que se está confundindo realidade com percepção da realidade, um erro crasso muito comumente cometido pelos físicos modernos. > A diferença ? A interferencia. As > particulas não interferem , as ondas sim. Partículas "emitem" campos que agem ou "interferem" com outras partículas. Tente aproximar dois imãs e notarás algo a assemelhar-se a esta interferência. > Micorsócpio electrónico: a prova real de que o electrão tem > caracteristicas de onda. Ou então que o electrão é uma partícula que emite um campo eletromagnético capaz de agir sobre outros electrões. > >Qual é a lógica do vácuo quântico? > não conheço isto. Pois não perdes nada com isso. :-) > > Qual é a lógica do "spin" que não representa um giro? > não representa , ponto e vigula. > O spin representa sim um giro. E qual é a freqüência angular deste giro? Não se iluda. Estão te enganando! Assim que engolires todos os dogmas, irão te dizer que este giro não existe, podes crer. > Representa o giro proprio do corpo/particula .. dai a palavra spin = > giro. A terra gira em torno dela mesma , ela tem spin. Agora , a > defenição rigorosa de spin não atende ao conceito de giro , mas > sim ao conceito físico de momento angular. e spin é o momento angular > proprio. Então porque é que não se leva em consideração este "giro" quando se integra o campo de um "fluido elétrico" situado num condutor afim de se chegar à lei de Coulomb para, desta forma, comprovar-se que o campo seria o mesmo caso todo o "fluido" estivesse concentrado no centro de massa (ou de carga) do sistema. Será que os efeitos eletromagnéticos deste giro seriam desprezíveis? Porque então não são desprezíveis para o eléctrão? Será que durante a integração a partícula vira onda? :-)) > A famosa interacção spin orbita , é exactamente a interacção entre a > orbita do electrão em torno do nucleo e do electrão em torno de si > proprio > ... (o que cria um momento magnético pq o electrão tem carga . E dai > se fale do momento magnético de spin) Tudo isso "vale" no mundo quântico. Tente passar para o mundo macroscópico e todo o seu parágrafo se esfacela. É aí que entra o princípio da incerteza e milhares de outros absurdos e/ou incertezas. Por outro lado, deixe os dogmas quânticos de lado e o seu parágrafo passará a ter sentido. Não obstante, e para que faça sentido, você deverá apoiar-se numa nova física que ainda está em construção e certamente virá a completar o eletromagnetismo de Maxwell (no sentido de adaptá-lo a partículas) como também enterrar definitivamente a física absurda que anda por aí. > O spin representa tanto um giro como o momento angular "normal" Não é isso que você aprenderá após deglutir os dogmas da física moderna. > >Qual é a lógica do espaço curvo? > É a logica da luz se expandir igualemetne, no vacuo, em todas as > direcções do espaço e tb no tempo. Não entendi. A isotropia do espaço não nos leva, por si só, à curvatura do espaço. > >Qual é a lógica da transformação matéria-energia? > Conservação da energia. : Termodinâmica. Só se for a termodinâmica relativística mas esta creio que ainda está por ser inventada (já ouvi alguma coisa a respeito no sci.physics.relativity). Quem sabe renda uma tese de doutoramento! :-) > >Qual é a lógica dos buracos-negros? > O papão da luz :-) Exatamente! > corpo com Massa tal que a curvatura do espaço e do tempo tornam-no uma > quase prisão para a luz. Sim, mas aí você teria de explicar-me a lógica da curvatura, o que parece-me que não foi devidamente elucidado acima. > >Qual é a lógica a explicar os resultados da experiência da dupla- > fenda? > não sei a que te referes. Nem queiras saber. Mas se quiser eu comento alguma coisa de forma bastante elementar em www.geocities.com/CapeCanaveral/Lab/9378/Usenet/dialogos05.htm > > Sim, são todos "modelos que dão certo". > > Mas dão certo porquê e em que condições? > dão certo pq são cosntruidos para dar. como todos os modelso fisicos > da historia do homem ... nada de novo aqui. Na história da física muitos modelos foram construídos para dar certo mas caíram tão logo mostraram-se incompatíveis com a experimentação ou com a lógica e/ou com o senso comum acadêmico (por exemplo, o modelo de calórico). Não é isso o que observa-se com a física moderna. Atualmente constroem-se modelos que sabe-se de antemão que não irão dar certo mas, ao mesmo tempo, constroem-se lógicas a justificarem todas as falácias que possam surgir a seguir. Quando a lógica falha, adicionam- se hipóteses "ad hoc". E quando estas não são encontradas, envia-se o problema para debaixo do tapete. E tu ainda dizes que não há "nada de novo"? > contra-te uma nova emrpegada doméstica ... :-) retirem-se os tapetes e > vamos ver quem cai Não me cabe fazer isso, pois ainda que o quisesse não conseguiria. Não sou o dono do tapete. > > Pois não foi assim que se > > assumiu que o elétron, numa "órbita permitida", está "autorizado" a > > desrespeitar os fundamentos básicos do eletromagnetismo? > Quais ? Citei acima (e repito abaixo). > Ponto 1, eu não gosto nem desgosto de MQ . > Ponto 2 , eu não ceito uma logica paracosnciente. Mas aceito uma > logica paralela. > Ponto 3, dá-me 2 permissas que sejam contraditórias , para a mesma > teoria e paradigma. Postulado X: Um electrão, ao ser acelerado, deve emitir radiação eletromagnética pela teoria de Maxwell. Premissa 1: Um electrão em órbita é um corpúsculo sujeito a uma aceleração. Premissa 2: Um electrão em órbita em torno de um átomo estável não emite aceleração (observação experimental). Lógica clássica: O postulado X e/ou a experiência estão errados (são incompatíveis). Lógica contraditória: Existe uma condição em que o eléctrão mesmo estando em acordo com as premissas 1 e 2 não chega ferir o postulado X, pois o electrão está numa órbita "permitida". O termo "permitida" caracteriza a contradição ao aceitar que o postulado X, conquanto "verdadeiro", possa ser "algumas vezes" falso. Em decorrência disso, aceita-se a teoria de Maxwell como verdadeira e criam-se teorias secundárias a corrigirem as "aparentes" distorções. O termo "aparente" está entre aspas pois as distorções seriam apenas interpretações da lógica clássica, mas coisas esperadas e permitidas pela lógica contraditória que tudo aceita, desde que agrade a seus autores. Não digo que isso seja exatamente a "lógica paraconsistente" pois não sou perito e nem entusiasta (na)da mesma. Estou apenas respondendo à pergunta e mostrando contradições aceitas como "lógicas" pelos físicos modernos. > Eu não estou a defender nada. Estou apenas a pensar em conjunto com > vocês espondo a minha opinião Parabéns! Com isso subistes no meu conceito (afinal, pouco nos conhecemos, a não ser através desta série de msgs). Pois continue expondo a tua opinião e não leve a mal minhas considerações a respeito. Num diálogo combatemos idéias e não pessoas. Como diria Popper: "Por «discutir com os outros» entendo, mais em especial, criticá-los; solicitar a crítica deles; e tentar aprender com isso. A arte da argumentação é uma forma peculiar da arte de combater - com palavras em vez de espadas -, uma arte inspirada pelo interesse em nos aproximarmos da verdade acerca do Mundo." > Em Ciencia não ha barricada, nem lados opostos. Estamos o todos do > mesmo lado , dentro do mesmo barco.. Perfeito! Mais uma vez parabéns. > > > > Num referencial fixo > > > > a um electrão eu consigo definir parâmetros físicos > > > dá-me um exemplo de alguns parâmetro desses. > > Ora, mas são tantos: comprimento, > qual é o comprimento de um electrão ? > :-)) Neste referencial e, dependendo da natureza do problema, talvez fosse conveniente dizer que o electrão, em seu maior diâmetro, está dotado de uma unidade padrâo de comprimento. Ainda que no momento não consiga transformar esse valor clássico em unidades convencionais, posso raciocinar assim pois o valor atribuído ao comprimento é uma propriedade relativa a um padrão de medida. Já os físicos modernos não poderiam dar essa resposta pois eles ainda estão aprisionados à natureza puntiforme do electrão. E um ponto não tem espessura [e também não gira! :-)) ]. [ ]'s Alberto http://www.ecientificocultural.com/indice.htm Sent via Deja.com http://www.deja.com/ Before you buy.