From: "SMMT" Newsgroups: pt.ciencia.geral Subject: Re: Velocidade da luz... Date: 4 Oct 2000 12:48:26 +0100 > > Bom ... mas a teoria de Bohr para o átomo de hidrogénio , não é MQ. > > É verdade. Mas a MQ atual conserva em sua intimidade os postulados > iniciais, ainda que através de uma matemática sofisticada a proibir > qualquer raciocínio que não se encaixe em seus axiomas. Porém essa > matemática não saiu do nada mas da evolução da física quântica > primitiva de Bohr. Pois não , não saiu do nada .. saiu da cabeça ... de um tal de Hilbert ... se bem me lembro.. (Espaço de Dimensão infinita.) >Caso contrário iriam pensar que Schodinger ou > Heisenberg levaram "uma pancada na cabeça" e acordaram o primeiro ao > lado de uma equação e o segundo ao lado de uma matriz de espalhamento. > Rigorosamente falando, os postulados primitivos de Bohr não foram > revogados, ainda que suas dificuldades lógicas tenham ido parar debaixo > do tapete. Sinceramente não percebo pq colocas a palavra "Absudo" cada vez que te referes a MQ Se compararmos a mecânica corpuscular (choque de automóveis ) com a ondulatória (interferência da luz )~chegamos à conclusão que não podemos transpor ideias de uma para outra. MAS isto não é totalmente verdade. Existe uma coisa chamada Efeito de Compton, que nso mostra que é a nossa divisão a prioristica , clássica , entre onda e corpúsculo que está errada. A MQ , digamos "simples" , não entra em paradoxos e é capaz de explicar o mecanismo de um átomo. A MQ explica a Química ! Agora, num tempo em que as pessoas pensam que sabem das coisas quando lêem meia dúzia de livros .. arriscamos a que elas fiquem enganadas por lerem os livros errados... ( Hawkings e afins. eu não tenho nada contra o gajo. Entenda-se ) Os livros que exploram os "paradoxos" da MQ , que em primeiro lugar nem sequer existem ... não merecem qq consideração séria. São livros de ficção cientifica , aliás de "estupidez cientifica" .. e perdoem-me a agudeza das palavras. Dai , o publico em geral fica com a ideia , errada , que a MQ é uma teoria pregada de paradoxos , de gatos que desaparessem como o do conto Alice no Pais das Maravilhas. A MQ não é o pais das maravilhas , onde tudo é possível , e os gatos não desaparecem... As pessoas, físicos, que teimam em explorar coisas que não existem... explicar aquilo que é pura imaginação falaciosa ... não merecem a consideração de Físico. A lógica da MQ é muito simples. Não digo que seja fácil entendê-la , mas é simples. Mas lendo livros errados ... tudo é possível... até pensar que 2+2=4 => a existência de Deus. > As ideias de "constância absoluta da velocidade da luz" e "velocidade > máxima de propagação da informação" são coisas interligadas e os > raciocínios normalmente utilizados são válidos apenas no âmbito > relativista. Existe aí aquela idéia, um tanto quanto absurda do ponto > de vista clássico, de que ao ultrapassarmos a velocidade da luz > inverteremos o tempo e portanto a informação chegaria antes de ser > emitida. Isto, "classicamente falando", soa como um absurdo lógico. Essa extrapolação é que é absurda. nunca vi , nenhuma frase do Eisntein ou qq físico sério que afirme que o tempo se inverte ao passar c. Este tipo de extrapolações "fáceis" abundam . Mas isso não é muito grave. O que é grave é que abundem pessoas que acreditam nelas , quando , em lado nenhum isso se mostra , prova , ou sequer teoria.. em nenhum lado cientifico quero dizer... ( romances científicos não contam ) > Ninguém inverte o tempo ao ultrapassar a velocidade do som, ainda que > possa nestas condições ouvir um som do passado. O som , não é a velocidade máxima da transmissão da informação. só para comparar , c é maior que s... e o som não se propaga no vácuo. >Com a luz, interpretada > segundo uma visão clássica, deve acontecer a mesma coisa. Ou seja, ao > ultrapassar a velocidade da luz, e RACIOCINANDO-SE CLASSICAMENTE, > ninguém irá "se enxergar chegando", como é afirmado pelos retalhistas > quando utilizam seus raciocínios não clássicos, ou relativísticos. Esse não são relativistas. são contadores de histórias disfarçados de físicos. Se eles fossem mais independentes percebiam que o que dizem é estúpido. >Essas idéias são pois > conseqüências da aceitação do postulado e não condições a implicarem na > postulação do mesmo. Não sei se concordo.... > > > Ou então que o electrão é uma partícula que emite um campo > > > electromagnético capaz de agir sobre outros electrões. > > O electrão é ambas essas coisas. > > O campo electromagnético que o electrão emite , que é capaz de agir > > sobre outros electrões é a luz. > > Parece-me que estamos nos apoiando em premissas diversas. Tu crês que o > elétron é um conjunto partícula + campo, e portanto não consegues > enxergar esse campo como algo alheio ao elétron, Nop. Exactamente ao contrario. > Não obstante, a noção de campo como > originalmente concebida por Faraday (e até mesmo por Newton, ainda que > não utilizasse o termo campo), e ainda válida no âmbito clássico, seria > a de "alguma coisa" emitida por objectos materiais. Davies, por exemplo, > retrata o pensamento físico de Faraday da seguinte forma: "A melhor > maneira de compreender os efeitos das forças elétricas e magnéticas era > fazer apelo ao conceito de um campo, espécie de auréola de influência > invisível emanando da matéria e estendendo-se pelo espaço, capaz de > agir sobre partículas eletricamente carregadas, correntes elétricas ou > imãs." :-)) mais um pouco e Faraday tinha defenido Aura .. :-)) > > Simplesmente não podemos relacionar L com w. Isto não quer dizer que > > não exista w ... > > Sim, mas não consegues quanticamente determinar a direção de um w real, Direcção de um w real ? Isto o que significa ? > apenas o seu sentido (+ ou -), após "forçar o eixo de giro do elétron" Não. Não é forçar. É orientar. > a se alinhar segundo as linhas do campo magnético da experiência de > Stern e Gerlach. Não conheço > > A MQ tem as suas regras , que derivam de uma matemática de base. > > Matemática essa que não inventada. > > Apenas temos de ter em atenção as regras dessa matemática , e as > > implicações que têm na medição física. > > E é por isso que digo que a teoria quântica é matemática e não física, > ainda que adapte-se a condições físicas e, principalmente, ao tapete > quântico. A teoria quântica é uma simples teoria das probabilidades aplicada à física. Não vejo o que de transcendente isto possa ter. v = dr / dt tb é matemática aplicada em física. um referencial cartesiano tb é matemática aplicada em física. ... Não ha tapetes nem variáveis escondidas , só incompreensão e orgulho humano. > > Mas o sistema é o sistema , e é independente da observação do > > Observador. > > Sim, mas o artefato relacionado ao que chamam "spin" não é de maneira > alguma independente do campo magnético utilizado na experiência de > Stern e Gerlach e que tem uma disposição espacial "escolhida pelo > observador" (o mesmo raciocínio vale, diga-se de passagem, para a > experiência de Aspect, ainda que neste caso entre em jogo não o spin > mas a polarização da luz). Não conheço nem uma nem outra...mas parece-me que estás a falar de orientação magnética... coisa que é conhecida desde o tempo em que se inventou a bússola. > > Lembra-te que a MQ é boa como modelo para o muito pequeno, não é boa > > para objectos macroscópicos. > > Ao tentar usar a MQ "cá fora" é obvio que encontrarás incoerências. > > Sim pois "cá fora" não utilizamos um equipamento dotado de um campo > magnético para "borrar" o giro real e "obrigar" os objectos a girarem > segundo um eixo escolhido pelo observador. humo... bússola (campo magnético)... giroscópio ( campo gravitico) ... > > MAS claro. a MQ não tem campo de acção no mundo macroscópico. Assim > > como a física clássica de Newton não o tem no muito pequeno. > > A teoria de Newton, como seu autor deixou claro, é uma teoria > incompleta e a completar-se. A teoria quântica, por outro lado, e como > seus autores deixaram claro, principalmente Bohr e Heisenberg, é uma > teoria completa, não havendo aí lugar para hipóteses complementares > ("variáveis escondidas") que não aquelas destinadas a salvá-las de > incongruências teórico-experimentais --hipóteses salvadoras e > enunciadas "ad hoc" mas sem interferir com seus "princípios básicos". Isso é pq a matemática da MQ é completa. Agora , o que não é completo é a compreensão de como se usa. > Logo, dizer que a física clássica de Newton não tem como campo de acção > o mundo do muito pequeno implica em não conhecer devidamente os limites > heurístico-epistemológicos da física newtoniana. Bom, a teoria de Drude , para os materiais , começava na física de Newton. (alia´s toda a física , começa na física de Newton , digam lá o que disserem , as 3 leis de Newton permanecem válidas até hoje ) Mas ele não connsegui-o explicar tudo , e passou-se à teoria quântica do Modelo de Bandas. O facto é que se tens Pentiuns III é pq se usa o Modelo de Bandas :-)) O problema não era da teoria do Drude , que era boa ,e funcionava... era pq não era uma teoria suficiente. > > > É aí que entra o princípio da incerteza e milhares de outros > > > absurdos e/ou incertezas. > > Não é um absurdo. É uma conclusão lógica. Baseada na matemática. > > Transformada de Forrier. É só isso. Depois vem a interpretação física > > dessa matemática. E ai é que muita gente diz absurdos. > > Pois é exactamente aí que eu digo que trata-se de um absurdo. Afinal, a > teoria quântica é um suposto capítulo de que disciplina? Da física ou > da matemática? [2+2=4 --> Isso prova que anjos existem?] das Duas Mecânica = Física, Quântica = que está quantificada , Matemática de |N começas por hipóteses . "Todos os sistemas em movimento podem ser tratados como ondas" E continuas Para que a partícula esteja espacialmente constrita , então precisamos de um grupo de ondas ( velocidade de grupo ) , desfasadas ( velocidade de fase ) para a representar. então isto leva-nos a um integral que é a conhecida Transformada de Forrier. E esta operação matemática estava mais que estudada INDEPENDENTEMENTE da física. E é um dos resultados MATEMÁTICOS desta operação que nós chamamos Principio de Incerteza de Heisenberg. A questão está na interpretação subsequente , e não na lógica da construção da teoria. Isto só como exemplo. Experimenta pegar na física e tirar a matemática ... ficas com NADA. > > > > >Qual é a lógica do espaço curvo? > > > > É a lógica da luz se expandir igualmente, no vácuo, em todas as > > > > direcções do espaço e tb no tempo. > > > Não entendi. A isotropia do espaço não nos leva, por si só, à > > > curvatura do espaço. > > Não é a isotropia do espaço ( essa leva à conservação do momento > > linear). É a isotropia da propagação da luz no vácuo. > > Continuo sem entender. Parece-me que tu pretendes dizer que a lógica do > espaço ser curvo consiste no fato de o espaço ser curvo. Nop. consiste no facto da luz , a partir de um ponto , se propagar igualmente em todas as direcções. = Onda Esférica. > > Raciocínio de à lá Hawkings... propagandeado em livros do > > tipo "romance cientifico" = leia e deixe se levar na incongruência. > > Com efeito. Não obstante, parece-me que ele chega a ser venerado entre > os adeptos da seita quântica. E não só entre essa seita... :-)) > > > E tu ainda dizes que não há "nada de novo"? > > não. Essa forma de actuar não é Física. > > Pois diga isso para os físicos modernos. :-)) LOL Quando faemos isso, tu sabes bem a cara que eles fazem... parece que nos querem fulminar com um raio. > Nem sempre. O que se diz "observação experimental" do microcosmo > freqüentemente está também a apoiar-se em idéias outras e/ou sujeitas a > efeitos não suspeitados. Afinal, o que é electrão? Um ponto do espaço com massa , carga e spin :-)) >O que é órbita? Uma trajectória devida a uma força central >O que é átomo? Um sistema , constituído por electrões , protões e neutrões. Fundamentado na interacção eléctrica e forte. ( não sei se na fraca tb ) >O que é estável? Que não se altera face à alteração de um parâmetro do problema. Normalmente o tempo. >O que é radiação? É energia em deslocamento através dos espaço sem transporte de massa. > > > Lógica clássica: O postulado X e/ou a experiência estão errados (são > > > incompatíveis). > > Nop. Ou a premissa 1 está errada. > > Sim e não! Depende do que se considere por electrão, órbita, > corpúsculo. Se pensarmos macroscopicamente, como se fazia quando o > problema foi montado, a premissa 1 estava correcta por definição de > aceleração. Um objecto macroscópico em movimento curvilíneo está sujeito > a uma aceleração. A terra está nessas condições e não a vemos erradiar ...será pq é electricamente neutra ? ´( note-se que ela é convencionalmente considerada neutra ) > Aliás, a teoria quântica primitiva de Bohr, surgiu por cima dessa > idéia, pois o electrão comportava-se de maneira a criar uma exceção a > esta conseqüência da teoria de Maxwell. Até então, a quântica resumia- > se às idéias de Planck e de Einstein. que Bohr introduzio nos seus postulados. foram postulados práticos. > > Para mim a premissa 1 está errada e ponto final. > > Pois então eu diria que tu estás aceitando, como postulado, que o > electrão é uma entidade não clássica. E pq/como concluis isso ? >A partir de então, estão supondo > construir a teoria quântica. E por fim conclues que o electrão não > obedece a física clássica. Eu diria que nem a física quântica foi > construída desta maneira nem essa tua idéia resiste a uma análise > lógica. Os quânticos pelo menos construiram a lógica da contradição e > muitos admitem a existência do tapete. Os deuses devem estar loucos... agora sei o que eisntein quis dizer com " o Grande Arquitecto não brinca aos dados" > > humm... mas onde foste buscar que o electrão não é pontual ? > > E onde foste buscar que ele é pontual? a lado nenhum. simplesmente não preciso se supor que não é como diria ... quem?... "Não preciso dessa hipótese" :-)) Por isso perguntei qual era o fenómeno que precisava... > > Ok, ok sei que se assume pontual por uma "convenção" ... mas , nunca > > neguem viu um electrão "solto" para dizer que tem diâmetro. > > Mas muitos já sentiram as conseqüências de sua existência, a ponto de > afirmarem que ele existe. E dentre os objetos materiais que realmente > existem e que já foram observados... Quantos têm diâmetro zero ou > infinito? nenhum mas o electrão nunca foi observado. Apenas os seus efeitos o foram. > E quem disse que é esférico? >(...) >Ora, se estou assumindo que ele tem > um "diâmetro maior", certamente ele deve ter outros "diâmetros" e, > portanto, não é esférico (a menos que tenha uma disposição do tipo > cascas de cebola com diâmetros vários, mas não foi o que pensei). o descascar do protão levou aos quark > > Ha algum resultado experimental que precise de supor que o electrão > > tem um diâmetro ou que é uma esfera ? > > Nem experimental e acredito que nem mesmo teórico-experimental. então não ns ovamso preocupar mais com este pormenor. > > Dizes que os físicos modernos pensam no electrão como um ponto. Isso > > não bem assim. Os físicos clássicos é que pensam nele como um ponto > > Não! Os físicos clássicos sabem que em determinadas condições podem > utilizar o aspecto puntiforme, adotado pela primeira vez por Newton, > para efetuarem determinadas integrações (ao dizermos que um objeto é > puntiforme estamos tentando mostrar que ele pode ser encarado como um > elemento infinitesimal de volume). E o electrão é isso sempre , visto pelos nossos olhos. Quando é visto mais de perto , perde essa "qualidade de ponto" e transforma-se numa onda. Quem disse que o ponto substituía uma bolinha ? :-)) Essa das bolinhas era no tempo Dalton... :-))