Subject: Re: Velocidade da luz... Newsgroups: pt.ciencia.geral From: "SMMT" Date: Fri, 06 Oct 2000 16:59:25 GMT > > Sinceramente não percebo pq colocas a palavra "Absurdo" cada vez que > > te referes a MQ > > Provavelmente recebi forte influência de Bohr. Bohr costumava dizer > algo "mais ou menos" assim: "Uma teoria não será boa se não for > suficientemente maluca". Ou então: "Quem nunca se revoltou contra a > física quântica, certamente não entendeu a física quântica". Eu sei que o Bohr tinha umas saidas dessas , mas embora o entenda ( pq eu tenho piores ,lol ) sei que não são muito cientificas. Fazer juízos de valor "malucas" , "revoltou" .. etc ... são coisas que não entram em ciência. Em epistemologia sim. Claro. E ai concordo com ele , mas fazendo maluca = ousada e revoltado = curioso/duvidoso. >Apesar > dessas influências benéficas que suponho ter recebido de Bohr, com > respeito a física quântica espelho-me mais em outros físicos de renome > como Schrodinger, Einstein, De Broglie, Dirac e Bhom. Bhom não conheço , mas do que conheço dos outros, tou ctg e não abro. Embora conheça meramente pouco. >Todos esses, de > uma ou de outra forma, constataram absurdos na física quântica e > deixaram escritos a respeito. Infelizmente os "físicos modernos dos > dias atuais" não entenderam devidamente seus supostos ídolos. E é > contra os físicos atuais que eu me rebelo, pois os construtores da > física quântica foram homens muito especiais. E os atuais parecem > defender o que simplesmente demonstram não entender. Talvez. Mas os absurdos , se assim podemos chamar , que eles viram não servem na prática. A MQ é usada pq serve na prática. E se serve , pronto , é só o que precisamos. E na prática tudo é sempre um caso especial com mil simplificações ... :-)) > > MAS isto não é totalmente verdade. Existe uma coisa chamada Efeito de > > Compton, que nso mostra que é a nossa divisão a prioristica , > > clássica, entre onda e corpúsculo que está errada. > > Sob certos aspectos sim. Isso foi exposto por James Trefil da seguinte > maneira: "(...)Portanto, o que a mecânica quântica > nos diz é mais ou menos tão profundo quanto isto: um electrão não é > como um carro." Ora nem mais. > Esta ideia está muito em acordo com o que pensava Schrodinger a > respeito da física quântica: uma matemática que funciona e nada mais do > que isso. Tlv , mas não ha mal nisso. No dia em que tiveres uma teoria , que faça melhor , que supere a MQ , que faça o que a MQ não consegue , MAS que faça tudo o que a MQ faz , então esse será o novo modelo... E o modelo é obviamente matemático e físico... um pouco daqui, um pouco dali :-)) Como os antigos alquimistas... > > A MQ , digamos "simples" , não entra em paradoxos e é capaz de > > explicar o mecanismo de um átomo. A MQ explica a Química ! > > A MQ não explica nada. Os físicos simplesmente constatam fatos e "os > quânticos" tentam interpretá-los segundo determinados dogmas quânticos. Nenhuma teoria Física explica nada , já que nenhuma detêm a realidade Tudo são aproximações umas melhores e outra piores, umas mais latas e outras mais restrictas.. > > Agora, num tempo em que as pessoas pensam que sabem das coisas quando > > lêem meia dúzia de livros .. arriscamos a que elas fiquem enganadas > > por lerem os livros errados... ( Hawkings e afins. eu não tenho nada > > contra o gajo. Entenda-se ) > > Não me lembro de ter citado esses textos, exceto Davies, mas num > contexto histórico. Também não tenho nada contra esses livros (Fritjof > Kapra, Hawkings, Davies, Griffin, etc) pois de uma forma ou de outra > eles levam conceitos complicados para o público em geral, ainda que > assumindo às vezes aspectos fantasiosos. E isso é perigoso. Muito desse "publico em geral" são potenciais físicos , e ficam pensando em coisas erradas.. demasiada fantasia , que de um ponto de vista é útil , mas que na prática não serve para nada Como o dos Universos Paralelos , por exemplo. >De minha parte, prefiro > Newton, Faraday, Maxwell, Lorentz, Thomsom, Einstein, Heisenberg, Bohr, > De Broglie, Schrodinger, Dirac, Born, Bhom, Mário Schenberg (para citar > pelo menos um conterrâneo meu), etc. Concerteza. Eu prefiro não preferir. > > Dai , o publico em geral fica com a ideia , errada , que a MQ é uma > > teoria pregada de paradoxos , de gatos que desaparecem como o do > > conto Alice no Pais das Maravilhas. > > Com efeito, os felinos são "imagens de espírito". Mas os electrões, em > seus saltos quânticos, e "entre uma órbita e outra", certamente estão > num mundo muito parecido com o país das maravilhas de Alice. Não vejo como... Costuam-se dizer que : "um salto quantico é quando o electrão passa daqui para ali sem passar pelo meio." Pois ... mas é que falta saber que se está a falar em termos de energia e não de posição no espaço. E ao saber isso , deixa de ser o pais da Alice. > Assim como > também na experiência da dupla- fenda (anteparo com dois orifícios), > quando o electrão, segundo a MQ, aparenta passar pelos dois orifícios, > como se fosse uma onda e, não obstante, logo a seguir dá origem a uma > única imagem puntiforme em outro anteparo. Não há como entender > fisicamente esse processo, a não ser admitindo-se que a experiência > pode ser explicada por equações matemáticas. Mas isso, a meu ver, não é > física, ainda que muitos pensem o contrário. Isto vou ter de rever melhor. A primeira coisa que vi em MQ foi esta experiência ( agora já sei a que te referes ) Esta experiência baseia-se em resultados conhecidos anteriormente à MQ e parece-me bastante elucidativa do que é a MQ , como funciona e para que serve ( a par com o Gato de Shrodinger) E dela se podem tirar coisas como o Principio de Incerteza de Heisenberg. Eu só não concordo quando dizes que "Não ha como entender fisicamente o processo" > > A MQ não é o pais das maravilhas , onde tudo é possível , e os gatos > > não desaparecem... > > Os gatos, não! Mas os electrões quânticos ou desaparecem ou multiplicam- > se em electrões fantasmas. Desaparecem ? Quando ? Elctrões fantasma ... não conheço. >E percebas que ainda não falamos nada sobre > os fótons virtuais da eletrodinâmica quântica, ou sobre a origem da > matéria a partir do nada, em vácuos quânticos, nas periferias de > hipotéticos buracos negros, etc. Visto por esse ângulo, diria que não é > tão absurdo falar de "gatos quânticos". E essas idéias (fótons > virtuais, vácuo quântico) não são encontradas apenas em livros de > ficção e/ou de "física" para o leigo. Pois. E pergunto eu : Qual é coisa qual é ela que foi construída com base nessas ideias ? Humm ? uma ponte ? , uma nave ? , um pc ? .. não sei ... algo .. algo ?! Nop. Então "noves fora nada" e voltamos ao inicio. > > As pessoas, físicos, que teimam em explorar coisas que não existem... > > explicar aquilo que é pura imaginação falaciosa ... não merecem a > > consideração de Físico. > > Concordo, ainda que nossa ideia a respeito de o que seja "imaginação > falaciosa" não seja a mesma. A meu ver, a física quântica está toda ela > baseada em puras imaginações falaciosas: princípio da incerteza, > dualidade corpúsculo-onda, "spin quântico", vácuo quântico, fótons > virtuais, etc. A MQ não está baseada nisso que falas. Isso são , no máximo , deduções teóricas da MQ. > > A lógica da MQ é muito simples. Não digo que seja fácil entendê-la , > > mas é simples. Mas lendo livros errados ... tudo é possível... até > > pensar que 2+2=4 => a existência de Deus. > > E quais seriam os livros certos? Tu és contra os autores que citei > acima? Não. Não tenho nada contra eles. >De que me > adiantam as miraculosas previsões da mecânica quântica se ela não nos > leva a nada, a não ser ao terreno das incertezas? E qual modelo não leva ? Se ficar procurando , encontra incorrecções em todos os modelos. :-) > > nunca vi , nenhuma frase do Eisntein ou qq físico sério que afirme > > que o tempo se inverte ao passar c. > > Faça uma pesquisa em http://xxx.lanl.gov/ e encontraras vários artigos > sérios relatando isso. :-)) Talvez sim. Não vi . E não vi por uma coisa simples A Termodinâmica ( Zero Kelvin , 4ª Principio da Termodinâmica ) e o Teorema de Bolzano ( entre um ponto positivo e um negativo , tem de haver um zero se a função for continua ) não deixam isso acontecer :-)) ´Por isso mesmo que o tempo se invertesse depois de passar c.. a Termodinâmica encarregava-se de o voltar a acertar... >E, mudando de > assunto, essa história do som não se propagar no vácuo deve ser > interpretada com reservas. Realmente, ele não se propaga em grandes > vácuos ou vácuos macroscópicos. Porém, entre uma molécula de ar e > outra, o que existe além do vazio? Um campo? Uma onda? Uma quimera? Um > túnel quântico? Nop. Que tal um choque clássico , para variar :-))) a partícula material bate na outra e transmite energia Essa forma de propagação da energia dá pelo nome de som. > Como distinguir um académico que se diz físico de > outro que ocupa o posto de físico mas que é apenas um contador de > histórias? ando a investigar.. quando souber aviso-te > > > > O campo electromagnético que o electrão emite , que é capaz de > > > > agir sobre outros electrões é a luz. > > > Tu crês que o eléctron é um conjunto partícula + campo, e portanto > > > não consegues enxergar esse campo como algo alheio ao eléctron, > > Nop. Exactamente ao contrario. > > Como assim? Dissestes que o campo que o electrão emite é a luz. Não. O que disse é que o campo de interacção entre electrões é a luz. Melhor dito : o campo de interacção é o electromagnético (devia chamar-se só eléctrico mas pronto ) e o campo electromagnético dá pelo nome de Luz :-) > E estou > afirmando que além de luz o electrão emite também, e continuamente, um > campo estacionário (e portanto não é o que chamam onda > electromagnética). Concordas com isso, ou haveria um outro "contrário". Campo estacionário ? Que campo é esse ? Donde vem e o que faz ? >(..) Volto a dizer que essa quintessência não seria, para Newton, a > luz ou o que hoje chamamos onda eletromagnética, mas o agente > responsável pelos campos estáticos. Sim. A quitessência aparece com uma coisa necessária.. só não percebi bem pq a "Quinta" ... ? será a continuação de Terra , Ar, Fogo, Agua ? > > > Sim, mas não consegues quanticamente determinar a direção de um w > >> real, > > Direcção de um w real ? Isto o que significa ? > > O mesmo que a direção do eixo de rotação da Terra. Afinal, não > dissestes em msg anterior que o "spin" assemelha-se ao giro da Terra? > Pois com a Terra este eixo é determinável. Em quântica essa > determinação (para o electrão)seria impossível (princípio da incerteza). Mas isso eu já "expliquei". Como não podes encontrar uma relação entre L e w , não ficas a saber nenhum w o spin é um L mas centrado no electrão. Nomeia-se S e chama-se-lhe Spin. Se fores ver , mesmo em MQ , as espressões para S e L são iguais na definição. o que indica que , sim , o Spin é um momento angular. Agora... pq não é um giro... Classicamente , um giro é feito sempre no mesmo sentido e não se pode alterar sem alteração das condições do sistema . A terra gira sempre no mesmo sentido., por exemplo. Mas o electrão não. Ele pode mudar de spin , ou seja ,rodar no sentido oposto. E no caso do electrão até é fácil visualizar. ,mas em casos de partículas com 3 ou mais posições de giro , é mais complicado. mas com um pouco de preceptiva no espaço dá para entender. Voltando ... o Spin é uma característica básica como a massa ou a carga. O spin tem consequências a nível do átomo. E é responsável pela explicação simples de como os electrões se distribuem em camadas (orbitais) e pq a tabela periódica é como é ... Eu , pessoalmente ,acho isto muito boa evidencia da utilidade da MQ. Não é toda a gente que explica a Tabela periódica com uma única teoria . O principio de Exclusão de Pauli , é explicado simplesmente com base no spin. E uma coisa que funciona , não vejo como seja absurda. ... Para rematar , as partículas com spin fraccionário ( ou seja , as que têm várias formas diferentes de rodar ), os Fermiões , obedecem a uma regras que as partículas com spin inteiro ( zero é inteiro ) não obedecem - os Bosões E isto leva por um lado à explicação dos átomos e da matéria e ao entender dos materiais . e pro outro ao entender novas coisas , como por exemplo : pq um laser pode ter todas as partículas (fotões) no mesmo estado.. .e pq existe a supercondutividade. E para terminar , o conceito de spin leva ao condensado de Bose - Eisntein ..responsável pela supercondutividade e superfluidez ( que é no fundo o mesmo... sendo eu a corrente eléctrica se assemelha a um fluido , como drude e outros já tinham constatado.. ) Agora ... pq o spin não entra nas formulas de Maxwell , não sei... isso é uma boa pergunta. ( Se calhar entra, mas ainda não se viu como :-) ) > > > apenas o seu sentido (+ ou -), após "forçar o eixo de giro do > > > elétron" > > Não. Não é forçar. É orientar. > > Que seja. Porém, a direção real acaba sendo perdida graças a > experiência. E depois dizem que a direção real não pode ser determinada > graças ao princípio da incerteza. :-)) Toma atenção no que estás a dizer. Estás a supor que podes saber a direcção real.. isso é uma utopia A realidade não é alcançável. Já nos contentamos com um modelo observacional para ela MAS ! ainda existe uma coisa chamada isotropia do espaço ,e homogeneidade do espaço. Isto quer dizer que rodando ou transladando algo no espaço , a física permanece a mesma , assim como o sistema em si ( por isso aquela historia da física da terra ser diferente da de andromeda não cola ) O que significa que está a medir o mesmo que na Realidade medirias. As mesmas interacções , a mesma energia .. etc.. A direcção de rotação do electrão não interessa nada na prática. A única coisa que interessa é a sua energia. Mas por exemplo em física nuclear , viva a orientação magnética.. ou nada se poderia saber sobre o interior do núcleo.. :-)) > > > a se alinhar segundo as linhas do campo magnético da experiência de > > > Stern e Gerlach. > > Não conheço > > Em 1924, Stern e Gerlach observaram que o electrão em órbita (átomo de > hidrogênio), ao ser lançado num campo magnético, comportava-se de duas > maneiras apenas: ou era desviado no sentido do polo norte do campo, ou > no sentido oposto. Em 1926 (dois anos mais tarde), Uhlenbeck e Goudsmit > tentaram explicar o espectro da luz emitida por átomos contendo um > único electrão admitindo que este girasse (classicamente). Não demorou > muito para que se relacionasse os dados de Stern e Gerlach a este giro, > descrito dois anos mais tarde. Ou seja ... ele verificaram experimentalmente a existência de spin > À primeira vista, a situação não é muito diferente daquela observada > com um pião num campo gravitacional: ou ele gira no sentido horário, ou > no antihorário; e o eixo de giro procura sempre a situação de > equilíbrio dinãmico, representada pela posição vertical. O campo > gravitacional, aqui, está no lugar do magnético, no caso da experiência > com electrões. Sim , é basicamente isso. com a vantagem do electrão mudar "sozinho" de spin, enquanto o pião tem de ser transladado de um hemisfério para o outro.. > De qualquer forma, é um campo que orienta o giro, impedindo que o giro > ocorra segundo outras direções que não aquela das linhas de campo. E > foi por isso que disse que o electrão é forçado a girar segundo um eixo > fixado pelo experimentador. Mas isso nada é mais que trazer o electrão para o nosso referencial. É perfeitamente legitimo. > > > ...campo magnético utilizado na experiência de > > > Stern e Gerlach... (o mesmo raciocínio vale, diga-se de passagem, > > > para a experiência de Aspect...) > > Não conheço nem uma nem outra...mas parece-me que estás a falar de > > orientação magnética... coisa que é conhecida desde o tempo em que se > > inventou a bússola. > > Com efeito. Não obstante, parece-me que os quânticos desconhecem que > estão forçando os electrões a assumirem uma orientação, da mesma forma > que uma bússola não tem outra escolha, a não ser orientar-se no campo > magnético manipulado pelo observador. Seria isso o produto de uma > incerteza? Mas vamos lá a ver... qual é o problema de se orientar a bussula ou o electrão ? Tens de ter um referencial ... ou como é que queres estudar as coisas ? > Não quero criticá-lo, mas noto que você aparenta conhecer muitas > equações mas desconhece as experiências básicas que justificam essas > equações. Sim, algumas. >Essa é uma falha grave que tenho notado na maioria dos > estudantes de graduação ou de pós-graduação em física aqui no Brasil. Mas eu não sou estudante de Física :-) aquilo que sei da Teoria da Física é por curiosidade própria... não tenho um curso de Física Teórica ( ai que a lavagem cerebral seria completa...lol ) Eu só estudo no ramo da física. > Valoriza-se as equações e deixa-se de lado a essência dos fenómenos. Nop. Só que ao olhar para uma formula eu tento ver la´o fenómeno. e asseguro-te que todas as que conheço é porque vejo lá o fenómeno. As que não vejo, não sei de cor. ( tb as que se calculam matematicamente a partir das primeiras , mas isso é outras historia. Por exemplo em F = dp / dt vejo um fenómeno , em F = ma , não :-)) > Quando muito, os jovens conhecem as "experiências" relativas à ficção: > gato de Schrodinger, paradoxo dos gêmeos, paradoxo EPR, mas sequer > suspeitam do porquê esses paradoxos foram criados, Normalmente conhecem pouco ... e por isso lhe chamam paradoxos. Mesmo no fim do curso acreditam que são mesmo paradoxos e mesmo assim ,a vossa estrutura de ensino por ai .. do pouco que sei... é mais sólida que a daqui. Por isso imagina a confusão que vais nas cabecinhas de muito boa gente por aqui... >pois não conhecem as > outras experiências básicas relativas ao assunto que estudam. E então > criticam os ficcionistas, que vêem nestes paradoxos um excelente meio > de produzir livros que vendem junto ao público leigo. É , isso critico mesmo. Mas critico sobretudo ao perguntar "qual é a Lei de Newton" , todo o mundo (literalmente todo o Mundo ) responder F=ma e depois claro.. quando em relatividade não se chega a esta lei , tudo o mundo diz "a física clássica pifou... a relatividade é que é boa " .. ora... o F = dp / dt é quase sagrado e isso é que é a Lei de Newton É uma série de nuances de distinção das palavras que leva aqueles livro a vender... E o mais giro são aqueles do "Viagens entre universos paralelos" ... só no gozo , mesmo.. LOL > Não me leve a mal por essa afirmações, pois creio que o fenómeno é > geral e até mesmo universal, nos dias atuais. Sim. tens razão. >Vejo isso com muita tristeza. Eu tb . mas (in)felizmente estou dentro da rede... > > > Logo, dizer que a física clássica de Newton não tem como campo de > > > acção o mundo do muito pequeno implica em não conhecer devidamente > > > os limites heurístico-epistemológicos da física newtoniana. > > Bom, a teoria de Drude , para os materiais, começava na física de > > Newton. > > Sim, mas ele evoluiu para a idéia de "electrões livres" e a meu ver foi > aí que misturou-se tudo. Pois foi justamente essa idéia a responsável > pela divisão do mundo físico em dois compartimentos dissociados: o > macro e o microcosmo. A teoria de Drude (1900) e Lorentz (1909) da > condução elétrica apoia-se no modelo dos electrões livres ou > dos "fluidos elétricos incompressíveis". Humm... O modelo do "Gás de electrões." ... não eram livres. Ele introduzia o conceito de distância entre choques. >Ou seja, com essa idéia > fluidificou-se a noção de partículas, de forma que ela não pudesse > assumir características do tipo "spin", A qual eles desconheciam.... não se pode fazer omeletas sem ovos > > O facto é que se tens Pentiuns III é pq se usa o Modelo de Bandas :-)) > > Usar um modelo que se adapta à física quântica não significa usar a > física quântica. Como já disse, a física quântica é um modelo > matemático que dá certo, nada mais do que isso. Se dá certo, vamos > utilizá-lo, mas vamos também questioná-lo pois a tecnologia está > emperrada exatamente porque os físicos de hoje estão a brincar com > bolinhas ou ondas elementares e não produzem quase nada de útil e que > possa se adequar à moderna tecnologia. Quase toda a tecnologia do > século XX apoia-se fundamentalmente nos modelos dos séculos anteriores. > E enquanto isso eles estão brincando com buracos negros, vácuos > quânticos, mundos paralelos, fótons virtuais, etc. Os físicos teóricos tlv estejam a brincar com estas coisas , mas os físicos tecnologos , aqueles que fazem tecnologia , não estão. > Bardeen, Cooper e > Schrieffer, em 1957, decidiram ignorar a teoria dos elétrons livres > (colocaram-na debaixo do tapete), propondo um modelo para os > supercondutores (hipóteses ad hoc) "concordante" com os resultados > experimentais. Eles não ignoraram , eles simplesmente não conseguiam por essa teoria a debitar resulados.. então criaram uma nova teoria... uma espécie de "vamos usar esta ate encontrar melhor" > > "Todos os sistemas em movimento podem ser tratados como ondas" > > E continuas > > Poder ser tratado como onda é uma coisa. Ser ou não ser onda é outra > coisa. A primeira é uma afirmação matemática. A segunda é um > questionamento de filosofia natural, vulgarmente conhecido como física > a partir de Newton que descreveu os "fundamentos matemáticos" desta > filosofia (e quase sem usar equações, diga-se de passagem). MAS tu , nem ninguém, pode esperar saber se é uma onda ou não. A realidade tal como é não pode ser conhecida. A única forma é enquadrar padrões e procurar invariantes ( leis ,como O Principio da energia Mínima , por exemplo ) ficarias mais satisfeito em saber que o electrão não é nem onda , nem partícula , mas que apenas o podes tratar como tal ? Não ha qq informação adicional.. É fácil dizer que ele não é onda nem partícula pq só pode ser uma das duas... mas isso não é verdade. nós até podemos vir a precisar de uma 3ª forma de o modelar , de o tratar... isso não faz , nem nunca fez como que ele seja uma onda ou uma partícula... Achar que aquilo a que chamamos partícula , é de facto uma partícula é cair num dogma , não pior que usar duas verdades para mesma realidade. Não nos podemos dar ao luxo de ter dogmas... e por isso não ha nada que impeça que se trate o electrão ,. ou qq outra coisa , como partícula e onda . Se usares a partícula não podes explicar interferências , e se usares onda não podes explicar choques. Por isso usamos as duas coisas, pq as partículas Chocam e Interferem. No fim , no fundo , é um único fenómeno. Mas a nossa escala comparativa impede-nos de ver o fenómeno em si , e apenas nos apercebemos dessas duas dualidades... > > Para que a partícula esteja espacialmente constrita, então precisamos > > de um grupo de ondas ( velocidade de grupo ) , desfasadas ( > > velocidade de fase ) para a representar. > > Conjecturas, nada mais do que isso. Não são conjecturas. É pensamento construtivo. É física. Tu falas em fotões .. podes falar em fotões pq um grupo de ondas é chamado de partícula. Caso contrário, luz e partícula não tinham nada a ver. A esta altura do campeonato , quem ler tudo isto , já deve ter percebido que a Luz desempenha um papel , vamos dizer central , nisto tudo. E de facto desempenha. A nossa ultradependencia do uso da luz e da electricidade ( que são duas faces da mesma moeda ) , e a acrescentar a isso o facto da luz não ser materia ( por ser um campo ) levamos a estas teorias... O "problema" quanto a mim é compararmos propagação de campos (luz) com propagação das partículas que os criam. E ai é obvio que as partículas não podem viajar mais depressa que o campo que criam. > > E é um dos resultados MATEMÁTICOS desta operação que nós chamamos > > Principio de Incerteza de Heisenberg. > > Pois é!!! Um resultado matemático que não corresponde a realidade > alguma, pois que o ponto de partida é falso. É falso ? O ponto de partida , relembro, é a sobreposição de ondas de diferentes frequências , mas todas elas muito próximas. A transformada de Forrier não é uma batata, ela serve para muito em física. E física tanto teórica como prática... como a analise de sinal , por exemplo. Um resultado matemático não é nunca falso se cumprir as regras da matemática. A Matemática é um modelo independente da realidade - e tlv por isso funcione tão bem. Não percebo pq se faz um bicho de 7 cabeças de uma coisa tão simples quanto o Principio de Incerteza. "Incerteza" não implica desconhecimento. Isso que fique claro. Qualquer medição Física tem uma incerteza. O principio de incerteza apenas nos diz que nem todas as incertezas são independentes. Mas isso a gente já sabia. Basta definirmos p = m d x/ dt , para sabermos que existe dependência entre as incertezas de p e x E sito é aplicado mesmo em física clássica. O que a gente não sabia , e o Principio de Heisenberg vem dizer é que essa dependência está Quantificada. Ou seja , não é qualquer. Obedece a um principio. Isto é colocar ordem ,e não , como se pensa muitas vezes , retirar ordem. >Aliás, e diga-se de > passagem, o princípio da incerteza de Heisenberg origina-se de > experiências de pensamento (já percebi que preferes a matemática à > experimentação, Isso não é verdade. Apenas acontece que a experimentação se traduz em matemática >mas a verdade histórica sobre o princípio é > experimental). Sim. > > A questão está na interpretação subsequente , e não na lógica da > > construção da teoria. > > Pois acredito que a questão está nas premissas assumidas como válidas. Então é muito simples. Dá-nos outras :-) > > Experimenta pegar na física e tirar a matemática ... ficas com NADA. > > E quem disse que desprezo a matemática? Por outro lado, experimenta > pegar na matemática e tirar a natureza... ficas com equações sem > significado algum. A matemática não depende da natureza. > > > > > > >Qual é a lógica do espaço curvo? > > Nop. consiste no facto da luz , a partir de um ponto , se propagar > > igualmente em todas as direcções. = Onda Esférica. > > E o que tem a ver a onda esférica com o espaço curvo? Neste caso eu > diria que a superfície líquida é curva pois ao jogar uma pedra na água > produzo uma onda circular. Continuo sem entender. Parece-me que estás > confundindo conteúdo com continente. Imagina uma fonte de luz. Imagina que a luz se espalha uniformemente em todas as direcções. Tens uma onda esférica. Mas tens uma onda esférica vista no referencial solidário com a fonte de luz. Neste referencial a luz é curva e o espaço é plano. Agora coloca-te no referencial da luz. A partir deste referencial vez a luz plana e o espaço curvo. Neste referencial a luz é plana e o espaço curvo. Isto nada é mais que uma mudança de referencial . E o conceito de tensor e métrica do espaço dão jeito. Ou seja, a lógica é só uma .. a da onda esférica... mas vista em dois referenciais diferentes. > Por outro lado, ainda que as respostas possam estar certas, o que > pretendi deixar claro é que não são respostas absolutas. Sempre haverá > como questioná-las. Mas obviamente... a Questão é o motor do conhecimento.. seja ele cientifico ou não. Mas é preciso não exagerar. Contudo , a uma questão advém uma resposta ,e a um erro advém uma hipótese correctora. E sem hipótese correctora , podes detectar todos os erros que nada irá mudar.... > > > (ao dizermos que um objecto é puntiforme estamos tentando mostrar > > > que ele pode ser encarado como um elemento infinitesimal de volume). > > E o electrão é isso sempre , visto pelos nossos olhos. > > Quando é visto mais de perto , perde essa "qualidade de ponto" e > > transforma-se numa onda. > > Ou transforma-se num "não sei o quê" que de uma maneira "não sei como" > origina fenômenos que "acredito conhecer" e que adaptam-se a > determinadas equações. E, "na opinião de alguns", retratariam uma > natureza ondulatória mas "na opinião de outros" bem poderiam ser > explicados por uma física genuinamente newtoniana. Ok, então explica-me o funcionamento de um microscópio electrónico com base na física clássica , não ondulatória , de Newton. Coisas como Foco , distância focal , e afins ... sem nunca mencionar ondas. Agradecido. > Em resumo: o eléctron é um corpúsculo newtoniano a brincar de esconde- > esconde com os físicos modernos. :-)) ou : os físicos modernos são corpúsculos newtonianos a brincar à apanhada do electrão. :-))