Subject: Re: Velocidade da luz... Newsgroups: pt.ciencia.geral From: "SMMT" Date: Wed, 11 Oct 2000 20:17:20 GMT > > > > Costuma-se dizer que : "um salto quantico é quando o > > > > electrão passa daqui para ali sem passar pelo meio." > > > > Pois ... mas é que falta saber que se está a falar em termos de > > > > energia e não de posição no espaço. > > > Sim, mas sequer posso imaginar a existência de uma energia > > > potencial a compensar esse efeito, > > Energia dos fotões ... > Com efeito, existe este factor (fotões) inerente ao microcosmo. E não > digo que não exista nada equivalente no macrocosmo mas sim que, se > existir, passa por irrelevante e/ou quantitativamente desprezível. Pois > essa energia meramente contabiliza o saldo entre o "antes" e > o "depois". O electrão "deixa" de possuir uma determinada quantidade de > energia, a constituir um fótão, e passa para uma condição de menor > energia, indo ocupar outra órbita estável. A transformação não é > gradativa e sim brusca, caracterizada pela liberação, na forma de > fótão, de um quantum de energia. Isto não é correcto. A MQ não te permite saber o que acontece durante durante. Falar que é "brusco" não é coerente com o que sabemos. Nós NÂO sabemso que é brusco nem que é "lento" , nós simplesmente NÂO sabemos... Para começar , nós não podemos medir usando a MQ , quanto demora a transição de estado. O erro nulo no valor da frequencia indicanos que o erro no tempo de medida é infinito. ( principio de incerteza) A MQ é portanto ignorante quanto ao que se passa durante. Isto não significa que nada se passa. Significa que o modelo quântico não sabe dizer o que é. O modelo quantico para o atomo assume o electrão como uma particula que gira em torno do nucleo. Não é coerente dizer que o electrão "desaparece" .... >Esta quantização implica na > descaracterização do modelo macroscópico a considerar um potencial > contínuo. Pois o fótão não é produzido continuamente mas num único > lance. Isso é estranho Porque o fotão é um denomeno ondulatório... uam onda para exitir precisa de ter "tempo" .. por isso o instantaneo de "um unico lance" não pega... contudo , o principio de incerteza não permite saber quanto é esse tempo. Esse tempo existe , mas não é possivel de saber simultanemanete que sabemos a energia do fotão. > Concordo que essa idéia poderia até mesmo explicar os fenômenos > observados no macrocosmo, mas percebe-se aí a necessidade de uma > interpretação sob certos aspectos descontínua para os campos > conhecidos. qaundo se fala em fotão e se diz "Fotão=particula de luz" esta expressão é físicamente errada. A expressão cientificamente certa é "Fotão = quanta de luz" O fotão Nâo é uma particula ... para já a sua posição é inderminada do espaço e não tem massa ( mas a massa é o menos ). Imagina um campo qq ... distribuido homogeneamente apartir de uma fonte. Podes tu dizer onde está esse campo ? Não. só podes dizer "está em volta da fonte" Em casos em que o movimento se dá numa direcção apenas , em que a frente de onda é plana ... ai ja´se pode ter uma ideia do que será um fotão... mas a ideia que o fotão é uam "bolinha" como uam bola de bilhar em miniatura é errada. O fotão é bem determinado na sua energia e momento, logo naa podemso saber de onde ele está. Isto seguindo o principio de incerteza de uma forma restricta >Parece-me > que, segundo o modelo quântico, não nos resta outra saída senão dizer > que o electrão "não ocupa nenhuma posição intermediária" entre o antes > e o depois. Nop O que podes dizer é "Não sei o que acontece durante , o modelo da MQ , não me permite" E não ha nenhum mistério nisto. >Tu não gostas muito quando falo em "absurdos" e/ou "lógica > da contradição", mas não ignoras que estamos frente a uma situação > bastante esquisita. Ou não? Não acho... estariamos perante uma situação esquesita se DE FACTO o electrão desaparecesse entre um ponto e o outro .... mas nós não dizemos isso. A transição entre orbitais ( locais de energia igual ) é feita em termso de Energia... ninguem estuda o movimento do electrão lá dentro ... pq aliás , não interessa. O que queremos é explicar o que observamos ,e nós observamso espectros de absorção e emissão, e a MQ explica isso. Observamos uma classificação dos elementos da natureza .... e a MQ explica isso . Observamos Efeito fotoelectrico , e a MQ explica isso... Aquilo que ela não explica , ninguem tem provas que aconteça... ou tens alguns exemplos de factos reais que ela não explique ? > > AGORA : usando o modelo quantico , ele proprio , impedenos de saber o > > que acontece durante a passagem entre orbitas.Isto não significa que > > não aconteça nada, ou que o electrão se volatilize e apareça noutro > > lado, apenas significa que o modelo quantíco não sabe dizer, prever, > > o que acontece durante. E pq ? Pq o modelo quantico não é continuo :-) > É isso aí! Mas se o modelo "não sabe dizer" ou "prever" o que acontece, > parece-me que ou ele está incompleto ou é imperfeito. Não , pq ninguem lhe pede que explique o que ninguem tem provas que acontece! quando alguem tiver provas que o electrão se volatiliza (ou não) , ai sim , a MQ terá de explicar. >Os físicos > quânticos, via de regra, não querem aceitar a incompletude (a exceção > dos seguidores de Einstein: Schrodinger, Bohm, Popper, etc) e muito > menos a imperfeição. Não ha facto real que a MQ não explique , dentro da sua escala e modelo. Ou seja, tudo o que ela tem de explicar , ela explica. A forma como explica pode parecer "exoterica" , até mesmo "só para iniciados" ( esotérica) mas ela explica O que não pode acontecer é alguem começar a inventar coisas que ninguem sequer pode saber se acontecem dentro do modelo quantico , e dizer que o modelo quantico prova que essas coisas acontecem... como por exemplo o "desaparecimento " dos electrões. Por exemplo , a MQ previu o Efeito Tunel. Foi-se fazer a experiencia.. o Efeito Tunel é Real Pronto , é só o que nos interessa. A MQ não prevê que oe electrão desapareça. Ela simplesmente não sabe o que acontece Poderás dizer "mas se não sabe que arranje forma de descobrir" ... e a MQ responde "arranje vc forma de observar isso " ( ou seja, arranje um Observacionável , que a gente vê isso ) >Só lhes resta a dogmatização. Negativo Resta o cumprimento estricto das regras do jogo , sem inventar "variaveis escondidas" , nem "mão de Deus" , ou qq outa hipotese fantasiosa. >Na minha modesta > opinião, a física quântica é imperfeita ou incorreta, e existem > caminhos clássicos para explicarmos a aparente quantização. imperfeita , claro... tudo o que o ser humano faz é imperfeito por defenição. Ou seja, não é trabalho acabado... não diz tudo... Incorrecta ... não me parece , não ha nada REAL que prove a MQ errada .. só alguns pensamentos Conceptuais lançam duvidas sobre as nossas cabeças... Mas medir , que é o que a física faz quando tem duvidas , dá toda a razão à MQ ... > A meu ver, > a quantização é inerente à estrutura atômica mas não à natureza em si. Mas obviamente. > E o átomo moderno (não o de Demócrito) é um sistema bastante complexo, > não traduzindo, por suas propriedades, a natureza íntima e última da > matéria. Creio que a quantização em fótões relaciona-se à estrutura > atômica e que o espectro da luz é, pelo menos em teoria, contínuo. :-)) "Quantização" não é sinónimo de "limitado" A energia é quantizada , mas isto não signfica que só hajam 3 ou 4 valores para a energia Signifca que existem N valores para a energia. N é um numero natural e pode portanto ter qq valor ... inteiro Agora, desde quando o conjunto dos numeros inteiros tem fim ? Por outro lado , aquilo a que chamamos continuo é relativo à NOSSA observação. Tenta observar dois palitos separados por 2 miletros a 2 metros de distância e diz-lá se parecem separados... O que a MQ nos deve ensinar , é que a nossa física é directamente proprocional a aquilo que OBSERVAMOS A escala com que o fazemos , a forma com o fazemos , está intimamente ligada com a nossa forma de fazer Física. > > > Isto porque aceitas passivamente a dualidade partícula-onda e/ou a > > > complementaridade de Bohr. > > O microscópio electrónico parece uma boa razão. > Falas muito em microscópio electrônico e acredito que devas ter também > uma boa razão para isto. Ainda que não conheça seu funcionamento em > profundidade, admito que relacione-se a fenômenos simples de alguma > forma associados aos fundamentos da física quântica (os "quanta" de > Planck, o efeito fotoelétrico de Einstein, a constância da velocidade > da luz, a dualidade corpúsculo-onda de De Broglie, os fluidos elétricos > do eletromagnetismo, a unicidade partícula-campo, etc). A dualidade corpusculo-onda. é isso que quero significar com o micoscópio electrónico. da relação de De Droglie P = m v = h / lambda en que somos capazes de atribuir um numero ao compriemtno de onda do electrão, isso permitenos usar o electrão como se fosse luz, mas como o seu comprimeto de onda varia com a velocidade dos electrões , como eles interferem construtiva e destrutivamente como onda , então eles produzem imagens . Tal como a luz produz. é na interferencia cosntrutiva / destrutiva que se diferenciam as ondas das particulas E agora , como explicar que a luz interfere destrutivamente , usando a mecanica classica ? E para o electrão? que tipo de choque provoca isso ? > > > > > Os gatos, não! Mas os electrões quânticos ou desaparecem... > > > > Desaparecem ? Quando ? > > > Durante os intervalos de incerteza e/ou entre os saltos quânticos. > > Eles não desaparecem. O seu estado é que é indetermindado. > > É como o estado de um dado antes de o lançar. O dado está lá , mas não > > sabes qual o seu valor. > Sim, mas posso filmar o lançamento e constatar que o dado sempre existe > e ocupa em todo instante uma posição e orientação determináveis no > espaço, o que em teoria a física quântica "proibe" para o eléctron > quando "lançado" de uma órbita a outra. Isso é falso. A física quantica não proibe nada disso. O que ela proibe é CONHECER certos paramentos que classicamente estavamos habituados. Classicamente pode-se medir tudo A`vosntade.. em MQ não. apenas as quantidades não conjugadas , se podem medir simultaneamente... como a eenrgia e o momento , a posição num intervalo de tempo , o momento angular segundo um eixo e o modulo do momento angular .. etc... A MQ não proibe que "filmes" o electrão... ela simplesmente Não sabe para onde apontar a camera! esta é a diferença Não é que a coisa não exista , é que não se pode observar ... não é Observável. Por exemplo , tu tb não és capaz de ver , simultanemante, todos os lados de um dado , mesmo gravando em filme. O que não se pode aceitar , como alguns aceitam , é que enquanto a gente não vê , tudo pode acontecer ... Haja paciencia... isso é quase negar a física e tomar as pessoas por parvos... Cabe na cabeça de alguem que quando não se olha para o "1" do dado ele se transforma num "9" ? então pq cabe(?) na cabeça das pessoas que enqaunto não se mede o electrão desaparece ? ou que oe gato ressucita quando se fecha a tampa ... é na cabeça das pessoas / naquilo que intrepretam , que estão os erros... A realidade não tem erros. > > Não sei o que é pior. Admitir electrões fantasma, em vez de > > probabilidade ou ondas. > > Que tal admitir um electrão corpuscular e a sujeitar-se ao que > chamo "teorema da indeterminação"? terei de ver o que isso é primeiro :-))... daquilo que vi não me pareceu diferente Mas consegue isso desrever um padrão de interferencia. Esta é que é a "coisa importante" > Existem experiências feitas com electrões individuais e que reproduzem, > após inúmeros electrões individuais terem atravessado o orifício, o > efeito do feixe. Como é que se isola um único electrão ? >Como é que os electrões aparentam estar sofrendo a > interferência de outros do feixe, se os outros (ou o feixe) não > existem? Ficamos num impasse: ou o electrão interfere com ele mesmo (o > que é bastante esquisito, e foi por isso que Bhom pensou em "ondas > piloto") ou interfere com as bordas do orifício. Um electrão só cria padrão de inteferencia ? E onde é que ha electrões "unicos" ? > > > A propagação do som não se dá através de choques do tipo > > > macroscópico, mas através de transporte de momento, > > qual é a diferença ? > As moléculas simplesmente não se tocam, apesar de trocarem momentos. > Não há uma força de contacto, no sentido macroscópico do termo. O que > existe seria uma interferência de campos relacionados ao movimento da > matéria. Que tipo de campo seria esse? Certamente seria o tão procurado > campo a resultar na unificação dos campos de força, mas o assunto em sí > é misterioso, e não há como explicar o fenômeno "em poucas palavras" Ora... todos sabemos (?) que eles não chocam no verdadeiro sentido da palavra... sabemos que o choque é o resultado da interferencia de campos electricos e magnéticos ao nivel molecular ... Não é preciso adivinhar qual é o campo... o campo já se conhece , é o electrico Não ha mistério nenhum aqui. > sem dar uma conotação mística ao mesmo. Relaciona-se ao que me referi > como "quintessência" da física newtoniana, as "vibrações" emitidas pela > matéria conforme citou Newton ou, ainda, o "espírito" da matéria > (também de Newton). Não é preciso isso... > > > E, não obstante, as moléculas se interferem > > > bastante e num ritmo alucinado, a ponto de gerarem efeitos > > > macroscópicos tais como o som. > > exacto, era ai que eu queria chegar. o som é um fenómeno macrosópico > > e por isso pensar no seu deslocamente entre as particulas estruturais > > não faz sentido. O mundo dos átomos é silencioso. > > Sim, o que as partículas transmitem são suas vibrações, ou movimento, > mas estas vibrações chegam a ser interpretadas ou sentidas por nós como > som. ( é mais calor ... mas ok ... para ser som precisa ter uma certa energia .... é engraçado verificar que aquilo que chamamos normamente de calor , pressão e som , tem a mesma origem micoscópica e mudam apenas em intenssidade ) > > Define-se Momento angular da mesma forma que para a terra e a sua > > conservação. Aceita-se da mesma forma que para a terra que a força é > > central, embora do tipo colombiano e não gravitico. As orbitas > > planetárias tb são quantizadas, assim como as dos electrões. (embora > > não da mesma forma, nem com uma precisão tão grande) A unica > > diferença entre um atomo e o sistema solar, é que as forças não são > > electricas, mas sim, gaviticas. E a terra não pula da orbita quando > > recebe um fotão vindo do sol, como o electrão pula quando absorve um > > fotão vindo do nucleo. > Espero já ter comentado acima o que penso a respeito e até que ponto > entendo as diferenças relativas a nossa visão de macro e microcosmo. > Também entendo a sua idéia a respeito da existência de uma quantização > no macrocosmo, ainda que desprezível na prática. desprezivel na prática.... esperimenta usar isto d = ( 0.4 + 0.3*2^n ) ua , com n = 0,1 ,2 , ... para n=0 vem d = 0.7 ua , a orbita de vénus está em 0.723 ua para n=1 vem d =1 ua , a orbita da terra está em 1 ua para n =2 vem d = 1.6 ua , a orbita de marte está em 1.523 ua para n = 3 vem d = 2.8 ua... o anel de asteroides para n = 4 vem d = 5.2 ua , a orbita de jupiter está em 5.202 ua para n = 5 vem d = 10 ua, a orbita de saturno fica em 9.554 ua ... etc.. é demasiada coincidencia... não ? Isto é uma quantificação macroscópica. ( esta é uam formula impirica.. .. já não me lembro quem a criou ) > > > Então, pergunto: Qual é a direção do eixo de giro do electrão em > > > relação ao plano de sua órbita? Dirá você: Que órbita? E eu direi: > > > Aquela mesma que existia na mecânica quântica primitiva de Bohr e > > > que misteriosamente foi colocada debaixo do tapete e substituída > > > por uma equação matemática sem significado físico qualitativo. > > ?! Como disse ?! O conceito de orbita permanece lá. A unica coisa que > > acontece é que não se usa para fazer contas. > Pois foi isso que tentei dizer em msg anterior, quando disse a teoria > quântica primitiva de Bohr (1913) ainda não foi revogada, ainda que > tenha sido "completada" com outros postulados, agora a introduzirem o > dual corpúsculo-onda. Por outro lado, uma órbita que não se presta a > encaixar-se em equações, tem mais é que ir para debaixo do tapete. :-)) Ninguem descreve o atomo pela posição dos electroes... descreve-se pela energia que eles têm. Pq ? pq é isso que interessa na prática... e pq é isso que interessa ? pq é isto que se pode medir sem dificuldade... > > O que se usa é o conceito de orbital : orbita quantizada em energia. > > ( o mesmo acontece , para a terra e demais planetas. A orbita não é > > qq, ela obedece a uma quantificação. embora não se saiba bem pq ... ) > Pois eu diria EMBORA NÃO SE SAIBA BEM PORQUÊ. É a mesma coisa mas pelo > menos, quando escrita em maiúsculas, chama a atenção, ficando mais > difícil ocultar-se debaixo do tapete. é dificil ocultar o que não se sabe ... :-)) ha pro ai umas teorias que tentar dar uam explicação conceptual e lá lá ... mas continhas , que cheguem aos resultados... > > > vamos também abandonar a idéia de fluidos elétricos, pois hoje > > > temos experiências a nos mostrarem que essas partículas existem e > > > são dotadas de giro. > > Algo está a faltar... lembro-me que tb , os electrões são fermiões ( > > spin facionário ) e que isso os impede de terem o mesmo estado, > > contudo em electricidades assume-se que eles ocupam o mesmo estado. > > Por outro lado , temos os pares de Cooper... dois elestrões juntos , > > rodando em torno de ponto comum que formam um bosão (ocupam > > obrigatóriamente o mesmo estado ).. eles fazem isso pq têm spin > > diferente .... não sei... pode ser um caminho. > Pois então pareces agora concordar que o conhecimento completo do giro > do electrão não é tão sem finalidade. Em minha teoria costumo > visualizar o férmion como uma partícula que ao se locomover no espaço > conserva o eixo de seu giro na direção da trajetória. Um electrão num > campo eléctrico acopla seu giro com o giro do proctão que o atrai > (situado no ânodo); eu acho que entendo , mas em rigor , o que é "acoplar" ? é que num atomo de hidrogénio , a trajectoria é circular , e segundo tu , o giro teria de não só perpendicular ao eixo que une o electrão ao protão , mas seria um eixo do plano da orbita do electrão.. >já ao orbitar um átomo, este acoplamento electrão- > proctão faz com que o electrão desloque-se em sua órbita de maneira tal > que a trajetória e o eixo do giro formem um ângulo de 90º, e portanto o > electrão num átomo também forma uma dupla com o proctão a simular um > bosão. Sim, de facto. Mas gostava que explicasses mais a tua ideade de "acoplar" >Poderias me questionar: Como é que sabes isso? E responderia: > Porque esta é a única maneira que encontrei para explicar, > classicamente, como um electrão em órbita, apesar de estar sujeito a > uma aceleração centrípeta, não emite radiação. Como é que esse tipo de movimento "acoplado" impede a emissão de radiação ? > > Quando se diz "o electrão é uma onda" não mais é que "a nossa > > representação da realidade, para este caso especifico , é a de uma > > onda" É como olhar para um flor. Um humano verá uma coisa, e para a > > mesma flor, uma abelha verá outra. > Sim mas quando o olho humano vê uma flor creio que ele não produz um > colapso da "função flor" de tal maneira a proibir que a abelha a veja > concomitantemente, e coerentemente com a sua visão, a mesma flor. Já > segundo a física quântica, e de acordo com o princípio da > complementaridade de Bohr, "em certos contextos experimentais são os > aspectos ondulatórios que irão se manifestar, enquanto que em outros, > os corpusculares; mas NUNCA os dois aspectos irão se manifestar > simultaneamente no mesmo contexto experimental". Desculpa , mas isso esboça um leve sorriso. "mesmo contexto exerimental" = MESMO observador. Ou seja, um mesmo observador não pode observar aspcetos ondulatórios e corposcualres simultaneamente. Mas nada , em lado nenhum , impede que DOIS observadores vejam o fenomeno diferentemente.... se eu olhar daqui para urano , e se alguem olhar de marte para urano não vamso ver o mesmo , mas Urano continua o mesmo :-) E "colapsar" a função de onda significa medir. Mas mesmo clasicamente o teu argumtno não faz muito sentido. Seu lançar um dado , tu vês o mesmo resultado que eu.... não vês um valor diferente de mim. quando me referi à abela e à flor , referia-me à forma de Observar a realidade A abelha ovserva a flor em UV , nós não. Ela sabe coisas da flor que nós não ,e virce-versa. Isto só era só para dizer que a realdiade é uma , mas aquilo que se observa depende do observador. Isto é o que a MQ diz. MAS atenção , um observador não interfere com o sistema quando o mede.Ou seja, ele não cria estados inexistentes... Não se pode medir "7" nun dado de 6 caras. > Maxwell encerra seu Tratado de Electricidade e Magnetismo com as > seguintes palavras: > "But in all of these theories the question naturally occurs: -- If > something is transmited from one particle to another at a distance, > what is its condition after it has left the one particle and before it > has reached the other? If this something is the potential energy of the > two particles, as in Neumann's theory, how are we to conceive this > energy as existing in a point of space, coinciding neither with the one > particle nor with the other? In fact, whenever energy is transmitted > from one body to another in time, there must be a medium or substance > in which the energy exists after it leaves one body and before it > reaches the other, for energy, Isto dá a entender que energia é material. Isso não é verdade. Mas esta 5ª essencia bem pode ser o conceito de Campo > > > > O "problema" quanto a mim é compararmos propagação de campos > > > > (luz) com propagação das partículas que os criam. > > > Concordo, apenas lembrando que nem todo campo é luz e que não é > > > impossível que a luz tenha também um outro componente que não seu > > > campo. > > ... mas que a luz seja algo mais que campo ...não sei ...isso tb > > parece ficção. > Não tanto quanto sua natureza dual corpúsculo-onda. o fotão não tem natureza particula-onda , tem de qaunta-onda A palavra corpuculo é indeterminada... serve para tudo ... e depois ... > > > > Não percebo pq se faz um bicho de 7 cabeças de uma coisa tão > > > > simples quanto o Principio de Incerteza. > > > > "Incerteza" não implica desconhecimento. Isso que fique claro. > > > Certamente não. Implica em impossibilidade de que se obtenha > > > conhecimensos mais refinados. > > não vejo como. > Expus acima alguma coisa relacionada ao conhecimento do giro do > electrão, o que seria "proibido" pelo princípio da incerteza. Por outro > lado, se ao determinar a posição de uma partícula, for-me proibido > conhecer sua velocidade (em módulo, direção e sentido) ou, então, se ao > determinar sua velocidade, for-me proibido conhecer sua posição... Não é a velocidade é o momento. são coisas diferentes > Parece-me que não há como estabelecermos efetivamente como as > partículas interagem. E já alguem pensou que "as particulas não existem; logo não interagem" ? > Não podemos pois conhecer como elas se associam. > E estamos proibidos de caminhar em direção à determinação da natureza > íntima da matéria. Resta-nos apenas sonharmos com as "ondas" > associadas "às confusas séries de fórmulas que cercam o nosso tema" > (segundo Schrodinger). Podes pensar no atomo como um conjunto de campos sobrepostos que vibram esféricamente. Sem nunca referir electrões nem protões.... a "natureza intima da matéria" é bem provável que seja : "a materia não existe, aquilo a que chamamos particulas são complexas interacções de campos , restringidos por condições fronteira" > > > A incerteza da física clássica não tem nada a ver com a incerteza da > > > física moderna. > > Tem sim. Medições, são Medições. em qq parte da física. > > Pois a incerteza da física moderna é algo totalmente diferente e que > não tem similar em nenhum capítulo outro da física. Em teoria, e sem ir > contra nenhum dogma da física quântica, pode-se determinar a posição de > uma partícula com precisão absoluta (incerteza clássica zero) Pode ? Em teoria ? Desde quando a teoria tem sempre razão ? Na prática não se pode :-)) >; porém, > eliminando-se, em teoria, esta incerteza clássica, surge uma incerteza > quântica, a dizer-me que é impossível conhecer qualquer coisa relativa > ao movimento desta partícula. Eih! calma .. não é qq coisa ... é só o momento linear. :-) >Por outro lado, e como já afirmei, a > incerteza da física quântica resulta da não percepção de que um grupo > de partículas é um conjunto heterogêneo, e esta incerteza esdrúxula > está relacionada ao "teorema da indeterminação", um teorema clássico. os electrões não são destinguiveis. > Já está matematicamente demonstrado que as versões de Schrodinger e de > Heisenberg são equivalentes. O que não significa que não sejam absurdas > pois apoiam-se nas mesmas falácias ("quanta", efeito fotoelétrico, > constãncia absoluta de c, dualidade corpúsculo-onda, etc). o efeio fotoelectrico é absurdo ? então a minha calculadora é ua milagre ! :-) pois funcioan graças a ele :-)) > > > > Agora coloca-te no referencial da luz. A partir deste referencial > O som propaga-se igualmente em todas as direções e não vejo o seu meio > (ar) encurvado. Consigo imaginar uma frente de onda que seria uma > superfície curva, mas isso não tem nada a ver com o espaço e/ou o meio > em que o som se propaga. Com a luz acontece a mesma coisa, ainda que o > meio seja o vácuo. Parece-me que existe uma diferença muito grande > entre o conceito de curvatura do espaço da física relativista, não é a cruvatura só do espaço , é tb do tempo Para a luz o tempo e o espaço são coisas homologas. Ela propaga-se tanto num como noutro. Mas... Como é que se consegue , explicar que o perimetro de um circulo não seja igual ao raio do circulo ? Imagina uma daqueles utensílios de cozinha para servir sopa ... verás como se explica... E como é que esse utensílio é ? curvo... that's right :-) Em relatividade a distância no sentido do movimento é menos que nos outros . ou seja se um corpo estiver a rodar , o espaço percorrido na direcção do movimento - perímetro- não é proporcional ao raio da mesma forma de 2 pi r Mas lembra-te que é o Espaço-tempo que é curvo, não é o Espaço sozinho.