From: "Alberto Mesquita Filho" To: Date: Tue, 25 Apr 2000 00:36:49 -0300 Subject: [ciencialist] Mecanismo da Existência - Elementos http://www.egroups.com/message/ciencialist/4578 -----Mensagem Original----- De: "Ozelo" Enviada em: Terça-feira, 18 de Abril de 2000 17:14 Assunto: [ciencialist] Mecanismo da Existência - Elementos Voltei!!! :-)) > Eu vi e de fato é uma curiosa coincidência, mas será mesmo > coincidência? ;o) Espero que não... Certamente não é. "Deus não joga dados." :-) > > "O esquema tridimensional, relaciona-se, de alguma forma, ao seu modelo > > de 13 bolas. E eu não tenho dúvidas de que esse esquema encerra muito > > mais segredos do que eu possa ter imaginado, e certamente você deve > > estar de posse de muitos desses segredos... > Não sei se sei algo que não soube decifrar, mas sei que busco decifrar > se o que sei pode ser algo que ainda não sei se é. (risos) :o) Lembro-me > de que quando tive a visão dos aglomerados, senti uma facilidade tão > grande para entender os fenômenos mais simples da natureza que até mesmo a > dualidade parecia não oferecer muitos mistérios diante dos exemplos da > dupla fenda. Esta sensação chama-se intuição e estas facilidades retratam "insights" em cadeia. Confie na intuição mas tome cuidado com os "insights", pois as vezes eles nos iludem. A intuição é o ato de ver, de perceber, de discernir, de pressentir; é a contemplação pela qual se atinge a verdade por meio não racional. O "insight" já contém um pré-raciocínio, ainda não elaborado e apoia-se em conhecimentos outros, nem sempre de natureza científica. A partir do "insight" começamos a criar as "imagens de espírito" a que me referi em msg anterior (no parágrafo seguinte relato uma dessas que me ocorreu com este modelo de 13 bolas). Às vezes conseguimos transformar essas "imagens de espírito" em realidades evidentes (mas para o teorizador, as imagens de espírito, por si só, já são vistas como realidades evidentes, conforme afirmou Einstein). Quanto ao modelo das 13 bolas, você já pensou em aumentar progressivamente o número de bolas? Sempre mantendo a compactação, ou seja, com as bolas ocupando o menor espaço possível para o número considerado? Se o fizer, notará que existirão outros "números mágicos" além do 13. Notará também que, nessa estrutura maior, o aglomerado de 13 bolas repetir-se-á (na realidade é a base de uma estrutura cristalina) e você obterá também a coincidência apontada para o esquema bidimensional (em que a base é o número 7 com uma bola central e seis periféricas). Eu diria que a estrutura nuclear tem muito dessa realidade e que os aglomerados de 13 bolas nada mais seriam do que algo semelhante às partículas alfa. Cada conjunto de seis bolas num mesmo plano seriam espaços disponíveis para serem ocupados por prótons ou nêutrons numa trajetória circular em torno da bola central. > Um dia pensei na menor definição de uma esfera como sendo > um ponto. Uma esfera pode ser pensada como um ponto em determinadas simplificações. É o caso do ponto material assumido por Newton. Não obstante, as vezes esse raciocínio, quando supervalorizado, nos leva a falácias. A meu ver, a falácia principal apresentada pela mecânica dos maus seguidores de Newton resultou na não explicação do desvio apresentado pelo perihélio de Mercúrio. Trata-se de um efeito que creio ser possível ser explicado utilizando-se única e exclusivamente a mecânica newtoniana, colocando-se o centro de massa de Mercúrio no seu devido lugar (corrigidas as aberrações que se fizerem necessárias). Raciocinando em termos de limite, diria que uma esfera pode tender para um ponto, mas não só. Outras figuras geométricas também podem. Se alguém me disser que um ponto tem um formato piramidal creio que não seria difícil demonstrar que essa pessoa está tão certa quanto aquela que afirma que o ponto tem o formato de uma esfera. > Sei que um ponto é adimensional, mas se pudermos olhar mais de > perto para dois pontos 'encostados', talvez veríamos duas esferas. Num > plano, se traçarmos uma circunferência circunscrita em torno das duas > circunferências 'encostadas', a soma das áreas destas duas circunferências > 'encostadas' é a metade da área da circunferência circunscrita. Desse > modo, a origem de alguma força de interação estaria relacionada com a > separação das circunferências. > > Se considerarmos que massa é ausência de espaço e espaço é ausência de > massa, talvez pudéssemos considerar a massa e o espaço como duas espécies > de cargas diferentes. No esquema das circunferências juntas representando > a carga massa e da circunferência circunscrita representando a carga > espaço, haveria um equilíbrio de forças. Entretanto, se separarmos as > circunferências 'encostadas', a circunferência circunscrita aumenta seu > raio numa proporção bastante interessante. Diria que o resultado disso > seja uma variação do equilíbrio em forças sempre atrativas que partem de 0 > para -1... Esses dois parágrafos são interessantes mas parece-me estarem mesclados com "imagens de espírito" não facilmente visualizadas por terceiros, como é o meu caso. De qualquer forma, isso faz parte do processo criativo, e cabe a você transformá-las em "realidades evidentes", se é que ainda não o fez. > Da época que fiz essas considerações a um ano até hoje venho pensando > nos elementos mínimos que proporcionariam a existência de tudo. Vamos > considerar em princípio o nada. Definitivamente o nada aqui deve ser > caracterizado como a ausência de tudo e até mesmo, se existirem, a > ausência das chamadas forças sutis. Uma propriedade que podemos definir > para o nada é afirmar que ele seja infinito em todas as direções e neste > caso, não estamos definindo algo que ocupa o nada, mas apenas um nada > absoluto. A menos que partamos para a Cosmosofia, aparentemente não há > nenhuma razão para existir algo com origem do nada. > > Agora podemos avaliar mentalmente se o nada absoluto poderia existir? > Não. Em princípio, estou verificando se podemos afirmar a existência de > algo simplesmente confirmando a sua inexistência e não podemos afirmar > realmente se o nada absoluto existe, pois, não podemos confirmar a sua > inexistência. Isso, ao meu ver, abre algumas observações sobre o que hoje > consideramos ser o espaço. Hoje em dia é difícil falar em espaço, especialmente após a relatividade geral de Einstein. Em nossa mente primitiva o espaço tem uma natureza euclidiana. Existiria esse espaço? Por outro lado, pela relatividade geral o Universo é curvo e o espaço está inerente a esse Universo. Sob esse aspecto, o espaço só existe em função do Universo. Do ponto de vista euclidiano, o espaço existe independentemente do Universo. Por um lado (einsteiniano), o espaço cresce em função do crescimento do Universo; por outro (euclidiano) o Universo cresce num espaço infinito. Tanto o conceito de infinito quanto o conceito de espaço curvo são absurdos para nossa mente restrita. Entre um absurdo e outro, sou mais euclidiano, pois consigo entender as partes, ainda que não tenha a visão do todo. > Com base nas idéias acima mencionadas, eu diria que o espaço pode ser > finito ou infinito. Se finito for o caso, incondicionalmente a matéria > nele contida também deverá ser finita. Não poderíamos, em princípio, ter > uma distribuição infinita de matéria em um espaço finito. Neste caso, a > matéria primordial não poderia estar concentrada, pois não haveria razão >para a origem do movimento. Mas se a matéria primordial estivesse > homogeneamente distribuída, de fato teríamos uma quantidade de movimento > para o Universo proporcional à essa distribuição e que obedeceria às leis > de conservação. A minhas dúvidas nessas questões sugerem avaliar com > cuidado a radiação cósmica de fundo isotrópica como talvez sendo um limite > natural do nosso universo. E se o Universo estivesse em explosão (Big-Bang) permanente? E se a matéria em expansão tivesse tempo suficiente para se degradar, digamos, em neutrinos (matéria escura) lançados para o espaço em todas as direções e produzidos por qualquer reação do nosso dia-a-dia e a se acompanhar do que chamamos atrito e/ou de "aumento" de entropia? E se esses neutrinos, componentes últimos das transformações das galáxias em suas jornadas para a periferia do Universo por fim, e em obediência a um campo gravitacional, retornassem ao ponto de origem? E se, nesse ponto de origem, os neutrinos se recompusessem a formar um novo caldo primitivo a explodir em novas galáxias a serem relançadas para a periferia do Universo? E se... Não é de pirar? Um Universo eterno? E sem a necessidade da alternância entre contração e expansão? > Se infinito for o caso do espaço, já não podemos mais afirmar que em > algum lugar exista um nada absoluto senão afirmando ser o próprio espaço > esse nada. Neste caso, a matéria nele contida poderá talvez ser finita ou > infinita. Se finita for o caso, poderíamos dizer que se olharmos do mais > longínquo espaço completamente afastado da concentração de matéria do > nosso universo, veríamos um único ponto de propagação eletromagnética. > Neste caso, quando afirmamos que a velocidade de propagação é constante e > que uma onda eletromagnética transporta energia, poderíamos supor que a > energia do nosso Universo está se exaurindo para o espaço? Talvez sim, talvez não. Prefiro considerar um Universo material finito (formado de matéria e resíduo da matéria, qual seja, os neutrinos) contido num Universo espacial infinito e vazio (mesmo porque, não consigo conceber a existência de um "muro" a conter esse Universo espacial). > Eu espero que não, dessa forma, se > infinita for o caso, consideremos a distribuição de matéria proposta pela > solução do paradoxo gravitacional adotada pelo Assis. Não conheço o paradoxo apontado. > De alguma forma, acredito estarmos chegando perto de uma boa definição > para o Mecanismo da Existência. Mas o que vejo, é que estou arranhando a > casquinha do que aparenta exigir uma compreensão de magnitudes planetárias > ou tão simples que microscopicamente não podem ser notadas, mas estamos > arranhando! Isaac Newton, 1727: "Não sei de que modo o mundo me vê; mas a mim mesmo pareço ter sido apenas um menino brincando na praia, entretendo-me com encontrar de quando em quando um seixo mais liso ou uma concha mais bela do que o ordinário enquanto todo o vasto oceano da verdade jazia inexplorado diante de mim." Albert Einstein: "É uma ironia do destino eu mesmo ter sido alvo de admiração e reverência excessivas de meus semelhantes, por [...] nenhum mérito próprio. A causa disso pode muito bem ser o desejo [...] de compreender as poucas idéias que eu, com minhas frágeis capacidades, alcancei [...]. [ ]'s Alberto http://www.ecientificocultural.com/indice.htm