4. Campos eletromagnéticos estacionários
//////Vamos admitir agora que, além de seu giro próprio,
o elétron possa desenvolver um movimento de rotação num plano paralelo ao de seu giro,
qual seja, um plano que contenha o vetor w,
como é o caso do plano da figura 1. Tratando-se de um
movimento uniforme, seria de se esperar que, atingido esse status, o elétron
conservasse esse novo movimento inercial sem despender energia. Que dizer do novo campo A a ser observado?
//////A cada instante o elétron emite i.e.m. para todas
as direções do espaço e a informar a orientação momentânea de seu vetor giro w. Se, nestas condições, w
girar no plano do papel no sentido horário, o campo A,
num dado instante, terá sua representação pictórica dada pela figura 4. O campo A retrata, em cada ponto, uma informação de um
passado recente, estando sua orientação defasada daquela de w
segundo uma função dependente de r (distância do ponto considerado ao elétron).
//////Na figura 4 mostram-se os vetores A defasados de múltiplos de p/4
radianos em relação a w estando aí
representada apenas a orientação do vetor mas não a sua dependência modular relativa a
r (este efeito, qual seja, a redução de tamanho com a distância, seria semelhante ao
apresentado na figura 1). No decorrer do tempo o vetor A, em cada ponto, gira em torno de si mesmo como que a imitar
o movimento do vetor w
(figura 5).

Figura 5: Campo A estacionário de um elétron girante
(explicação no texto). Para ampliação, clique na figura.
//////Existe um parentesco íntimo entre a imagem
apresentada e aquela descrita nos livros e relativa aos campos clássicos E
e B da chamada "onda eletromagnética" circularmente polarizada
da teoria de Maxwell. Contrastando com esta última, diria que um observador situado no
referencial girante a acompanhar este giro secundário do elétron (referencial próprio),
obterá uma imagem semelhante para o campo A,
porém estática (para este observador, o campo A
não gira em torno de si mesmo).
//////Para o entendimento de algumas dentre as possíveis
limitações ou restrições impostas pelo modelo apresentado nas figuras 4 e 5, convém imaginar um giro para o
elétron da ordem de 1000 rotações por segundo, o que não deixa de ser um valor
relativamente alto. Nestas condições, o último ponto representado na figura 4 distaria 300 km do elétron (assumindo c = 300.000 km/s);
para rotações menores, esta distância seria proporcionalmente maior. Qualquer que fosse
essa distância, e a depender apenas da intensidade do giro, outra partícula situada
neste ponto periférico e que tentasse se manter em fase com o elétron central,
orbitando-o no plano da figura (vide figura 6 abaixo), deveria possuir uma velocidade
superior a seis vezes a velocidade da luz (exatamente igual a 2pc).
Raciocinando em termos práticos poderíamos dizer com razoável certeza que esta órbita
estaria fora de uma possível relação a contemplar as prováveis candidatas
a "órbitas permitidas" [5].

Figura 6: Uma órbita improvável para um elétron em
torno de outro.
Clique na figura para ampliá-la.
Notas de rodapé:
[5] Para obter imagens instantâneas dos gifs animados desta página,
com a figura ampliada na tela pressione a tecla PrintScreen e a seguir abra a área de
transferência (clipbrd.exe).