eletron1.gif (12490 bytes)

frames

O Elétron Emissor de Informações Eletromagnéticas

1. Resumo e Abstract
2. Introdução
3. Campo Eletromagnético Estático
4. Campos eletromagnéticos estacionários
5. O elétron emissor de radiação eletromagnética
6. A energia das radiações eletromagnéticas
7. O componente material das radiações eletromagnéticas
8. Bibliografia

 Alberto Mesquita Filho
Este artigo será brevemente publicado na revista
Integração ensino-pesquisa-extensão
© 1999 - Direitos autorais requeridos
Reprodução proibida para fins comerciais

 

4. Campos eletromagnéticos estacionáriosemissor04.GIF (2835 bytes)

//////Vamos admitir agora que, além de seu giro próprio, o elétron possa desenvolver um movimento de rotação num plano paralelo ao de seu giro, qual seja, um plano que contenha o vetor w, como é o caso do plano da figura 1. Tratando-se de um movimento uniforme, seria de se esperar que, atingido esse status, o elétron conservasse esse novo movimento inercial sem despender energia. Que dizer do novo campo A a ser observado?

//////A cada instante o elétron emite i.e.m. para todas as direções do espaço e a informar a orientação momentânea de seu vetor giro w. Se, nestas condições, w girar no plano do papel no sentido horário, o campo A, num dado instante, terá sua representação pictórica dada pela figura 4. O campo A retrata, em cada ponto, uma informação de um passado recente, estando sua orientação defasada daquela de w segundo uma função dependente de r (distância do ponto considerado ao elétron).

//////Na figura 4 mostram-se os vetores A defasados de múltiplos de p/4 radianos em relação a w estando aí representada apenas a orientação do vetor mas não a sua dependência modular relativa a r (este efeito, qual seja, a redução de tamanho com a distância, seria semelhante ao apresentado na figura 1). No decorrer do tempo o vetor A, em cada ponto, gira em torno de si mesmo como que a imitar o movimento do vetor w (figura 5).

emissor05.gif (21373 bytes)
Figura 5: Campo A estacionário de um elétron girante
(explicação no texto). Para ampliação, clique na figura.

//////Existe um parentesco íntimo entre a imagem apresentada e aquela descrita nos livros e relativa aos campos clássicos E e B da chamada "onda eletromagnética" circularmente polarizada da teoria de Maxwell. Contrastando com esta última, diria que um observador situado no referencial girante a acompanhar este giro secundário do elétron (referencial próprio), obterá uma imagem semelhante para o campo A, porém estática (para este observador, o campo A não gira em torno de si mesmo).

//////Para o entendimento de algumas dentre as possíveis limitações ou restrições impostas pelo modelo apresentado nas figuras 4 e 5, convém imaginar um giro para o elétron da ordem de 1000 rotações por segundo, o que não deixa de ser um valor relativamente alto. Nestas condições, o último ponto representado na figura 4 distaria 300 km do elétron (assumindo c = 300.000 km/s); para rotações menores, esta distância seria proporcionalmente maior. Qualquer que fosse essa distância, e a depender apenas da intensidade do giro, outra partícula situada neste ponto periférico e que tentasse se manter em fase com o elétron central, orbitando-o no plano da figura (vide figura 6 abaixo), deveria possuir uma velocidade superior a seis vezes a velocidade da luz (exatamente igual a 2pc). Raciocinando em termos práticos poderíamos dizer com razoável certeza que esta órbita estaria fora de uma possível relação a contemplar as prováveis candidatas a "órbitas permitidas" [5].

emissor06.gif (23765 bytes)
Figura 6: Uma órbita improvável para um elétron em torno de outro.
Clique na figura para ampliá-la.


Notas de rodapé:

[5] Para obter imagens instantâneas dos gifs animados desta página, com a figura ampliada na tela pressione a tecla PrintScreen e a seguir abra a área de transferência (clipbrd.exe).