7. O componente material das radiações
eletromagnéticas
//////O interessante e notável é que os processos
descritos no item anterior diferenciam-se meramente por um caráter termodinâmico. No
primeiro caso (figura 8) temos um arraste viscoso e a
reação de radiação relaciona-se a um processo irreversível. No segundo caso (figura 9) também existe um arraste, agora mediado pelo
campo eletromagnético, a distinguir-se do anterior por não haver reação de radiação
nem tampouco algo a sugerir a irreversibilidade do processo. Este é um dado a corroborar
a hipótese de que os fenômenos termodinamicamente irreversíveis acompanham-se da
emissão de partículas dotadas de massa e energia, os entropinos (MESQUITA, 1995b). A relação entre reação de radiação e
irreversibilidade já foi suspeitada por SCHOTT (1912-5, citado por McDONALD, 1998a)
//////As radiações melhores conhecidas são aquelas
produzidas quando o elétron sofre uma aceleração variável no tempo em resposta a um
estímulo eletromagnético (campo não uniforme). O exemplo típico é aquele observado
pelo elétron ao tentar se encaixar numa das possíveis "órbitas permitidas de
Bohr" que nada mais são do que as regiões de um átomo onde o elétron consegue
adequar suas propriedades dinâmicas e eletromagnéticas às exigências de um campo
eletromagnético estacionário, como aquele apresentado nas figuras 4, 5 e 6 e produzido por um dos prótons nucleares. Nesta
tentativa o elétron emite (ou absorve) partículas (fótons) como que a regular e/ou
adaptar suas propriedades, em busca de uma estabilidade.
//////Fótons, entropinos e/ou neutrinos são portanto os
corpúsculos de Newton, constituintes materiais a completarem as radiações
eletromagnéticas dotadas de energia não nula. Reproduzem, a sua maneira, e num nível
mais elementar, as características do elétron emissor. Conforme a direção da emissão
em relação ao giro do elétron, portam-se como os férmions (entropinos e/ou neutrinos)
ou os bósons (fótons) da física moderna.