//////Seja
uma possível solução de (1). Ao
admitirmos esta possibilidade, na realidade o que estamos fazendo é assumir y,
dado pela equação acima, como solução de (1), e propondo-nos a
determinar os coeficientes an, bem como
. Nestas condições temos

e

//////Substituindo estes valores de y,
y e y" em (1) obtemos:

ou

ou, ainda,

//////A equação (3)
pode ser desmembrada em três igualdades:

//////As igualdades (4) e
(6) são chamadas, respectivamente, equação indicial e equação de
recorrência.
//////Da equação indicial, e assumindo ao
0, vem
=

o que implica, de (5), em:
a1 = 0.
A equação de recorrência (6) pode ser escrita na
forma:

e como a1 = 0, segue-se que todos os
coeficientes an com índice ímpar são
nulos: a3 = a5
= a7 = ... = 0. Por outro lado, os
coeficientes an com índice par são
dados por:

Generalizando, temos:

|
(n par) |
//////Efetuando a mudança de variável n
m tal que n = 2m,
os coeficientes an podem ser expressos
por:

ou

ou, finalmente:

/
/
//////Lembrando que
, n = 2m e
=
, temos:

/
//////Substituindo (7) em (8) as
soluções y1(x) e y2(x) ficam:
/

//////As expressões (9)
podem ainda ser escritas, em termos de funções gama (
) [4], da seguinte maneira:

//////Determinadas duas soluções y1 e y2
para a equação (1), podemos, uma vez comprovada a existência destas
soluções, bem como sua independência linear, escrever a solução geral como
y(x) = C1y1(x) + C2y2(x). |
(11) |
No item a seguir veremos que (11), com y1 e y2
dados por (10), não é solução geral válida para
= 0, 1, 2, ...