......Assumindo a "comunicação"
gravitacional entre os corpos processando-se à velocidade da luz, podemos utilizar o
modelo hiperbólico proposto, com a/b = v/c, no estudo de problemas gravitacionais
relacionados a corpos em movimentos de aproximação ou fuga.
......Para a utilização da gravitação
newtoniana, impõe-se a consideração do centro de massa aparente ou virtual (CMV).
Devemos então determinar a localização virtual do objeto cujo campo queremos estudar e
a seguir determinar o centro de massa virtual.
......Pensemos, inicialmente, em pontos
materiais, com o que livramo-nos das deformações mostradas nas figuras 4 e 5 (o centro de massa
coincide com o objeto puntiforme, o mesmo acontecendo com seu ponto imagem). Seja b = f(t)
a distância entre dois pontos materiais A e B, com A aproximando-se de B à velocidade v
e B em repouso (figura 6a). Para calcularmos o CMV do objeto B, como fizemos nos itens
anteriores, vamos considerar o referencial em que A está em repouso, com o que passamos
para a figura 6b.

Figura 6: explicação no texto
Neste caso, tanto B quanto seu CMV (representado um pouco acima por
questão de clareza) deslocam-se para a esquerda e o CMV está sempre defasado e à
direita da posição ocupada por B. A distância x entre B e CMV pode ser, a cada
instante, calculada pela equação da hipérbole encontrada no item 4. Para o caso
considerado temos y = 0 e, em valores absolutos, a equação simplifica-se para:

......A distância do CMV em relação ao
objeto A será, a cada instante:

......Derivando em relação ao tempo e
verificando que

em que s = vt é a equação horária de A no outro referencial, chegamos
a:

......O CMV viaja a uma velocidade superior a
B, somente superpondo-se a B no exato momento que B e A se encontram, ou seja, a
virtualidade se desfaz com a aproximação.
......Para corpos extensos o processo é um
pouco mais complicado, pois o centro de massa virtual nem sempre ocupa a posição onde
localiza-se a imagem do centro de massa. As figuras 4 e 5,
discutidas no item 4, representam dois casos em que o CMV está ligeiramente deslocado em
relação à imagem do CM real. Conquanto o processo para a determinação do CMV, nesses
casos, seja trabalhoso e variável de caso para caso, dependendo da geometria do corpo
extenso e/ou de sua distribuição de massa, não é impossível, efetuando-se tais
correções, adotar a simplificação proposta por Newton a valorizar a aplicação da
mecânica dos pontos materiais no estudo dos corpos extensos. O importante é saber
valorizar, em cada condição, qual ponto melhor representa a condição privilegiada de
centro de massa.
......Aberrações relacionadas ao efeito
descrito talvez expliquem alguns fenômenos ainda não totalmente explicados pela física
moderna como, por exemplo, as discrepâncias observadas na órbita de Mercúrio, bem como
uma infinidade de questiúnculas mal definidas e relacionadas à natureza íntima da
matéria.