.galileu.gif (33052 bytes)

O Espaço Curvo Euclidiano e a Relatividade Galileana
© 1999

Alberto Mesquita Filho

 

 

7 Resumo e conclusões

......A geometria euclidiana admite uma curvatura do espaço desde que este espaço tenha um significado físico e não apenas matemático. Nos casos exemplificados o significado físico de espaço seria o daquele "ocupado" por um objeto visto através da realidade virtual inerente ao observador. É importante assinalar que não há deformação física real do objeto nem do espaço e sim uma superposição de imagens --ou reconstrução do objeto através de imagens-- geradas em tempos diferentes. O "espaço matemático-curvo" da física moderna surgiu da necessidade de se corrigir certas incoerências verificadas, por exemplo, quando um elétron desloca-se, em velocidades "relativísticas", em direção a um objeto plano carregado positivamente (campo elétrico uniforme) e que, sob o ponto de vista da geometria euclidiana, e com as correções ora apresentadas, seria encarado pelo "elétron observador", como uma superfície hiperbolóide. Os efeitos físicos desta superfície carregada sobre o elétron (por ex., o campo elétrico) devem sujeitar-se a correções relativísticas clássicas e devidas a uma "curvatura num espaço euclidiano", o que via de regra não é feito, gerando desta forma interpretações relativísticas outras. Lamentavelmente, ao evoluir tomando por base uma teoria da relatividade unidimensional associada a outra, apoiada na idéia de fluidos elétricos, a física moderna destruiu a beleza da geometria euclidiana e ignorou a superposição de imagens geradas em tempos diferentes (ação a distância instantânea e não mediada), mesclando desta forma espaço e tempo num caldeirão condimentado com forte dose de misticismo.

8 Bibliografia

EINSTEIN, A. (1905): Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento, in Textos fundamentais da física moderna, vol.1, O princípio da relatividade, Fund. Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1958. Clique aqui para obter uma tradução on line.

MESQUITA F.°, A., 1993: A equação do elétron e o eletromagnetismo, Ed. Ateniense, São Paulo.

MESQUITA F.°, A., 1996: Sobre a natureza físico-matemática do elétron, Integração II(4):26-30.

MESQUITA F.°, A., 1997: The electron equation and electromagnetism, Integração III(11):286-304. (Este artigo em português)

 

 

© 1999