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7 Resumo e conclusões
......A geometria euclidiana admite uma
curvatura do espaço desde que este espaço tenha um significado físico e não apenas
matemático. Nos casos exemplificados o significado físico de espaço seria o daquele
"ocupado" por um objeto visto através da realidade virtual inerente ao
observador. É importante assinalar que não há deformação física real do objeto nem
do espaço e sim uma superposição de imagens --ou reconstrução do objeto através de
imagens-- geradas em tempos diferentes. O "espaço matemático-curvo" da física
moderna surgiu da necessidade de se corrigir certas incoerências verificadas, por
exemplo, quando um elétron desloca-se, em velocidades "relativísticas", em
direção a um objeto plano carregado positivamente (campo elétrico uniforme) e que, sob
o ponto de vista da geometria euclidiana, e com as correções ora apresentadas, seria
encarado pelo "elétron observador", como uma superfície hiperbolóide. Os
efeitos físicos desta superfície carregada sobre o elétron (por ex., o campo elétrico)
devem sujeitar-se a correções relativísticas clássicas e devidas a uma "curvatura
num espaço euclidiano", o que via de regra não é feito, gerando desta forma
interpretações relativísticas outras. Lamentavelmente, ao evoluir tomando por base uma
teoria da relatividade unidimensional associada a outra, apoiada na idéia de fluidos
elétricos, a física moderna destruiu a beleza da geometria euclidiana e ignorou a
superposição de imagens geradas em tempos diferentes (ação a distância instantânea e
não mediada), mesclando desta forma espaço e tempo num caldeirão condimentado com forte
dose de misticismo.
8 Bibliografia
EINSTEIN, A. (1905): Sobre a
eletrodinâmica dos corpos em movimento, in Textos fundamentais da física
moderna, vol.1, O princípio da relatividade, Fund. Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1958.
Clique aqui para obter uma tradução on line.
MESQUITA F.°, A., 1993: A equação
do elétron e o eletromagnetismo, Ed. Ateniense, São Paulo.
MESQUITA F.°, A., 1996: Sobre a natureza físico-matemática do
elétron, Integração II(4):26-30.
MESQUITA F.°, A., 1997: The electron equation and electromagnetism,
Integração III(11):286-304. (Este
artigo em português)
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