Diálogos
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A Quintessência do Universo
Tema apresentado para discussão em
news://news.uol.com.br./uol.ciencia em
13/03/99 |
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Participantes |
Mensagens |
Alberto
Mesquita Filho |
0, 2, 4, 6b, 8b, 10 |
Daniel F.
Fraga |
1, 3, 5, 7, 9 |
The Ph¥s Ø1 |
6a, 8a, |
De: Alberto Mesquita Filho
Data: Sábado, 13 de Março de 1999 18:45
Nos primórdios da física clássica, eram quatro os conceitos fundamentais:
"espaço", "tempo", "matéria" e "movimento da
matéria". Esta física, genuinamente newtoniana, ao contrário de suas sucedâneas
clássicas, era uma disciplina reconhecidamente incompleta por seu autor. Por inúmeras
vezes Newton deixou clara sua intuição a apoiar-se na fé em novas descobertas a
completarem seus estudos. Digno de nota são seus comentários sobre a força, um
construto de alto nível, artifício prático e importante, posto que funciona, jamais um
conceito fundamental. Digna de nota foi sua modéstia, misto de sabedoria e
incompreensão, ao afirmar:
"...não tenho escrúpulos em propor os princípios de movimento acima
mencionados, sendo eles de uma extensão muito geral, e deixar suas causas serem
descobertas."
Percebe-se, na física genuinamente newtoniana, a existência de "variáveis
ocultas" que, ao serem descobertas, transformariam seus construtos de alto nível,
tais como força e outros que surgiram nos séculos seguintes (energia, entropia, etc.),
em grandezas meramente úteis, tais como os algoritmos utilizados na resolução de
problemas matemáticos. É de Newton, por exemplo, o seguinte questionamento (Questão 1
em Óptica III):
"Não agem os corpos sobre a luz a distância, e por sua ação não inclinam
seus raios?
Ora, como se daria essa ação à distância, entre um objeto material e um raio de
luz? Haveria alguma entidade (variável oculta) a se propagar entre o "corpo" e
os "raios de luz"? Muitos hão de dizer que, com esta frase, Newton estava a se
referir a uma "ação" mágica "à distância". Obviamente, são
pessoas que não leram a Óptica III, mas simplesmente viram este questionamento citado
por terceiros. Se você possui a "Óptica III" não deixe de ler as questões
que se seguem à Questão 1 e, em especial, a Questão 17. Pois é exatamente aí onde
Newton mostra admitir algo que os livros atuais não citam. Fala a respeito de algo que
não é nem corpuscular, nem ondulatório, qual seja, "a propagação das vibrações
dos corpos". Vale a pena relatar, aqui, o trecho final da Questão 17:
"... E não são essas vibrações propagadas a partir do ponto de incidência
a grandes distâncias? E elas não alcançam os raios de luz e, alcançando-os,
sucessivamente, não os tornam facilmente refletidos e facilmente transmitidos, como
descrito acima? Pois se os raios se esforçam em retroceder da parte mais densa da
vibração, eles podem ser alternadamente acelerados e retardados pelas vibrações que os
alcançam."
O que seriam essas vibrações? O que é que está se propagando entre um corpo e um
raio de luz? Seria matéria? Ou seria um novo conceito fundamental, não citado entre os
quatro anteriores (espaço, tempo, matéria e movimento da matéria)? Seria o
"éter" a vibrar? Seria o éter a "quintessência do universo"? Muitos
dirão que Newton refutou o éter pois acreditava na teoria corpuscular da luz, sendo
então o éter totalmente desnecessário. Nada mais falso pois Newton admitia que matéria
e luz comunicavam-se por algo a que por vezes denominou propagação das "vibrações
dos corpos" (e neste caso, necessitaria de um éter para justificá-las) e, por
outras, chamou por "espírito da matéria". De qualquer forma, deixou claro a
necessidade de uma quintessência do universo: ou seria o éter (provavelmente não
material e a sediar as vibrações), ou seria uma entidade não material a se propagar
como tal. Esclarecendo melhor: ou seria um meio imaterial a vibrar, ou seria algo
imaterial a viajar, tal e qual um corpúsculo, ainda que não material. Na "Óptica
III", as considerações newtonianas sobre o éter podem ser encontradas nas
Questões 18 a 24. Após algumas considerações sobre raios de luz, retorna ao éter na
Questão 28, rejeitando-o:
"...E como ele não tem utilidade e impede as operações da Natureza, e a faz
se definhar, então não existe nenhuma evidência de sua existência; e portanto, deve
ser rejeitado... E, para rejeitar tal meio, temos a autoridade daqueles mais antigos e
mais celebrados filósofos da Grécia e da Fenícia, que fizeram do vácuo, dos átomos e
da gravidade dos átomos os primeiros princípios de sua filosofia; simplesmente
atribuindo a gravidade a alguma outra causa que à matéria densa."
A este ponto Newton, muito sutilmente, faz uma analogia entre as
"vibrações" acima referidas e a gênese do campo gravitacional. Aliás, este
aspecto já havia sido apontado no prefácio da edição de 1717 de "Óptica" da
seguinte forma:
"É inconcebível que a matéria bruta inanimada possa, sem a mediação de
alguma coisa, que não é material, atuar sobre, e afetar outra matéria sem contato
mútuo, como deve ser, se a gravitação no sentido de Epicuro for essencial e inerente a
ela. E esta é uma razão pela qual desejo não me seja atribuída a gravidade inata."
Com efeito, a gravidade inata não faz parte da genuína física newtoniana mas, sim,
da física clássica pós-newtoniana, proposta por falsos seguidores de Newton, pois não
observaram uma de suas mais frenéticas observações:
"Que a gravidade seja inata, inerente e essencial à matéria, de modo que um
corpo possa atuar sobre outro a distância, através do vácuo, sem a mediação de mais
nenhuma coisa, pela qual e através da qual sua ação e sua força fosse transportada de
um até outro, é para mim absurdo tão grande que acredito que homem algum que tenha em
questões filosóficas competente faculdade de pensar, possa cair nele."
Sem dúvida, a física "que não deu certo" e que acabou sendo
"remendada" pela física moderna, originou-se deste absurdo. E a física
moderna, mesmo quando contesta a "ação à distância", conserva todas as
conseqüências deste absurdo.
Newton conclui sua observação com as seguintes palavras:
"A gravidade deve ser causada por um agente que atua constantemente, de acordo
com certas leis; mas deixo à consideração de meus leitores se este agente é material
ou imaterial."
Percebam o rigorismo científico de Newton. Após afirmar que "esta alguma coisa
não é material", deixando claras, ao leitor, suas convicções, retorna ao tema
para mostrar que sua opinião não deve ser dogmatizada. Um cuidado, via de regra, não
seguido pela maioria dos cientistas da atualidade. De qualquer forma, Newton deixou claro
acreditar na existência de uma "quintessência do Universo"; e esta nada mais
é que a "variável oculta" que, cedo ou tarde, virá afim de eliminar de uma
vez por todas com os dogmas impostos pela física moderna.
 
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1 |
Discussão
que se seguiu ao tema acima apresentado
De: Daniel F. Fraga
Data: Sábado, 13 de Março de 1999 20:55
// In article
<7celkt$oij90@oiapoque2.uol.com.br>,
// "Alberto Mesquita Filho" writes:
Percebam o rigorismo científico de Newton. Após
afirmar que "esta alguma coisa não é material", deixando claras, ao leitor,
suas convicções, retorna ao tema para mostrar que sua opinião não deve ser
dogmatizada. Um cuidado, via de regra, não seguido pela maioria dos cientistas da
atualidade. De qualquer forma, Newton deixou claro acreditar na existência de uma
"quintessência do Universo"; e esta nada mais é que a "variável
oculta" que, cedo ou tarde, virá afim de eliminar de uma vez por todas com os dogmas
impostos pela física moderna.
Muito interessante. É o mesmo que questionar o que faz as cargas negativas serem
atraídas pelas positivas. O que seria essa "força"? E por que é dessa forma e
não as positivas serem atraídas pelas positivas e as negativas pelas negativas? :)
Resumindo: o que o elétron possui que o faz ser atraído pelo próton?
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2 |
De: Alberto Mesquita Filho
Data: Segunda-Feira, 15 de Março de 1999 18:14
Daniel F. Fraga escreveu na mensagem ...
Muito interessante. É o mesmo que questionar o que
faz as cargas negativas serem atraídas pelas positivas. O que seria essa
"força"? E por que é dessa forma e não as positivas serem atraídas pelas
positivas e as negativas pelas negativas? :)
Resumindo: o que o elétron possui que o faz ser atraído pelo próton?
Exatamente. Você captou perfeitamente a mensagem.
O que faz o elétron atrair o próton? O que faz matéria atrair matéria? O que faz
com que a matéria seja impenetrável, apesar de existir, entre suas partículas, muito
mais espaço vazio do que preenchido por entidades "materiais"? O que promove o
desvio de um raio de luz? Porque duas partículas elementares, projetadas uma em direção
a outra, sofrem um desvio mesmo sem se tocarem?
Quem responder a qualquer uma destas perguntas, certamente responderá às demais. Este
é um dos pouquíssimos questionamentos realmente importantes (para ser sincero, eu só
conheço mais um, e relaciona-se a atrito e/ou entropia) e para a qual a física atual
não conseguiu sequer levantar hipóteses (as únicas que conheço, e que possuem
fundamento científico, foram formuladas por Newton há mais de 300 anos). E este é o
caminho a ser seguido por quem pensa seriamente na unificação dos campos de forças. A
quintessência do Universo é o que está faltando para que a física abandone os absurdos
que vêm sendo cometidos desde que engavetaram a lógica newtoniana.
A física newtoniana é incompleta, sim, e por opção do próprio autor que, conforme
afirmou, não fazia conjecturas infundadas (alguns, dentre os que não entenderam Newton,
dizem que Newton não fazia hipóteses -- ele realmente chegou a afirmar isto, porém numa
época em que hipótese era sinônimo de "conjectura infundada" -- hoje
hipótese tem outro significado). Não obstante, a lógica newtoniana é perfeita e não
apóia-se em absurdos como identidades espaço-tempo ou matéria-energia, "spin"
que não seja "giro", dualidade corpúsculo-onda, etc.
[]'s
Alberto
 
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3 |
De: Daniel F. Fraga
Data: Segunda-Feira, 15 de Março de 1999 23:12
In article
<7cjsoj$sii48@oiapoque2.uol.com.br>,
"Alberto Mesquita Filho" writes:
Exatamente. Você captou perfeitamente a mensagem.
Obrigado!
O que faz o elétron atrair o próton? O que faz
matéria atrair matéria? O que faz com que a matéria seja impenetrável, apesar de
existir, entre suas partículas, muito mais espaço vazio do que preenchido por entidades
"materiais"? O que promove o desvio de um raio de luz? Porque duas partículas
elementares, projetadas uma em direção a outra, sofrem um desvio mesmo sem se tocarem?
Pois é Alberto, essas questões são realmente profundas. Você não acha que na hora
que descobrirmos, por exemplo, o que realmente atrai o próton e o elétron, teremos uma
"outra" propriedade dentro "desta" propriedade que acabamos de
descobrir? Eu não sei se fui claro, mas da mesma forma que uma das propriedades do
elétron é atrair-se pelo próton, quando descobrirmos o que realmente faz essa atração
ocorrer, haverá algo além dessa propriedade. Não consigo explicar bem :( Mas se for
isso infelizmente será algo infinito.
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4 |
De: Alberto Mesquita Filho
Data: Quarta-Feira, 17 de Março de 1999 01:35
Daniel F. Fraga escreveu na mensagem
<0mekc7.t97.ln@internetcom.com.br>...
Pois é Alberto, essas questões são realmente
profundas. Você não acha que na hora que descobrirmos, por exemplo, o que realmente
atrai o próton e o elétron, teremos uma "outra" propriedade dentro
"desta" propriedade que acabamos de descobrir?
Talvez sim, talvez não. Alguns acreditam que a ciência, algum dia, chegará a
explicar todos os fenômenos naturais. Os físicos do final do século passado acreditaram
estar próximos desta constatação, pelo menos em física. Foi quando surgiu a chamada
"catástrofe do ultravioleta", por um lado, e a experiência de Michelson e
Morley, por outro, a mostrarem quão longe os físicos estavam da verdade.
Eu não sei se fui claro...
Claríssimo.
...mas da mesma forma que uma das propriedades do
elétron é atrair-se pelo próton, quando descobrirmos o que realmente faz essa atração
ocorrer, haverá algo além desse propriedade.
Em primeiro lugar, precisaremos aprender a "dominar" esta nova propriedade.
É difícil saber o que virá depois, porém acredito que estaremos mais próximos da
verdade. De qualquer forma, eu não sou a pessoa mais indicada para tecer estes
comentários pois em minha teoria eu já conceituei esta propriedade, a que eu chamo por
"informação do movimento dos corpos". Os corpos em movimento emitiriam para o
espaço informações sobre o tipo de seu movimento (rotação e/ou translação). Estas
informações manifestar-se-iam como campos elétrico ou magnético ou gravitacional. Esta
emissão é imaterial e sem gasto energético. Porém, mudanças de movimento
(aceleração) seriam acompanhadas de modificações do campo; o limiar, entre o campo
antigo e o novo, seria uma região dotada de energia, caracterizando, por exemplo, o que
chamamos por onda eletromagnética. Não leve muito a sério esta imagem, pelo menos até
você terminar o vestibular que vai ter pela frente.
Não consigo explicar bem :( Mas se for isso
infelizmente será algo infinito.
Não creio que esta regressão seja infinita (pois se fosse, não poderia dizer que
estaríamos mais próximos da verdade; ou seja, infinito menos um ainda é infinito).
Acredito que um dia o homem conseguirá compreender o Universo. Estamos muito longe disto
mas se me perguntarem qual é a área do conhecimento que mais se aproxima desta aparente
utópica realidade, diria que é a física e, em especial, a física genuinamente
newtoniana.
Abraços
Alberto
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5 |
De: Daniel F. Fraga
Data: Quarta-Feira, 17 de Março de 1999 20:37
In article <7cnb1s$hqr27@oiapoque2.uol.com.br>,
"Alberto Mesquita Filho" writes:
Talvez sim, talvez não. Alguns acreditam que a
ciência, algum dia, chegará a explicar todos os fenômenos naturais. Os físicos do
final do século passado acreditaram estar próximos desta constatação, pelo menos em
física. Foi quando surgiu a chamada "catástrofe do ultravioleta", por um lado,
e a experiência de Michelson e Morley, por outro, a mostrarem quão longe os físicos
estavam da verdade.
Ops! Desculpe a ignorância Alberto mas não tenho conhecimentos sobre a
"catástrofe da ultravioleta". Se você achar que é um assunto que um leigo
tenha capacidade de compreender não hesite em explicar :) Se for muito avançado não tem
problema :)
Claríssimo.
:)
Em primeiro lugar, precisaremos aprender a
"dominar" esta nova propriedade. É difícil saber o que virá depois, porém
acredito que estaremos mais próximos da verdade. De qualquer forma, eu não sou a pessoa
mais indicada para tecer estes comentários pois em minha teoria eu já conceituei esta
propriedade, a que eu chamo por "informação do movimento dos corpos". Os
corpos em movimento emitiriam para o espaço informações sobre o tipo de seu movimento
(rotação e/ou translação). Estas informações manifestar-se-iam como campos elétrico
ou magnético ou gravitacional. Esta emissão é imaterial e sem gasto energético.
Porém, mudanças de movimento (aceleração) seriam acompanhadas de modificações do
campo; o limiar, entre o campo antigo e o novo, seria uma região dotada de energia,
caracterizando, por exemplo, o que chamamos por onda eletromagnética.
Nossa! Eu tive que ler 3 vezes para ter uma idéia do que você disse. Realmente acho
que para mim que sou leigo este assunto é extremamente profundo. Mas só por
curiosidade, o que seus colegas físicos acharam da sua teoria? Você publicou ela em
algum lugar para que mais físicos pudessem ler?
Não leve muito a sério esta imagem, pelo menos até
você terminar o vestibular que vai ter pela frente.
Heheh Ok :) Mas achei interessante! Pelo menos você foi a primeira pessoa que deu uma
explicação, pois sempre recebia "ninguém sabe" como resposta!
Não creio que esta regressão seja infinita (pois se
fosse, não poderia dizer que estaríamos mais próximos da verdade; ou seja, infinito
menos um ainda é infinito). Acredito que um dia o homem conseguirá compreender o
Universo. Estamos muito longe disto mas se me perguntarem qual é a área do conhecimento
que mais se aproxima desta aparente utópica realidade, diria que é a física e, em
especial, a física genuinamente newtoniana.
Concordo! A Física é uma ciência e tanto. Eu acho o máximo os físicos trabalharem
desde o nível do elétron (ou até menos!) até o nível do Universo propriamente dito.
Pergunta: na Física existe já algum conceito relacionado a esta "região dotada de
energia" que você falou? Outra coisa: como os físicos explicam aquela câmera russa
("Kirlian" se não me engano)?
 
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| 6a |
De: The Ph¥s Ø1
Data: Quarta-Feira, 17 de Março de 1999 04:58
Ops! Desculpe a ignorância Alberto mas não tenho
conhecimentos sobre a "catástrofe da ultravioleta". Se você achar que é um
assunto que um leigo tenha capacidade de compreender não hesite em explicar :) Se for
muito avançado não tem problema :)
Já leu "Bilhões e Bilhões", o último livro de Carl Sagan? É
obrigatório. :o)
[ ],
The Ph¥s Ø1
http://hello.to/thephys/
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| 6b |
De: Alberto Mesquita Filho
Data: Sexta-Feira, 19 de Março de 1999 02:04
Daniel F. Fraga escreveu na mensagem
<6bepc7.qn9.ln@internetcom.com.br...
In article <7cnb1s$hqr27@oiapoque2.uol.com.br,
Não tenho conhecimentos sobre a "catástrofe da
ultravioleta". Se você achar que é um assunto que um leigo tenha capacidade de
compreender não hesite em explicar
Não é muito complicado mas também não é tão simples. Relaciona-se ao espectro de
emissão de radiação por um corpo negro (digamos, uma cavidade com um orifício). As
equações da física clássica não conseguiam explicar a curva obtida de emissão de
radiação, observada pelo corpo negro, do lado do ultravioleta. Foi quando Planck sugeriu
a aplicação de uma matemática que levasse em conta a luz emitida em pacotes (quantas de
luz) e não de maneira contínua, como seria de se esperar para uma onda comum. O
incrível, para a época, foi que a matemática deu certo e, a partir daí, evoluiu o
conceito de fótons (devida a Einstein). Curiosamente, o raciocínio de Planck estava
errado, como foi mostrado muitos anos após por Einstein; mas a equação final estava
correta.
Mas só por curiosidade, o que seus colegas físicos
acharam da sua teoria?
No Brasil, apenas duas pessoas se manifestaram de maneira decente: Um matemático, da
USP, que disse não ter encontrado erros de matemática, e o Fábio Chalub que, aqui no
UOL, há um ano atrás, teve uma discussão acalorada comigo. Ele não aceita a teoria
mas, pelo menos, dignou-se a discuti-la, razão pela qual o tenho em grande
consideração e respeito. Um eminente matemático brasileiro sugeriu-me que publicasse a
teoria no exterior, posto que aqui no Brasil não encontraria ninguém em condições de
criticá-la, com o que não concordei (e o Fábio provou que eu tinha razão). Do exterior
tenho recebido algumas críticas e/ou sugestões (EUA, Reino Unido, Argentina, México,
Iugoslávia, Romênia, etc.). A crítica mais curiosa que recebi foi de um
"eminente" físico nosso conterrâneo que chegou a dizer: "Não nasceu um
brasileiro capaz de negar Einstein". Outras eu prefiro nem comentar.
Você publicou ela em algum lugar para que mais
físicos pudessem ler?
A parte principal da teoria está publicada em inglês em páginas Web (recebeu, até
hoje, 2409 visitas). Foi publicada em livro (em português) e na revista Integração (em
inglês e distribuída a todas as universidades brasileiras). O Web chega a ser citado em
alguns sites relacionados a teorias alternativas como, por exemplo, em http://www.weburbia.demon.co.uk/pg/particle.htm
Pergunta: na Física existe já algum conceito
relacionado a esta "região dotada de energia" que você falou?
Não da forma como eu falei (a não ser a Óptica III de Newton, escrita há mais de
300 anos). Não obstante, existem alguns conceitos misteriosos tais como o vácuo
quântico, o espaço relativístico, etc., mas eu não sou a pessoa mais indicada para
emitir opiniões a respeito.
Outra coisa: como os físicos explicam aquela câmera
russa ("Kirlian" se não me engano)?
Não sei se os físicos chegam a estudar este fenômeno. Aliás, existem muitos outros
fenômenos desprezados pelos físicos como, por exemplo, a teoria de Piccardi, sobre a
água ativada e a teoria de Kervran, sobre a transmutação a baixa energia (de natureza
biológica). Há quem diga que o Kervran, por esta teoria, teria sido indicado para
prêmio Nobel há cerca de 50 anos; não obstante, como sua teoria mexia com o monopólio
do Ferro, o que poderia provocar um caos econômico internacional, retirou-se a
indicação em troca de sua nomeação para Presidente da Academia de Ciências da
França, cargo que ocupou até sua morte. Seus livros (sete) estão esgotados (cheguei a
ler dois deles e, embora não possa dizer que concorde com tudo, sua teoria é, para dizer
o mínimo, fantástica).
Abraços
Alberto
 
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| 7 |
De: Daniel F. Fraga
Data: Sexta-Feira, 19 de Março de 1999 21:58
In article <7csl8a$i5r39@oiapoque2.uol.com.br,
"Alberto Mesquita Filho"writes:
O incrível, para a época, foi que a matemática deu
certo e, a partir daí, evoluiu o conceito de fótons (devida a Einstein). Curiosamente, o
raciocínio de Planck estava errado, como foi mostrado muitos anos após por Einstein; mas
a equação final estava correta.
Incrível mesmo! Fico surpreso, um raciocínio errado levar a uma equação correta. De
qualquer forma muitas vezes foram feitas descobertas por "erros" :)
No Brasil, apenas duas pessoas se manifestaram de
maneira decente: Um matemático, da USP, que disse não ter encontrado erros de
matemática, e o...
Não conter erros de matemática deve ser o primeiro passo para uma teoria ser válida
correto? Ou existe algum "paradoxo matemático" que até funciona mas até hoje
não foi explicado?
A crítica mais curiosa que recebi foi de um
"eminente" físico nosso conterrâneo que chegou a dizer: "Não nasceu um
brasileiro capaz de negar Einstein". Outras eu prefiro nem comentar.
Putz! Esse "eminente" físico jamais fará uma grande descoberta, visto que
considera Einstein um ser perfeito, a prova de erros. Eu sinceramente acho que você deve
defender sua teoria até a morte pois apesar de eu não ter nenhum conhecimento para
compreende-la, acredito que todos devemos defender aquilo que acreditamos. Estava vendo
uma aula de química e a Lei de Avogadro só foi aceita anos depois de ser apresentada
publicamente. Talves você esteja a frente de nosso tempo e por isso as pessoas não
compreenderam-no.
...http://www.weburbia.demon.co.uk/pg/particle.htm
Obrigado irei no site!
...outros fenômenos desprezados pelos físicos como,
por exemplo, a teoria de Piccardi, sobre a água ativada e a teoria de Kervran, sobre a
transmutação a baixa energia (de natureza biológica). Há quem diga que o Kervran, por
esta teoria, teria sido indicado para prêmio Nobel há cerca de 50 anos; não obstante,
como sua teoria mexia com o monopólio do Ferro, o que poderia provocar um caos econômico
internacional, retirou-se a indicação em troca de
Alberto, mas os físicos não estudam estes fenõmenos por preconceito ou por que não
tem valor científico para a Física? Pelo que sei a Física deveria estudar
"todos" os fenômenos físicos, não importando sua natureza correto?
É lamentável a Ciência ser brecada por questões econômicas :( De qualquer forma,
parabéns Alberto e espero que você não precise morrer para que sua teoria seja aceita,
afinal demoramos tanto para aceitar que a Terra girava em torno do sol e não o contrário
que eu gostaria que quase no ano 2000 pudéssemos encarar o mundo de forma diferente,
menos conservadora (não se apegando a teorias ditas inegáveis) e também de forma
menos egoísta (não brecando a Ciência por causa do monopólio do petróleo).
Obrigado. T+
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| 8a |
De: The Ph¥s Ø1
Data: Sábado, 20 de Março de 1999 04:58
Daniel F. Fraga escreveu na mensagem ...
Estava vendo uma aula de química e a Lei de Avogadro
só foi aceita anos depois de ser apresentada publicamente.
Um botânico português que vivia no Brasil, chamado Caminhoá, observou que o
crescimento de fungo Penicillium inibia as bactérias, mas ninguém deu bola, mesmo porque
nem o conceito de bactéria era muito aceito naquele tempo. Cem anos depois, o
inglês Alexander Fleming observou a mesma coisa e trabalhou para isolar a penicilina,
primeiro antibiótico sistêmico fabricado em larga escala, que, provavelmente, salvou o
mundo de uma grave epidemia de sífilis, após a 2ª Grande Guerra. Provavelmente, o
único registro da época ainda existente, sobre as observações de Caminhoá, estão em
algumas raríssimas cópias de um livro do botânico campinense Correia de Melo (sei da
existência de apenas 2 cópias desse livro com 250 anos de idade: um no Instituto
Agronômico de Campinas, outro numa biblioteca particular).
Miguel Servet propôs, na Espanha, que o sangue circularia em dois sistemas um tanto
distintos: haveria um circuito entre o coração e o pulmão e outro circuito entre o
coração e o restante do corpo. Foi queimado vivo, como feiticeiro (detalhe: por
protestantes, não católicos). Muito tempo depois, o inglês William Harvey propôs,
de novo, a existência da "pequena circulação", e ficou conhecido como seu
descobridor.
[ ],
The Ph¥s Ø1
http://hello.to/thephys/
 
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| 8b |
De: Alberto Mesquita Filho
Data: Domingo, 21 de Março de 1999 00:43
Daniel F. Fraga escreveu na mensagem ...
In article <7csl8a$i5r39@oiapoque2.uol.com.br>,
Não conter erros de matemática deve ser o primeiro
passo para uma teoria ser válida, correto?
Para a análise de uma teoria já pronta e publicada, creio que seja um bom sinal. Não
obstante, uma teoria começa sempre pela intuição (estalo, insight) e, a partir daí,
segue-se o raciocínio lógico que não se limita única e exclusivamente à matemática,
mas também. Entre a intuição e a percepção lógica dos fatos, vai um longo caminho,
repleto de erros e acertos.
Ou existe algum "paradoxo matemático" que
até funciona mas até hoje não foi explicado?
Existem muitos. O "spin", por exemplo, é uma entidade matemática: é um
"giro" que não significa giro ou rotação. As "órbitas permitidas"
de Bohr são regiões matemáticas onde o elétron "está autorizado" a não se
comportar como carga elétrica. Na minha teoria o elétron não é uma carga elétrica mas
uma partícula dotada de simetria cilíndrica, relacionada a seu giro, e que, ao lado de
outras semelhantes, e dispostas de maneira caprichosa no espaço, gera uma carga
elétrica; desta maneira ele tanto pode girar, efetivamente, quanto orbitar o átomo sem
emitir energia radiante; a matemática a ser utilizada em física deve ser conseqüência
do que é observado experimentalmente e não o contrário, qual seja, a física aceitar a
matemática que dá certo, sem explicações outras.
Por falar em matemática que funciona, diria que na minha teoria existe uma equação
para o campo de um elétron individual que é diferente do campo de Coulomb mas que, ao
ser integrada para uma carga elétrica, nos leva à lei de Coulomb e, ao ser integrada
para uma corrente elétrica, nos leva à lei de Ampère. Isto não implica em que a teoria
esteja correta mas é um argumento de peso a seu favor.
Estava vendo uma aula de química e a Lei de Avogadro
só foi aceita anos depois de ser apresentada publicamente.
Isto é muito comum em ciência. Não conheço um grande cientista que não tenha, de
alguma maneira, passado pelo que chamo "Inquisição dos Tempos Modernos".
Alberto, mas os físicos não estudam estes fenômenos
por preconceito ou por que não tem valor científico para a Física?
A maioria dos físicos desconhece Louis Kervran. Certa vez fiz uma "pesquisa"
a respeito na USP e notei que os entrevistados jamais ouviram falar da "Teoria de
Transmutação Biológica a Baixa Energia" de Kervran. Este problema está
relacionado à mídia científica que, via de regra, não está nas mãos dos cientistas
comuns. A transmutação é importantíssima para a física; e a transmutação a baixa
energia seria algo de valor inestimável. Imagine você conseguir dominar a produção de
um elemento químico raro a partir de outro encontrado facilmente na natureza [A alquimia
tentou fazer isto, mas era considerada não científica pois não possuía nenhuma teoria
ou achado experimental a justificá-la; era algo próprio de magos]. Porém, os maiores
benefícios da teoria de Kervran seriam para a medicina. Como Kervran parece ter
demonstrado em seus livros, qualquer organismo vivo utiliza-se deste processo,
transformando um elemento químico em outro em determinadas circunstâncias.
...espero que você não precise morrer para que sua
teoria seja aceita
Eu me satisfaria com menos. Não espero que a aceitem, mas apenas que não a ignorem.
Caso contrário sou obrigado a pensar que os demais físicos estão me ignorando não
porque minha teoria não seja boa mas por incompetência em provarem que estou errado. E
não há nada de mais triste para um cientista do que perceber que está rodeado por um
bando de arrogantes e ignorantes. E é por isso que admiro o Fabio Chalub que, ao invés
de me ignorar, estudou a minha teoria e tentou me convencer de que eu estava errado; em
não conseguindo, fez uma opção lógica e continuou com suas convicções íntimas e sua
fé na física moderna (a esse respeito, vide a poesia postada na outra thread).
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| 9 |
De: Daniel F. Fraga
Data: Domingo, 21 de Março de 1999 20:14
In article <7d1r69$jql44@oiapoque2.uol.com.br>,
"Alberto Mesquita Filho" writes:
...insight) e, a partir daí, segue-se o raciocínio
lógico que não se limita única e exclusivamente à matemática, mas também. Entre a
intuição e a percepção lógica dos fatos, vai um longo caminho, repleto de erros e
acertos.
Este "insight" muitas vezes é o que dá a resposta definitiva para várias
coisas. É fantástico!
Na minha teoria o elétron não é uma carga elétrica
mas uma partícula dotada de simetria cilíndrica, relacionada a seu giro, e que, ao lado
de outras semelhantes, e dispostas de maneira caprichosa no espaço, gera uma carga
elétrica; desta maneira ele tanto pode girar, efetivamente, quanto orbitar o átomo sem
emitir energia radiante; a matemática a ser utilizada em física deve ser conseqüência
do que é observado fisicamente, e não o contrário, qual seja, a física aceitar a
matemática que dá certo, sem explicações outras.
Vamos supor que sua teoria fosse aceita amanhã no mundo inteiro. Teríamos que mudar
todo o conceito que temos em relação ao elétron correto? Pois é, ainda bem que você
tem acesso a net, assim pode espalhar sua teoria nos 4 cantos do mundo.
Por falar em matemática que funciona, diria que na
minha teoria existe uma equação para o campo de um elétron individual que é diferente
do campo de Coulomb mas que, ao ser integrada para uma carga elétrica, nos leva à lei de
Coulomb e, ao ser integrada para uma corrente elétrica, nos leva à lei de Ampère. Isto
não implica em que a teoria esteja correta mas é um argumento de peso a seu favor.
Então as peças estão se encaixando? Concordo que seja um ótimo sinal. Alberto
infelizmente não temos como provar correto? O fato de não se ter definido ainda
exatamente um elétron é o fato de não poder ser visto "parado"? Aquela
história do orbital que o elétron não para de se mexer e tal... Quando poderemos provar
de vez que uma teoria referente ao elétron estará correta?
...tenha, de alguma maneira, passado pelo que chamo
"Inquisição dos Tempos Modernos".
Exato! :)
A maioria dos físicos desconhece Louis Kervran. Certa
vez fiz uma "pesquisa" a respeito na USP e notei que os entrevistados jamais
ouviram falar da "Teoria de Transmutação Biológica a Baixa Energia" de
Kervran. Este problema está relacionado à mídia científica que, via de regra, não
está nas mãos dos cientistas comuns. A transmutação é importantíssima para a
física; e a transmutação a baixa energia seria algo de valor inestimável. Imagine
você conseguir dominar a produção de um elemento químico raro a partir de outro
encontrado facilmente na natureza [A alquimia tentou fazer isto, mas era considerada não
científica pois não possuía nenhuma teoria ou achado...
Nossa! Essa história dos alquimistas é interessante mesmo. Mas se você transformasse
algo em ouro será que não iam começar a levar para o lado da ganância? Ou melhor,
será que ia se criar um choque econômico no mercado do ouro? Então quer dizer que
"teoricamente" é possível se obter um elemento a partir de outro? Mas o que
falta para a teoria de Kervran ser comprovada?
...que perceber que está rodeado por um bando de
arrogantes e ignorantes. E é porisso que admiro o Fabio Chalub que, ao invés de me
ignorar, estudou a minha teoria e tentou me convencer de que eu estava errado; em não
conseguindo, fez uma opção lógica e continuou com suas convicções íntimas e sua fé
na física moderna (a esse respeito, vide a poesia postada na outra thread).
Tem razão. Deve-se analisar todas as hipóteses. Alberto o que falta pra você digamos
"provar" sua teoria? Ou neste caso a "prova" só pode ser no campo da
Matemática?
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De: Alberto Mesquita Filho
Data: Terça-Feira, 23 de Março de 1999 00:01
Daniel F. Fraga escreveu na mensagem
<7hu3d7.805.ln@internetcom.com.br>...
Vamos supor que sua teoria fosse aceita amanhã no
mundo inteiro. Teríamos que mudar todo o conceito que temos em relação ao elétron
correto?
Em termos. O que sabemos hoje sobre o elétron é muito pouco; logo, sob esse aspecto,
não há muito a ser mudado. A rigor, o que sabemos relaciona-se a dados fenomenológicos.
Estes derivam da experimentação e não há o que mudar, a menos que se utilize de dados
observacionais mais sofisticados. Poderíamos encontrar explicações para fenômenos
ainda não explicados como, por exemplo, a não emissão de radiação em determinadas
situações em que o elétron é acelerado como, por exemplo, numa órbita permitida ou
num supercondutor.
O fato de não se ter definido ainda exatamente um
elétron é o fato de não poder ser visto "parado"?
Não. Essa história de o elétron "não poder ser visto parado" decorre do
Princípio da Incerteza. Obviamente, para os que aceitam o princípio da incerteza seria
um absurdo pretender conceituar o elétron como uma partícula real. Não tenha dúvidas:
Se a física quântica estiver correta o homem jamais conseguirá determinar a natureza
íntima da matéria (Isto qualquer físico quântico tem como certo). A esse respeito,
Schrödinger, um dos pais da física quântica (talvez o mais importante depois de Bohr)
assim se referiu:
"Esperamos que a vacilação de conceitos e opiniões signifique apenas um
intenso processo de transformação, que conduzirá finalmente a algo melhor do que as
confusas séries de fórmulas que cercam o nosso tema."
Para os que não sabem, a principal destas "confusas fórmulas", a equação
que contém em seu bôjo todos os dogmas da física quântica, chama-se Equação de
Schrödinger. Schrödinger, por declarações como esta, foi condenado na
"Inquisição dos Tempos Modernos".
Quando poderemos provar de vez que uma teoria
referente ao elétron estará correta?
Segundo Popper, uma teoria nunca é definitivamente comprovada. Ela pode ser falseada,
ela pode ser corroborada, mas nunca comprovada com 100% de exatidão. Talvez haja algum
exagero, mas a afirmação de Popper tem muito de verdade.
Nossa! Essa história dos alquimistas é interessante
mesmo. Mas se você transformasse algo em ouro
A teoria de Kervran não chega a tanto. Segundo Kervran, e pelo que me lembro da
leitura de dois de seus livros, é possível transformar sódio em potássio, magnésio em
cálcio (estas reações ocorreriam em seres humanos, aves, etc.), e existiriam bactérias
que transformariam um determinado elemento (não me lembro qual) em ferro. Lembro-me
também da produção de fósforo (em vegetais).
Mas o que falta para a teoria de Kervran ser
comprovada?
Simplesmente repetir as experiências que ele relatou ter feito. Nada tão complicado.
Não sou um "expert" no assunto, mas me arriscarei a dar um exemplo, não com a
finalidade de dizer que tal ocorrerá mas, apenas, para mostrar como seria simples: Separe
duas populações idênticas de ovos de galinha (no mínimo um ovo para cada população).
Numa delas, dose a quantidade total de cálcio. Na outra deixe os ovos chocarem, até se
transformarem em pintos. Sacrifique os pintos e determine a quantidade total de cálcio,
incluindo o que restar da casca. Se os valores forem "significativamente"
diferentes, ou seja, na segunda amostra a quantidade de cálcio for o dobro, o triplo ou
mais do que na primeira amostra, poderíamos dizer que o cálcio foi criado de alguma
forma durante a transformação ovo-pinto. Ou não? Quase todas as experiências propostas
por Kervran são extremamente elementares.
Alberto o que falta pra você digamos
"provar" sua teoria? Ou neste caso a "prova" só pode ser no campo da
Matemática?
Não. A matemática é importante, é fundamental, mas não é decisiva. O que falta é
submetê-la à experimentação, à comprovação ou não de suas previsões (pelo menos
uma, e a meu ver, é a mais fácil de ser testada, está citada no Web).
 
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