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De:
Psabs®
Grupo: uol.ciencia
Data: Segunda-feira, 28 de Junho de 1999 01:09
As ondas magnéticas são feitas de átomos? E os fótons? São só luz?
De: Alberto Mesquita Filho
Grupo: uol.ciencia
Data: Segunda-feira, 28 de Junho de 1999 03:05
Olá Psabs®!
Sinto, pelas perguntas efetuadas, que você deve ser iniciante no assunto. Vou tentar
respondê-las de forma elementar. Por outro lado, as respostas envolvem temas ainda não
bem conhecidos pela física da atualidade. Por cima de seus questionamentos poderia apelar
para argumentações conflitantes de modo a gerar diálogos intermináveis e um livro de
500 páginas creio que não seria suficiente para esgotar o assunto.
> As ondas magnéticas sao feitas de atomos? E os
fótons? São só luz?
Não. Os átomos são os menores constituintes químicos da matéria e, num nível
acima teríamos as moléculas. Os átomos são ainda formados por um núcleo, que contém
partículas como os prótons e os nêutrons, e uma eletrosfera, onde se localizam os
elétrons. Digamos que estas partículas (prótons, nêutrons e elétrons sejam
constituintes físicos da matéria) e, graças à maneira como se agrupam, constituem os
átomos. Podemos ainda pensar em partículas menores e aí "talvez" chegássemos
aos quarks, ao fóton, ao neutrino e outras partículas estudadas pela física moderna.
Nada impede que, no futuro, venhamos a chegar numa partícula única a constituir todas as
demais (os átomos de Demócrito, também imaginados, no século XVII, por Newton) mas
estaríamos partindo para o terreno das hipóteses. O termo átomo vem do grego e
significa o indivisível ou sem partes (tomo = parte). Perceba então que o que hoje
chamamos átomo não tem nada a ver com a idéia original.
As ondas eletromagnéticas, os fótons e a luz, a que você se refere, poderíamos
dizer que são emitidas pela matéria em determinadas condições. Como, via de regra, a
matéria, enquanto tal, não se consome ao emitir tais elementos, e nem mesmo se modifica
quimicamente (há exceções a esta regra), não podemos dizer que sejam feitas de átomos
(no sentido atual do termo). Poderíamos, quando muito, dizer que seriam feitas por
partículas menores contidas nos átomos e, até mesmo, por átomos de Demócrito. Não
obstante, há muitas evidências a contrariar esta idéia. Ao que parece, o fenômeno é
mais complexo.
Vejamos agora os três outros conceitos a que você se referiu: ondas, fótons e luz.
Sob certos aspectos podemos dizer que luz e onda eletromagnética é a mesma coisa.
Alguns preferem considerar luz apenas as ondas eletromagnéticas que afetam nossa visão;
outros conservam a identidade e chamam a estas últimas de luz "visível". O
termo "onda" tem dado origem a confusões homéricas. Inicialmente ele foi
proposto para explicar fenômenos que se propagam de forma semelhante ao observado quando
se joga uma pedra na água; teríamos então uma onda mecânica em que o que se propaga é
o movimento na vertical e não a água em si (uma rolha, por exemplo, oscila segundo um
eixo vertical, à medida que a onda passa por ela). Posteriormente observou-se que o som
propaga-se de maneira semelhante, como oscilação das partículas do ar, oscilação esta
que passa de uma para as outras partículas. O som também seria uma onda mecânica, ainda
que de natureza um pouco diversa. As duas ondas descritas necessitam de um meio no qual o
movimento (e daí o nome onda mecânica) se propaga (não é a matéria quem se propaga
mas o movimento da matéria).
Por aí já dá para se perceber que, caso a luz seja de natureza ondulatória, não se
trata de uma onda comum, ou seja, a luz não pode ser uma onda mecânica. E é simples
explicar isso: ela propaga-se no vácuo onde não existe matéria a vibrar e a transmitir
esta vibração para matérias vizinhas. No entanto, algumas experiências, efetuadas
principalmente no século passado, levaram os físicos a admitir a natureza ondulatória
da luz. Pensou-se então num éter (a quintessência do universo), ou num meio não
material e que, à semelhança da matéria, transporta também alguma coisa a qual não
poderíamos chamar de movimento da matéria mas que, como esse, contém energia; tanto é
que sabemos que a luz transporta energia (a luz, dentre outros efeitos, aquece os corpos).
Não demorou muito para que se demonstrasse experimentalmente a inconsistência da idéia
de éter (experiência de Michelson-Morley, principalmente). Com esses dados, as
soluções pensadas na época foram: 1) a luz seria corpuscular, tal como previsto por
Newton; ou 2) a luz seria um fenômeno de natureza desconhecida e que por razões
desconhecidas adapta-se a equações semelhantes àquelas utilizadas no estudo dos
fenômenos ondulatórios. Os físicos optaram por esta segunda saída mas, por razões
históricas, conservaram a denominação "onda". Conseqüentemente, "onda
eletromagnética", mesmo que se comprove a natureza não corpuscular da luz, na
realidade não é uma "onda" no sentido primitivo da palavra, mas um fenômeno
de outra natureza e que matematicamente satisfaz as equações de onda.
No início deste século Einstein mostrou que em determinadas condições a "onda
eletromagnética" comportava explicações outras que a aproximavam de uma natureza
corpuscular (efeito fotoelétrico) e contrariavam sua natureza ondulatória. Isto não
chegou a ser um grande problema posto que já se sabia que a luz não era, apropriadamente
dizendo, uma onda; logo, porque estranhar que em determinadas condições ela contrariasse
esta natureza que não tem? A saída para o dilema foi simples: em determinadas
condições, a luz aparentasse-nos como sendo ondulatória e, em outras, como sendo
corpuscular.
A coisa seria simples se os físicos aceitassem esta dualidade como o produto de uma
ignorância; aliás, Einstein, até a sua morte, adotou esta atitude sábia. Na realidade,
não haveria uma dualidade: luz não é nem corpúsculo nem onda; é apenas algo
desconhecido por nós e que manifesta-se ora de uma forma, ora de outra. A esse objeto que
às vezes simula ser um corpúsculo, podendo ser pensado então como uma quantidade
localizada de energia, Einstein chamou de fóton.
A evolução da física, neste século, e sob esse aspecto, não valorizou a essência
do pensamento de Einstein. A dualidade foi encarada como uma propriedade inerente aos
fótons e não demorou muito para que se expandisse essa dualidade para as demais
partículas (elétrons, prótons, átomos, moléculas e até mesmo para partículas
maiores, como uma bola de futebol). A ignorância constatada por Einstein foi colocada
embaixo do tapete e erigiu-se, sobre este tapete, a mecânica quântica, apoiada nesta
dualidade e em outros dogmas que foram sendo fabricados em série. Hoje, sem contrariar
nenhum dos dogmas da física moderna, poderia dizer que ao ler esta mensagem você seja
constituído por "corpúsculos"; mas, assim que deixar o computador de lado e
for dormir, transformar-se-á numa "onda". Conseqüentemente, e sob esse
aspecto, poderíamos dizer não que "as ondas são feitas de átomos", como
você afirmou em sua mensagem, mas que em determinadas condições "os átomos são
feitos de ondas".
Espero ter sido claro.
Abraços
Alberto
De: Daniel F. Fraga
Grupo: uol.ciencia
Data: Terça-feira, 29 de Junho de 1999 07:29
"Alberto Mesquita Filho" writes:
> Espero ter sido claro.
Claríssimo! Alberto, então por que ao invés da Física aceitar a luz como algo novo,
ela fica tentando encaixar em modelos existentes? Se em determinadas condições os
átomos são feitos de ondas então estamos diante de algo totalmente novo? Ou não?
Começo a entender mais sobre o paradoxo da Física Quântica lendo suas mensagens.
De: Alberto Mesquita Filho
Grupo: uol.ciencia
Data: Terça-feira, 29 de Junho de 1999 21:54
Daniel F. Fraga escreveu
> ... então por que ao invés da Física aceitar a
luz como algo novo, ela fica tentando encaixar em modelos existentes?
Infelizmente a maioria dos físicos conformou-se com o conformismo. Einstein, dentre
outros, deixou claro que a física moderna está incompleta e que os físicos deveriam
procurar por saídas novas. Não obstante, ninguém deu ouvidos a Einstein sob esse
aspecto. Aliás, este é um outro tipo de dualidade também aceita pelos físicos
quânticos, qual seja: em determinadas condições consideram Einstein um gênio; em
outras, um imbecil.
Existem exceções a essa regra. Alguns raros físicos estão procurando por saídas
novas a respeito. A título de curiosidade, estou estudando uma destas que encontrei em
minhas andanças pela Internet (creio que não foi aceita para publicação em revistas
"dignas" de crédito). Está em http://www.rideau.net/~gaasbeek/.
A idéia original pareceu-me ser muito boa e não vai contra o senso comum; porém em
algum ponto da teoria, que ainda não localizei, o autor parece ter cometido algum deslize
que o levou a conclusões estranhas, a meu ver. De qualquer forma, o autor comete também
o pecado inicial de confundir "elétron" com "carga elétrica", erro
crasso que já comentei neste news, importado da era em que se acreditava em "fluidos
elétricos" e que responde não só pelas falácias da teoria de Maxwell, a nível
microscópico, como também pelos remendos a essa teoria e que deram origem à física
moderna. Sob esse aspecto não conheço nenhuma teoria, além da minha, que não se apoie
neste erro.
> Se em determinadas condições os átomos são
feitos de ondas então estamos diante de algo totalmente novo? Ou não?
Com efeito. Resta esclarecer o que seria este artefato que tem sido chamado
"onda". Onda certamente não é. Sob esse aspecto digo que precisamos pensar num
modelo não ondulatório que ao ser expresso matematicamente apresente equações que ora
simulam um fenômeno corpuscular, ora um fenômeno ondulatório, ainda que não seja nem
uma coisa nem outra.
[]'s
Alberto
De: Alberto Mesquita Filho
Grupo: uol.ciencia
Data: Quarta-feira, 30 de Junho de 1999 03:43
Alberto Mesquita Filho escreveu em 28/06
> Espero ter sido claro.
Recebi alguns e-mails que me deixaram em dúvida quanto à clareza apontada. Resolvi
desta forma completar a resposta com novos dados.
# O que seria realmente uma onda eletromagnética?
Talvez seja mais um nome que utilizamos para ocultar nossa ignorância. Por exemplo,
quando digo que um corpo cai porque existe um "campo gravitacional", estou
admitindo que você saiba o que é um "campo gravitacional". No entanto se
formos perguntar a um físico qualquer o que é um campo gravitacional ele irá nos dar
uma resposta que muito provavelmente será equivalente a dizer: é um local onde os corpos
com massa caem. Com a luz acontece a mesma coisa: ao dizermos que a luz é uma onda
eletromagnética não estamos respondendo nada, apenas jogando com as palavras. De uma
coisa podemos estar certos: as "ondas" eletromagnéticas existem e não apenas
como luz visível.
# O termo "onda" não seria um tanto quanto
confuso, ao nos levar a pensar nas ondas conhecidas e com as quais entramos em contato no
nosso dia-a-dia?
Com efeito. Quando, no século passado, tentou-se explicar o que é a luz, percebeu-se
que ela possuia algumas propriedades que a tornavam semelhante às ondas comuns como, por
exemplo, comprimento de onda, reflexão, refração, inflexão ou difração, etc.
Sob certos aspectos, fenômenos de natureza corpuscular apresentam algo similar a todas
essas propriedades. Por exemplo: 1) uma rajada de metralhadora têm um comprimento entre
dois projéteis que assemelha-se a um "comprimento de onda"; 2) uma bola, ao ser
arremessada a uma parede, sofre reflexão; 3) um projétil ao ser lançado à água sofre
uma "refração", um pouco diferente da refração ondulatória, porém não
deixa de ser um efeito análogo; 4) um cometa ao passar próximo a um planeta tem sua
trajetória inflectida e se passar entre dois planetas sofrerá um efeito que assemelha-se,
sob certos aspectos, à difração.
Ainda no século passado, e para que se comprovasse que a luz era ondulatória,
julgou-se que seria suficiente provar a existência de um éter, ou seja, de um meio que a
transportasse, tal como acontece com as demais ondas. Caso esse éter fosse um meio
material, poderíamos dizer que a luz seria uma onda mecânica, a exemplo daquelas já
conhecidas e diferindo delas apenas pelo caráter das vibrações que se propagam (uma
onda de água vibra transversalmente, uma onda de som vibra longitudinalmente e uma onda
de luz provavelmente vibraria transversalmente, ainda que de natureza diferente da onda
aquática). Mas para que esse éter fosse material ele deveria explicar muitos fenômenos
estranhos relacionados à elasticidade, à ponderabilidade (certamente teria massa e,
conseqüentemente, peso, caso fosse material). Não havia nada a sustentar a natureza
ondulatória da luz que não fossem as propriedades acima citadas (reflexão, etc.).
Por outro lado, o eletromagnetismo estava, no século passado, chegando à conclusão
de que a luz poderia ser um tipo diferente de onda. Ao invés de ser uma onda mecânica, a
transmitir vibrações mecânicas, seria uma onda eletromagnética, a transmitir
vibrações eletromagnéticas. E, com efeito, a teoria de Maxwell praticamente chegou a
essa constatação, ainda que não explicasse o que são essas vibrações
eletromagnéticas. Poderão me contestar dizendo que seriam campos elétricos e
magnéticos propagando-se pelo espaço mas neste caso, e como me referi no início desta
mensagem para campos gravitacionais, pergunto: O que são campos elétricos e magnéticos?
Esta pergunta também ainda não foi respondida pela física. Sabemos que eles existem,
sabemos como agem, sabemos em que agem, mas não sabemos o que são. São apenas dois
nomes que criamos para acobertar nossa ignorância.
Aceitando-se esta realidade como provisória (a onda eletromagnética como propagando
uma vibração diferente da mecânica), optou-se pela aceitação de um éter não
material. Seria uma substância de natureza diferente da material e portanto não deveria
apresentar as características próprias à matéria como, por exemplo, a massa. Não há
nada estranho nesta "aceitação", posto que alguma coisa realmente parecia
estar sendo propagada por um meio que não tinha nada, do ponto de vista material, além
de vácuo, ou seja, ausência de matéria. Este éter já havia sido concebido e rejeitado
por Newton, porém acabou sendo ressuscitado.
As complicações de ordem epistemológica (epistemologia = teoria do conhecimento)
eram muitas. Havendo o éter estávamos admitindo a existência de algo que até então
havia fugido às nossas percepções. Tratava-se, sob vários aspectos, do que poderia ser
chamado a "quintessência do universo". Por um lado, o termo quintessência
completa o raciocínio dos gregos, que admitiam como fundamentais "terra, água, fogo
e ar"; e por outro completa a física newtoniana que apóia-se em "espaço,
matéria, movimento da matéria, e tempo).
A idéia do éter não durou muito. Michelson e Morley tentaram demonstrar sua
existência numa experiência muito bem conduzida e chegaram à conclusão de que o éter,
como proposto, não existia. A conclusão a que se chega é muito simples: a
"onda" eletromagnética, ou luz, como queira, não é uma onda.
Poderíamos então voltar a pensar numa luz corpuscular, porém a natureza corpuscular
da luz também não explicava todos os fenômenos observados com a luz e, em especial,
aqueles relacionados à sua natureza eletromagnética. A outra idéia seria aceitar o
conceito da luz não ser nem corpúsculo nem onda mas algo de natureza desconhecida e que
se manifesta às vezes como corpúsculo (algumas experiências nos levam a essa
constatação) e outras vezes como onda (a matemática ondulatória encaixa-se como uma
luva em muitos dos fenômenos relacionados à luz). Passou-se então a aceitar que a luz
é uma "onda" eletromagnética ao mesmo tempo em que se convencionou que esta
onda não era similar a nenhuma das demais ondas conhecidas. Para os que aceitam esta
realidade a luz é uma "onda" eletromagnética e ponto final (na minha opinião,
estão tentando tapar o sol com uma peneira ou então, como me referi, colocaram suas
dúvidas em baixo de um tapete e construíram, sobre este tapete, o que chamam física
quântica).
Vou repetir aqui um trecho de uma mensagem que enviei recentemente a alguém que me
pressionou (no bom sentido) com esta mesma dúvida:
"Na minha opinião, o fenômeno luz não é nem ondulatório nem corpuscular. A
matéria, em virtude de seu movimento, emite para o espaço informações deste movimento
(essa idéia é originalmente de Newton e o que chamo por "informações de
movimento" Newton chamava "vibrações emitidas pelos corpos" ou então, em
alguns textos, "espírito da matéria" - vide Óptica III de Newton). Essas
informações são imateriais (essa idéia também é de Newton e está apresentada em
algumas das cartas que enviou a colegas ou amigos). Estas "informações de
movimento", ou "informações motoras" seriam as causas dos campos
gravitacional, elétrico, magnético ou de interações fortes, conforme a partícula
emissora estivesse em movimento de translação (aproximação ou fuga) ou rotação
(vista pelos pólos ou pelo equador) [essa idéia já é minha, conquanto Newton tenha
deixado algumas considerações a respeito, e tenho exposto em minhas teorias ainda não
aceitas pela coletividade científica mundial]. Ou seja, as partículas emitem
informações que constituem o que conhecemos como campos de força. Até aí não temos o
fenômeno luz.
Quando uma partícula emite informações (imateriais) de seu giro, ela cria um campo
eletromagnético. Se esta partícula for acelerada, o campo irá variar para um observador
que esteja em repouso, ou mesmo em movimento uniforme. Esta variação do campo é sentida
como "onda" eletromagnética ou mesmo luz, dependendo das características da
aceleração a provocar este campo mutante. Não é impossível que, no caso específico
luz, o campo mutante seja acompanhado por partículas perdidas pelos elétrons em virtude
da aceleração.
Perceba, no que se refere às "informações motoras" que, embora imateriais,
elas são emitidas e, portanto, têm uma natureza, sob este aspecto (o da emissão),
semelhante à material, não necessitando portanto de um meio para se propagar.
Necessitam, no entanto, de um recipiente que as contenha, e este nada mais é do que o
espaço, esteja ele preenchido por ar ou não. A informação motora seria, nada mais,
nada menos, a milenar quintessência do Universo, proposta pelos antigos gregos.
Em resumo: seguindo a física acadêmica, a melhor resposta é aquela dada por Einstein
e que poderia ser sintetizada num clássico "não sei". No entanto, como sou um
teorizador e tenho uma resposta, ainda que não aceita pelos demais físicos, não poderia
deixar de dizer o que penso a respeito. Se você estiver se preparando para alguma prova
de física (vestibular, concurso, etc.), desconsidere os três parágrafos acima. Caso
tenha achado interessante, minha teoria está em inglês em
http://www.ecientificocultural.com.
Obs.: exige conhecimentos de Cálculo Integral)."
Espero ter deixado claro que minha física, ainda que não clássica, no sentido hoje
adotado, é essencialmente newtoniana. Newton considerava como fundamentais o
"espaço", a "matéria", o "movimento da matéria" e o
"tempo"; e eu tenho acrescentado o que chamo "informação do movimento da
matéria", algo imaterial e que se confunde em muito com as "vibrações
emitidas pela matéria" ou o "espírito da matéria" referidos por Newton
ou ainda "variáveis escondidas da física quântica", procuradas por Einstein.
O importante é perceber que existe uma "quintessência do Universo",
queiramos ou não. Para alguns, a quintessência é o éter; para Einstein, seriam as
variáveis escondidas; para os físicos quânticos, existiria um vácuo quântico a
preencher, de uma forma sui-generis, a lacuna apontada por Einstein. Para mim existem as
informações emitidas pela matéria em movimento e a informar o tipo de movimento
apresentado. Se isto for loucura, somos todos loucos, cada um a sua maneira.
Com respeito à loucura, há pouco mais de um ano, ao ser questionado por um teorizador
inglês, Bruce Harvey, sobre a aceitação de minha teoria entre meus compatriotas, haja
vista o quanto ele padecia em seu país por sua loucura em procurar por novas saídas,
respondi:
Our madness resides in our courage of showing our ideas.
Ao repetir esta última frase (que pode ser traduzida por "nossa loucura reside em
nossa coragem de expressarmos nossas idéias"), ele acrescentou:
"I love it".
[]'s
Alberto
De: Daniel F. Fraga
Grupo: uol.ciencia
Data: Quarta-feira, 30 de Junho de 1999 19:33
Alberto Mesquita Filho" escreveu em 29/06:
> http://www.rideau.net/~gaasbeek/.
Obrigado pelo site!
> Sob esse aspecto não conheço nenhuma teoria,
além da minha, que não se apoie neste erro.
Eu pensei em sugerir que você enviasse um e-mail ao autor do site relatando seu (o
dele) erro mas já que as outras teorias também contém o erro... E também talvez seria
comprar briga desnecessária caso o autor seja muito durão.
> Resta esclarecer o que seria este artefato que
tem sido chamado "onda". Onda certamente não é. Sob esse aspecto digo que
precisamos pensar num modelo não ondulatório que ao ser expresso matemáticamente
apresente equações que ora simulam um fenômeno corpuscular, ora um fenômeno
ondulatório, ainda que não seja nem uma coisa nem outra.
Seria algo como uma "equação dinâmica"? (talvez eu tenha falado besteira).
Entendo o que você quer dizer. Seria um mecanismo "dinâmico" que
automaticamente trocasse de um fenômeno a outro sem intervenção humana ;) xiiii :)
Enfim, teria que ser algo "variável". Poxa vida mas acho que nunca vi uma
equação "variável" ou "dinâmica" ou mesmo "viva". Vai
ser um trabalho danado (eu estou como papagaio pois falo falo falo e não chego a lugar
nenhum, melhor eu ficar quieto e começar a estudar ;).
Obrigado Alberto!
De: Alberto Mesquita Filho
Grupo: uol.ciencia
Data: Sexta-feira, 02 de Julho de 1999 07:18
Daniel F. Fraga escreveu
> Obrigado pelo site!
De nada. "Uma mão lava a outra." Tenho acompanhado muitos sites
interessantes que você tem indicado e só não fiz comentários porque são locais onde
tenho mais a aprender do que a acrescentar.
> Eu pensei em sugerir que você enviasse um e-mail
ao autor do site relatando seu (o dele) erro mas já que as outras teorias também contém
o erro... E também talvez seria comprar briga desnecessária caso o autor seja muito
durão.
Normalmente os bons teorizadores (e me parece ser o caso) são bastante receptivos.
Tenho pensado em escrever ao autor mais no sentido de comentar algumas convergências em
nossas teorias do que propriamente em apontar possíveis erros. Por exemplo, a idéia
fundamental dele seria a de que um elétron percorre "sempre", mesmo quando em
linha reta, uma trajetória espiralada (ou seja, o que dizemos trajetória retilínea do
elétron seria o eixo de uma espiral). Com isto o Gaasbeek consegue chegar a algumas
equações interessantes. No entanto, se o elétron for uma partícula dotada de giro
clássico e locomover-se no sentido do eixo deste giro, como assumo em minha teoria,
qualquer ponto material situado neste elétron descreverá uma trajetória espiralada; e
com este artifício eu chegaria às mesmas equações a que ele chegou. Obviamente ele
não pôde chegar à simplificação a que cheguei pelo fato de considerar o elétron uma
carga elétrica e esta carga, para que explicasse muitos fenômenos observáveis, deveria
executar uma trajetória mirabolante como a que ele propõe.
> > digo que precisamos pensar num modelo não
ondulatório que ao ser expresso matemáticamente apresente equações que ora simulam um
fenômeno corpuscular, ora um fenômeno ndulatório, ainda que não seja nem uma coisa nem
outra.
> Seria algo como uma "equação
dinâmica"? (talvez eu tenha falado besteira).
Não apenas equação, mas um fenômeno real e passível de ser expresso em simples
palavras. Por exemplo, uma onda aquática é um fenômeno bem conhecido e mesmo antes de
que alguém o equacionasse. O que você chama de "equação dinâmica" existe e
a equação de onda é deste tipo, em especial a equação relativa à onda
eletromagnética.
> Entendo o que você quer dizer. Seria um
mecanismo "dinâmico" que automaticamente trocasse de um fenômeno a outro sem
intervenção humana ;) xiiii :)
Tal e qual a equação da onda eletromagnética que, "automaticamente", e
"sem a intervenção humana", "troca" campos magnéticos e elétricos.
Mas esta é meramente uma equação. Não procuro por equações mas por
"expliquações" (desculpe-me pelo trocadilho); as equações serão daí
decorrentes. Chega de "idealizar equações"! É hora de "equacionar novas
idéias".
> Enfim, teria que ser algo "variável".
Poxa vida mas acho que nunca vi uma equação "variável" ou
"dinâmica" ou mesmo "viva".
Você verá e não perde por esperar. Algumas não apenas são "vivas" como
também "mordem" :-).
> Vai ser um trabalho danado (eu estou como
papagaio pois falo falo falo e não chego a lugar nenhum, melhor eu ficar quieto e
começar a estudar ;).
Não deixa de ser uma boa idéia. De qualquer forma, entre um capítulo e outro estamos
aqui à disposição para um bom papo.
[]'s
Alberto
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