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De:
Alberto Mesquita Filho
Fonte: Ciencialist - 2426 e uol.ciencia (para ler a msg
na Ciencialist clique na figura à direita)
Data: Terça-feira, 30 de Novembro de 1999 02:40
Nova teoria sobre a natureza da luz (radiação eletromagnética) em
http://ecientificocultural.com/Eletron2/emissor01.htm
Título: O elétron emissor de radiações eletromagnéticas.
Autor: Alberto Mesquita Filho
Seções:
1. Resumo e Abstract
2. Introdução
3. Campo Eletromagnético Estático
4. Campos eletromagnéticos estacionários
5. O elétron emissor de radiação eletromagnética
6. A energia das radiações eletromagnéticas
7. O componente material das radiações eletromagnéticas
8. Bibliografia
Resumo: Novas idéias são apresentadas para a radiação
eletromagnética a refutarem tanto uma natureza ondulatória quanto corpuscular. O autor
esclarece alguns aspectos relativos à reação de radiação e às órbitas permitidas de
Bohr, temas estes sobre os quais a física moderna fica a nos dever explicações; e
sugere a existência de campos permeados por partículas reais, a contrastarem com a
natureza dual da "onda eletromagnética".
Outros artigos do mesmo autor em português em
http://ecientificocultural.com/indice.htm
Aguardo comentários, sugestões e/ou críticas.
[]'s
Alberto
De: Léo
Fonte: Ciencialist - 2427 - (para ler a msg na Ciencialist
clique na figura à direita)
Data: Terça-feira, 30 de Novembro de 1999 10:13
Ola Alberto.
Li (parcialmente) o texto. Sem dúvida, muita areia para meu caminhãozinho. Entretanto,
à margem minha ignorância, apreciaria que me desse o 'caminho das pedras' para entender
apenas duas proposições:
1) A grandeza vetorial A, no referencial
inercial, obedece à lei A=w/r (independente do tempo), onde w é uma (?) propriedade vetorial associada ao elétron. A
seguir, foi proposto um giro para o elétron, no plano de w.
Ora, se S(x,y,z) é um referencial inercial (onde vale a proposta acima) então S'= x',
y',z'), que gira em torno do eixo z de S, não pode ser inercial. Onde falha meu
raciocínio?
2) No texto:
/////"A energia, em
física clássica, nada mais é do que um construto de alto nível a retratar o princípio
da equivalência entre os fenômenos naturais: "duas transformações equivalentes a
uma terceira são equivalentes entre si" (MESQUITA, 1993, capítulo V). O caráter
relativo da energia assim definida faz-se presente por toda a física clássica e isto
fica bastante nítido em mecânica, tanto na conceituação da energia cinética quanto na
conceituação da energia potencial; mostra-se um pouco confuso em termodinâmica, pois
retrata meramente uma equivalência entre calor e trabalho, jamais uma identidade entre
energia mecânica e energia térmica (MESQUITA, 1995b), o que nem sempre fica claro para o
principiante; e existe ainda a energia estudada em teorias clássicas de campo, a retratar
também uma equivalência entre transformações promovidas ora pelo campo, ora por
processos outros, jamais uma identidade entre a energia do campo e a energia mecânica.
Enfim, é um artifício que funciona e a traduzir uma possível identidade ou, então, a
existência de variáveis escondidas."
Entendo que tanto a energia potencial [U(B) - U(A) = W(A-->B) = (integral de B a A)
F.dr] definida como o trabalho de F para levar a partícula de B até A, fica definida a
menos de uma constante; entendo também a mesma implicação para a energia cinética ...
mas não consegui associar isso com o "um construto de alto nível a retratar o
princípio da equivalência entre os fenômenos naturais".
Desculpe-me forçá-lo a retornar ao nível do 'jardim da infância' para poder
explicar-me isso mas, como disse, meu caminhãozinho é pequeno.
[]'s
Léo
De: Alberto Mesquita Filho
Fonte: Ciencialist - 2433 - (para ler a msg na Ciencialist
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Data: Terça-feira, 30 de Novembro de 1999 16:08
Olá Léo
...apreciaria que me desse o 'caminho das pedras' para
entender apenas duas proposições:
Pois não.
1) A grandeza vetorial A,
no referencial inercial, obedece à lei A=w/r (independente do tempo), onde w é uma (?) propriedade vetorial associada ao elétron.
A seguir, foi proposto um giro para o elétron, no plano de w. Ora, se S(x,y,z) é um referencial inercial
(onde vale a proposta acima) então S'= x', y',z'), que gira em torno do eixo z
de S, não pode ser inercial. Onde falha meu raciocínio?
A dúvida deve estar surgindo no entendimento do que chamo "elétron em
repouso". Com efeito, existe uma impropriedade lingüística pois o "elétron em
repouso" seria, da maneira como estou definindo este repouso, aquele que, no
referencial considerado, "apenas" gira sobre si mesmo com a sua velocidade
ômega (supostamente constante). É como se eu dissesse que um pião, "girando"
em cima de uma mesa, estivesse em "repouso" quando o seu centro de massa
permanecesse com posição invariável no decorrer do tempo. Este movimento de giro, a
representar um "spin" clássico, poderia ser omitido, simplesmente dizendo-se
que o elétron "em repouso" possui uma propriedade vetorial w que manifesta-se através do campo A que gera. Trata-se portanto de um movimento de "nível
inferior" e intimamente relacionado a sua estrutura interna e que, do ponto de vista
eletromagnético, pode ser deixado de lado (não apenas o giro mas também o referencial
S'), a menos que procuremos por uma teoria representacional para este "spin
clássico". Embora não seja um "spin" no sentido adotado pela física
moderna, não deixa de ter algumas características semelhantes como, por exemplo, um
suposto caráter constante para ômega. Se por algum motivo este giro variar, isto deverá
se refletir de alguma maneira no campo A e, em
decorrência, numa variação da "constante" K de minha teoria original -- isto
poderá ocorrer, por exemplo, em velocidades "relativísticas", condições em
que a energia transferida ao elétron seria em parte assimilada como energia cinética de
rotação, o que, ao não ser levado em conta, daria a impressão de ganho em massa pelo
elétron.
A física moderna, ao considerar as partículas elementares como pontos materiais,
também despreza possíveis movimentos destas partículas relacionadas a suas estruturas
internas. No estudo do sistema solar freqüentemente desprezamos, numa primeira abordagem,
o giro da Terra ao estudarmos, por exemplo, sua órbita ao redor do Sol, considerando a
Terra um ponto material.
2) Entendo que tanto a energia potencial [ U(B) - U(A) =
W(A-->B) => (integral de B a A)F.dr] definida como o trabalho de F para levar a
partícula de B até A, fica definida a menos de uma constante; entendo também a mesma
implicação para a energia cinética ... mas não consegui associar isso com o "um
construto de alto nível a retratar o princípio da equivalência entre os fenômenos
naturais".
Estou preparando um texto sobre o princípio da equivalência onde procuro mostrar que
a conservação da energia é um caso particular deste princípio (o princípio é mais
abrangente e válido até mesmo fora do âmbito da física), e postarei provavelmente
amanhã. Antigamente (década de 60 ou anterior) os livros didáticos chegavam à raiz dos
conceitos (lembro-me que o livro do Pieroni, e acredito que também a coleção Sears,
falava sobre o princípio da equivalência e sua relação com a conservação da
energia). Os livros didáticos de hoje estão mais afeiçoados aos modernos métodos
pedagógicos a valorizarem a "decoreba". :-(
[]'s
Alberto
De: Jocax
Fonte: Ciencialist - 2436 - (para ler a msg na Ciencialist
clique na figura à direita)
Data: Terça-feira, 30 de Novembro de 1999 17:16
Alberto Mesquita Filho wrote:
Aguardo comentários, sugestões e/ou críticas.
Alberto,
Há muito estou fora de um contacto direto com a física (formei-me em física em 80 e
em computacao em 93). Li alguns trechos de seu site e achei muito interessante e ousado!
[Principalmente qdo vc critica as partículas virtuais (gostei)]. Contudo, para um
aspirante a uma nova teoria que talvez substitua a anterior, eu modestamente te pergunto:
1-Sua teoria consegue explicar tudo q as outras explicavam?
2-Ela explica novos fenomenos (ou é pelo menos + simples)?
3-Ela é passível de refutação ? (Qdo vc cria o campo "iem" ele pode ser
medido?) Que experiencia vc bolaria de modo q este novo campo de informacao
eletromagnetica pudesse ser verificado? Ou refutado ?
Talvez vc ja tenha respondido isso lá, nao li todo o site (quem sabe outra hora o
faça). De qqr modo gostaria de parabenizá-lo pelo espírito científico de
inovação e da busca pela simplicidade.
[]´s
jocax
De: Alberto Mesquita Filho
Fonte: Ciencialist - 2456 - (para ler a msg na Ciencialist
clique na figura à direita)
Data: Quarta-feira, 1 de Dezembro de 1999 15:14
Olá Jocax
...para um aspirante a uma nova teoria que talvez substitua a
anterior, eu modestamente te pergunto :
1-Sua teoria consegue explicar tudo q as outras explicavam ?
Embora concorde com a idéia, diria que esse "tudo" não corresponde à
realidade histórica e, às vezes, nem mesmo à realidade acadêmica. Com efeito, as
teorias que entraram na moda acabaram por explicar "quase tudo" o que as outras
explicavam, mas isso deu-se após muito tempo e via de regra as explicações foram sendo
acrescentadas por terceiros em sua tentativa de negar ou falsear a teoria. Do ponto de
vista acadêmico diria que o "explicar tudo" acompanha-se de muitas farsas. No
século passado explicou-se de maneira definitiva que a luz era um fenômeno ondulatório;
neste século explicou-se de maneira definitiva que a luz é um fenômeno dual; e eu estou
quase explicando definitivamente que a luz não é nem ondulatória nem corpuscular e nem
dual. Há dez anos atrás o teletransporte, caso houvesse sido observado, teria sido
utilizado para provar que a teoria quântica seria uma teoria inconsistente; atualmente
diz-se que o teletransporte de fótons é explicado única e exclusivamente pela teoria
quântica, chegando mesmo a ser de maneira imprópria chamado de "teletransporte
quântico". Recentemente divulgou-se nos meios científicos que o "Universo é
plano e está em acordo com a teoria da relatividade de Einstein". Qualquer um que
conheça um mínimo da teoria da relatividade generalizada percebe que, a princípio,
estas idéias são incompatíveis entre si. Ou seja, nos meios acadêmicos explica-se o
que interessa ser explicado, muitas vezes por motivos espúrios. E é por isso que eu digo
que a "física moderna" e a "teoria do método científico" são
entidades incompatíveis. Por outro lado, conheço uma infinidade de explicações
"científicas" dignas de uma CPI nas universidades e posso lhe dizer que no
passado já fui alvo de algumas tentativas do que chamo corrupção ou suborno acadêmico.
:-(
2-Ela explica novos fenomenos (ou é pelo menos + simples)?
Sim e sim. Creio ter exposto muito a respeito em meu Web. Infelizmente não dá para
explicitar numa mensagem curta como esta.
3-Ela é passível de refutação?
Sim, caso contrário não a teria chamado teoria. Para Popper, "uma teoria sem
risco algum não é científica"; para mim, "uma teoria sem risco algum não é
teoria".
(Qdo vc cria o campo " iem" ele pode ser medido ?)
Sim. Aliás, convém dizer que ninguém mede o "campo elétrico da teoria de
Maxwell", por exemplo. O que se mede é a força exercida pelo campo. Não obstante
consegue-se, através de artifícios engenhosos, via de regra matemáticos, conceber-se um
campo elétrico. Porém, os campos da teoria de Maxwell são incompatíveis com a
existência de algo viajando pelo espaço pois até hoje não se conseguiu traduzir todos
os efeitos eletromagnéticos através de um único potencial tal que seu gradiente
igualasse o fluxo de um único campo vetorial. Isto eu consigo fazer em minha teoria (o
potencial "fi" e o campo vetorial h), podendo então dizer que pela minha teoria
"existe" alguma coisa viajando através dos campos eletromagnéticos, coisa esta
que chamo por "informação eletromagnética" ou iem.
Que experiencia vc bolaria de modo q este novo campo de
informacao eletromagnetica pudesse ser verificado? Ou refutado ?
Muito simples. Pela teoria de Maxwell o campo no interior de um condutor eletrizado
(carga elétrica) é nulo. Pois eu digo pela minha teoria que existe um campo não nulo
capaz de curvar a trajetória de um feixe de elétrons que por aí esteja trafegando.
Conhecendo-se as condições de entrada do elétron nesse campo, bem como a geometria da
carga elétrica geradora deste campo não nulo, é perfeitamente possível, com dados
fornecidos em meu trabalho, prever a trajetória a ser seguida pelo elétron. Esta
trajetória, a ser válida a teoria de Maxwell para elétrons, deveria ser retilínea. A
experiência é extremamente elementar e pode ser feita em muitos laboratórios
brasileiros. Existem outras mas esta parece-me ser a mais fácil e interessante, posto que
retrata um fenômeno que ainda não foi suspeitado por outras teorias. Seria um
equivalente do efeito Bhom-Aharonov (ação de um campo magnético nulo sobre elétrons)
para campos elétricos. Esta idéia cheguei a apresentar em muitos grupos de discussão da
Usenet brasileira e internacional. Expus também em uma palestra que realizei na Unesp de
Bauru há cerca de 5 anos, a convite do Secretário da Cultura Municipal.
De qqr modo gostaria de parabeniza-lo pelo espirito
cientifico de inovacao e da busca pela simplicidade.
Grato pelos elogios, pela leitura e, principalmente, pelas críticas bem fundamentadas.
[]'s
Alberto
De: Alberto
Mesquita Filho
Fonte: Ciencialist - 2468 - (para ler a msg na Ciencialist
clique na figura à direita)
Data: Quarta-feira, 1 de Dezembro de 1999 17:46
Olá Léo
Conforme prometi, relato abaixo algo relativo ao princípio da equivalência.
O Princípio da Equivalência:
/////O princípio da equivalência pode ser enunciado da
seguinte forma: "Duas transformações equivalentes a uma terceira são equivalentes
entre si." O que são transformações equivalentes e em que capítulo das ciências
elas são estudadas?
/////O estudo das transformações equivalentes
justifica-se sempre que estivermos estudando "Interações Entre Sistemas".
Podemos estudá-las em ecologia, biologia, medicina (por exemplo, em equilíbrio
ácido-básico e/ou hidroeletrolítico), química, físico-química, análise de
compartimentos e em vários dos capítulos da física e muito especialmente, mas não só,
em termodinâmica.
/////Pensemos na interação entre um campo gravitacional
e uma esfera e tal que a esfera ocupe, neste campo, uma determinada posição e em repouso
instantâneo (v = 0). Imediatamente a seguir ela cai (transformação A-->B) e após
certo tempo sofre uma colisão elástica com o solo (situação ideal), voltando à
posição primitiva (transformação B-->C) -- Figura 1.
/////Digamos que a energia não tenha ainda sido
concebida. Pergunto então: O que faz a esfera retornar à posição primitiva? O que fez
com que ela caísse? Teria a esfera recebido algum atributo durante a queda e capaz de
promover a "reflexão" após o choque com o solo?
/////Pensemos então numa segunda
experiência. Ao atingir o solo a esfera é segura e logo após solta, permanecendo aí em
repouso. Para que ela retornasse à posição inicial poderíamos "bolar" uma
infinidade de experiências como, por exemplo, aquela mostrada na figura 2, seguindo
portanto a transformação B-->D (utilizando a expansão de um gás
elevamos a esfera). Temos agora uma interação esfera-gás.
/////Vamos agora, com esses dados em mente, definir
transformações equivalentes. Podemos dizer que "duas transformações são
equivalentes (não só, mas também) quando, após passar por ambas transformações, o
estado inicial e final de um dos sistemas que interage for o mesmo" (para o caso em
discussão esse sistema é a esfera). Podemos então dizer, da experiência 1, que a
transformação A-->B é equivalente à transformação B-->C (embora de sinal
trocado) e, da experiência 2, que A-->B é equivalente a B-->D (também de sinal
trocado). Consequentemente, pelo princípio da equivalência temos que B-->C é
equivalente a B-->D (agora de mesmo sinal).
/////O que a aplicação do princípio mostra é que
existe alguma coisa em comum entre os dois processos. No segundo caso, o gás elevou a
esfera; no primeiro a esfera foi elevada graças a um atributo recebido do campo enquanto
ela estava em queda livre. A esta alguma coisa podemos dar um nome, por exemplo, energia.
Digamos então que a esfera possuísse uma energia potencial, por estar num campo; o campo
exerceu um efeito sobre a esfera, efeito este caracterizado por dotá-la de energia
cinética ou de movimento e esta última fez com que a bola retornasse à posição
primitiva. No segundo caso o gás, de alguma maneira, cedeu essa alguma coisa, ou energia,
à esfera, permitindo que ela chegasse a uma posição que não teria atingido por si só.
/////Ou seja, o princípio da equivalência permite que
nos utilizemos de artifícios matemáticos para "construirmos" (e daí o nome
construto de alto nível) determinados conceitos que, de outra forma, não fariam sentido
(caso o princípio não fosse verdadeiro). No caso em pauta, o princípio permitiu a
conceituação de energia. Em medicina, no estudo do equilíbrio ácido-básico do sangue
humano, existe outro construto de alto nível, o "Base Excess" de
Siggard-Andersen (1960) conceituado de maneira semelhante. Costumo dizer que
Siggard-Andersen criou a Dinâmica Ácido-Básica, da mesma forma que Carnot, Mayer e
Joule deram consistência à termodinâmica (se não houvesse o princípio da
equivalência a termodinâmica restringir-se-ia à termologia, com o princípio do
equilíbrio térmico).
/////O tema é bem mais extenso mas procurei fixar-me nos
aspectos essenciais. Entre a captação do princípio da equivalência pela mente humana e
a caracterização da energia como a entendemos hoje, dezenas de "séculos nos
contemplam".
/////Descumpem-me pelo "rich text format" mas
não consegui descrever o que pretendia sem apelar para figuras.
[]'s
Alberto
De: Daniel F. Fraga
Fonte: uol.ciencia (para acessar o uol.ciencia clique na
figura ao lado)
Data: Sábado, 4 de Dezembro de 1999 14:53
In article <824nah$i9a4@oiapoque2.uol.com.br>,
"Alberto Mesquita Filho" <albmesq@uol.com.br>
writes:
/////"Fótons, entropinos
e/ou neutrinos são portanto os corpúsculos de Newton, constituintes materiais a
completarem as radiações eletromagnéticas dotadas de energia não nula. Reproduzem, a
sua maneira, e num nível mais elementar, as características do elétron emissor.
Conforme a direção da emissão em relação ao giro do elétron, portam-se como os
férmions (entropinos e/ou neutrinos) ou os bósons (fótons) da física moderna".
/////Eu não entendi quando você escreveu
"Reproduzem, a sua maneira, e num nível mais elementar, as características do
elétron emissor".
T+!
--
http://mx2.xoom.com/ilovelinux/
Only a mediocre writer is always at his best. -William Somerset Maugham, British writer
(1874-1965)
De: Alberto Mesquita Filho
Fonte: uol.ciencia (para acessar o uol.ciencia clique na
figura ao lado)
Data: Domingo, 5 de Dezembro de 1999 20:25
Daniel F. Fraga escreveu.
/////Eu não entendi quando
você escreveu "Reproduzem, a sua maneira, e num nível mais elementar, as
características do elétron emissor".
Olá, Daniel.
/////Eu não quis entrar em detalhes pois correria o risco
de adotar um representacionismo não muito fácil de justificar. E isto poderia ser
interpretado pelos críticos como algo situado no terreno das conjecturas infundadas, a
menos que eu apresentasse provas ou, pelo menos, evidências circunstanciais. Não
obstante, já que você percebeu que eu estava sutilmente deixando algo no ar, e estranhou
a citação, tendo então solicitado uma explicação para o caráter implícito à mesma,
vou dar uma resposta um tanto quanto grosseira (sem muito representacionismo) mas, de
qualquer forma, coerente com a frase citada e muito próximo do que considero como
"realidade evidente" (estou aqui adotando como "realidade evidente" o
significado empregado por Einstein em um de seus pensamentos que já reproduzi no
uol.ciencia em resposta a uma de suas indagações, lembra-se?) [Este
pensamento está em Diálogos - Eletromagnetismo e
Relatividade: Diálogos 2 - A Fé do Cientista, NAW].
/////Pois bem. Imagine uma esfera girando e que poderia,
por exemplo, ser constituída por um material gelatinoso. Imagine ainda que em
determinadas condições e por motivos vários esta partítula esférica lançasse
partes desta gelatina para espaço (por exemplo, ao se sujeitar a interações de
proximidade com outras partículas e que a levasse a acelerações lineares bruscas e
variáveis no tempo, freqüentemente referidas como choques; ou então fosse submetida a
um torque que aumentasse ou pelo menos tentasse aumentar sua velocidade angular no sentido
do vetor w). Pense ainda que esses pequenos
pedaços de gelatina lançados conservassem o giro da esfera primitiva, ou seja, tanto a
partícula emissora (elétron) quanto as emitidas (neutrino, entropino ou fóton)
possuissem vetores w paralelos. Pense então
nas duas possibilidades seguintes: 1) a partícula foi emitida equatorialmente (equador da
partícula original) e o seu giro dá-se perpendicularmente à direção de sua
propagação no espaço (no referencial da partícula original). 2) A partícula foi
emitida nos pólos, e o seu giro é paralelo à direção de sua propagação no espaço
(a figura ao lado ajuda a entender a situação descrita - para ampliar a figura clique na
mesma).
/////No primeiro caso teríamos algo que poderíamos
chamar um bóson clássico (por exemplo, as partículas relacionadas aos fótons da
física moderna); e no segundo teríamos algo que poderíamos chamar de férmion clássico
(a lembrarem os neutrinos da física moderna). Nesta imagem bastante simplificada ou
grosseira, como me referi acima, não há muita diferença, a não ser em tamanho, entre
um neutrino e um elétron (o elétron, quando num campo elétrico ou magnético, graças
ao campo de indução descrito em minha teoria, viajaria também numa direção paralela a
seu vetor w). Quanto ao entropino diria que é
uma partícula hipotética e conceituada em outro de meus trabalhos (intitulado Variáveis Escondidas e a Termodinâmica) e
que, a meu ver, seria o próprio neutrino. Quando disse "reproduzem,
a sua maneira, e num nível mais elementar, as características do elétron emissor",
entenda-se: são partículas de alguma forma semelhantes aos elétrons (reproduzem a sua
estrutura num nível mais elementar) e distinguem-se pelo ângulo entre a direção de
propagação e o do vetor w (e foi porisso que
disse "a sua maneira", querendo dizer "à maneira como se propagam").
No caso do "fóton" este ângulo é igual a 90 graus e no caso do neutrino 0
graus, como se pode inferir pela figura acima apresentada ou pela descrição acima
efetuada.
/////Se quiser poderei avançar no representacionismo,
lembrando porém que estaria entrando totalmente no terreno das conjecturas e com
pouquíssimas justificativas além daquelas próprias à lógica transcendental, a incluir
experiências de pensamento. Sinceramente, não sou contra a entrada nesse terreno. Não
obstante, tomo minhas cautelas pois sei que a grande maioria dos físicos atuais, por puro
medo, preconceito, arrogância, covardia ou mesmo ignorância, evita utilizar-se da
lógica transcendental, defendida por Kant e que tão útil foi para cientistas como
Newton, Einstein, Faraday, Maxwell e tantos outros; e pior: ridicularizam os que tentam
seguir o pensamento de Haldane citado hoje no Caderno Mais da Folha de São Paulo: "O
papel do cientista é pensar o impensável, criar novos mundos, derrubar convicções,
especialmente as mais arraigadas em arrogância e preconceito." Quem não valoriza a
intuição jamais conseguirá atingir o "status" de verdadeiro cientista;
poderá, quando muito, disputar postos politicamente importantes em nossas universidades,
não mais do que isso.
[]'s
Alberto
De: Alberto
Mesquita Filho
Fonte: Ciencialist - 2573 - (para ler a msg na Ciencialist
clique na figura à direita)
Data: Sábado, 4 de Dezembro de 1999 08:29
Olá Jocax
Em complemento ao que relatei em 01/12/99 com respeito ao seu
questionamento...
1-Sua teoria consegue explicar tudo q as outras explicavam ?
...transcrevo abaixo a resposta que dei ao Fábio Chalub em 24/02/98, no uol.ciencia,
quando ele me interpelou com a seguinte questão:
"... Uma teoria, para substituir outra tem que explicar o que a outra já
explicava. A relatividade se reduz a mecânica de Newton, no limite de baixas velocidades,
por exemplo. ..." (Fábio Chalub, 23/02/98).
Minha resposta, que não difere muito daquela que aqui postei recentemente, foi a
seguinte:
Quando voce diz "uma teoria, para substituir outra tem que explicar o que a
outra ja explicava", eu concordo dentro de limites temporais. A historia da ciencia
esta' repleta de exemplos a justificar a sua afirmacao. No entanto isso nao acontece
imediatamente apos a nova teoria ter sido lancada. A nova teoria precisa ser trabalhada,
precisa passar por testes, precisa enfrentar criticas como as suas, precisa ganhar
adeptos, enfim precisa, de alguma maneira, solidificar-se. Faraday, ao ser
questionado sobre para que servia uma de suas teorias respondeu: "Para que serve uma
crianca ao nascer?" Perceba que dentre as criancas de hoje, aquelas que sobreviverem
irao nos substituir. Porem nao sabemos exatamente quem ira' substituir cada um de nos, no
sentido social do termo.
E' verdade que a minha teoria ja' adquiriu um certo grau de sistematizacao mas, sem
duvida alguma, "ela ainda e' uma crianca". 'A medida em que ela for se
desenvolvendo e, admitindo-se que venha a resistir aos testes e criticas por que passar,
certamente ganhara' novos adeptos, com ideias novas e, gradativamente, e na dependencia de
sua abrangencia, ira' substituindo as outras teorias de menor consistencia logica; e ai'
entao nao precisaremos mais cobrar pelas explicacoes, pois ou ela explica o que estas
outras teorias ja' explicavam, ou ela nao as substituira'. Talvez ai' esteja o
"xis" da questao: a minha teoria nao veio para substituir nenhuma outra; ela
veio para ser testada. Se passar no teste, ai' a historia sera' outra.
E' obvio que, se eu estou propondo uma teoria num terreno em que ja' existem tantas
outras, isto se deve ao fato de, por algum motivo, eu nao estar satisfeito com a situacao
atual. E, em decorrencia disto, exponho o que penso sobre esta ou aquela teoria, em termos
do que momentaneamente me preocupa. Mas, para que voce entenda como eu me enxergo ao
criticar a fisica moderna, e ao mesmo tempo possa perceber que, por mais que eu queira,
nao posso ser um "bom advogado" de minha teoria, leia este pensamento de
Einstein:
"Se o senhor quer estudar em qualquer dos fisicos teoricos os metodos que
emprega, sugiro-lhe firmar-se neste principio basico: nao dê credito algum ao que ele
diz, mas julgue aquilo que produziu. Porque o criador tem esta caracteristica: as
producoes de sua imaginacao se impoem a ele, tao indispensaveis, tao naturais, que nao
pode considera-las como imagem de espirito, mas as conhece como realidades
evidentes." (A. Einstein)
[]'s
Alberto
De: Jocax
Fonte: Ciencialist - 2640 - (para ler a msg na Ciencialist
clique na figura à direita)
Data: Quinta-feira, 9 de Dezembro de 1999 19:53
Olá Alberto !
Realmente, as pessoas que procuram abrir fronteiras e mudar paradigmas correm
mais riscos do que as que simplesmente "acompanham a maré". Se não fossem
estes destemidos pioneiros creio que ainda estaríamos na idade da pedra lascada.
Contudo, os que defendem as teorias estabelecidas, tem um papel importantíssimo
no controle de qualidade das teorias e no sentido da evolução cultural: cabem a eles
todos os esforços para tentar manter o "status-quo" das antigas
teorias estabelecidas.
Este embate é saudavel para a cultura científica pois ajuda a selecionar
darwinianamente teorias antigas e novas.
Às vezes eu me empolgo em defender meus pontos de vista mas sei que os que me
"atacam" estao também ajudando, nao só a mim ou a vc, mas a cultura cientifica
de um modo geral, na busca pela conhecimento. Acho que deveríamos agradecer a elas.
(PS: Conheci um Alberto no tempo da Fisica-Usp , vc era da epoca 77-80 ? )
[]´s
jocax
De: Alberto
Mesquita Filho
Fonte: Ciencialist - 2677 - (para ler a msg na Ciencialist
clique na figura à direita)
Data: Sexta-feira, 10 de Dezembro de 1999 19:13
Jocax escreveu:
Contudo, os que defendem as teorias estabelecidas, tem um
papel *importantissimo* no controle de qualidade das teorias e no sentido da evolucao
cultural : cabem a elas todos os esforços para tentar manter o "status-quo"
das antigas teorias estabelecidas.
Este embate é saudavel para a cultura cientifica pois ajuda
a selecionar darwinianamente teorias antigas e novas.
Sem dúvida. A esse respeito lembro-me de um "embate violento" que travei com
o Fábio Chalub no uol.ciencia (creio que falei alguma coisa a respeito na mensagem
anterior). O Fábio "caiu de pau" em cima da minha teoria e ficamos cerca de
dois meses "degladiando". No fim desistimos, com ele mantendo suas convicções
e eu as minhas, sem que nenhum dos dois conseguisse convencer ninguém do uol.ciencia que
o outro estava errado. Quantas saudades eu tenho desse duelo!! E o Fábio subiu no meu
conceito. Pena que não existam mais pessoas a valorizar o trabalho dos outros e dotadas
de conhecimento e coragem suficientes para exporem em público suas valiosas críticas.
Consigo, vez ou outra, manter algum diálogo internacional, mas não tão caloroso e
demorado quanto esse.
Quanto ao darwinismo, entendo a sua colocação mas deixo-os (você e o Roberto) a
vontade para os embates que se fizerem necessários. :-))
As vezes, eu me empolgo em defender meus pontos de vista mas
sei que os que me "atacam" estao também ajudando, não só a mim ou a vc, mas a
cultura científica de um modo geral, na busca pelo conhecimento. Acho que
deveríamos agradecer a eles.
Pois sempre que possível não só agradeço mas torno pública minha admiração por
essas pessoas.
(PS: Conheci um Alberto no tempo da Física-Usp, vc era da
epoca 77-80? )
Minha área básica é medicina, e graduei-me em 1968. Na década de 70 cruzei com
alguns físicos do Ifusp que cursaram, como disciplinas complementares de
pós-graduação, dentre outras: "Transporte através de Membranas",
"Biofísica Renal", "Termodinâmica aplicada à Biologia", etc. Na
década de 80 cheguei a cursar vários cursos avulsos do Ifusp (cursos de extensão) como
por exemplo, "Relatividade Especial" e "Termodinâmica Biológica".
Nessa época conheci vários alunos da graduação em física e publiquei um artigo na
revista Nova Stella, do Cefisma, intitulado "Duelo entre Gigantes", retratando
os debates de Einstein e Bohr sobre a teoria quântica (paradoxo EPR dentre outros). Em 89
ingressei na graduação em física no Ifusp com a finalidade de adquirir os macetes
necessários que estava precisando para equacionar minha teoria (precisava chegar à raiz
de alguns problemas, principalmente do ponto de vista da física-matemática, e nada como
começar do início). Conclui todas as disciplinas dos dois primeiros anos (89 e 90) e a
partir daí comecei a cursar disciplinas optativas e do meu interesse
(Física-Matemática, Teoria da Relatividade, Mecânica dos Fluidos, Estatística aplicada
à Física, etc), sem a preocupação de evoluir em direção a obter o grau de bacharel
em física (deixei de lado muitas disciplinas obrigatórias). Em 1993 meus afazeres
impediram que pudesse dar prosseguimento aos estudos mas a essa época já havia atingido
meu objetivo, tendo neste mesmo ano publicado a teoria, então axiomatizada.
[]'s
Alberto
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